quarta-feira, 4 de agosto de 2010

TROCA DE E-MAILS

 

Os motivos que me levaram a divulgar a troca de e-mails entre mim e o Cel. Celente foram os de poder provar    que havia pela parte do mesmo um grande conhecimento a respeito de meus pontos de vista e de minha forma de agir em relação a fatos e situações – especialmente quando se tratavam de acontecimentos envolvendo as Forças Armadas e a política externa brasileira. Portanto, nada do que o coronel tenha ouvido e visto por parte da minha pessoa poderia ter-lhe surpreendido sobremaneira. Além disso, nos últimos e-mails, especificamente sobre a minha ida para a ESG para fazer o Curso pelo qual era responsável, fica bem claro o tipo de apelo que a mim estava sendo feito, especialmente no sentido de ajudá-lo e à ESG.

Basta que se repita, aqui, resumidamente, o que poderá ser lido, abaixo (último ITEM), em artigo escrito pelo Cel. Celente sobre a transferência da ESG, e enviado a mim, por e-mail, para que fosse divulgado no meu site. Assim estavam escritos, com eloqüência, os apelos do Cel. Celente, que denunciavam (destacados, a seguir, por mim, em MAIÚSCULAS): VIÉS DÚBIO; MOVIMENTO MALDOSO E MENTIROSO EM RELAÇÃO AO PAPEL DA ESG; ARRANJO VELADO ESTRAÇALHANDO A JUSTIÇA – A COISA MAIS RELEVANTE NA CONTEXTUALIZAÇÃO DE UM POVO; MOVIMENTO ARDILOSO CONTRA A ESG; DISPOSIÇÃO DE NÃO SE CALAR PARA FAZER JUSTIÇA A TODOS QUE LUTARAM PARA CONSTRUIR ‘UM SANTUÁRIO DO SABER’ – A ESG; ANTES SER PUNIDO PELA JUSTIÇA DOS HOMENS DO QUE PELO TRIBUNAL DA HISTÓRIA; e, finalmente, O DESTINO DA ESG ESTÁ EM NOSSAS MÃOS

Fui praticamente obrigada a tomar esta atitude de divulgação destas trocas de e-mails entre mim e o Cel. Celente, diante do sofrimento, da difamação, das mentiras e das humilhações a que fui exposta naquela escola – local em que supunha estar sob o apoio de quem em eu tanto confiava e daquele por quem estava me sacrificando para ajudar, que era o Cel. Celente. Além disso, são estes últimos e-mails que provam que eu fui matriculada no curso DEPOIS DO TÉRMINO DAS INSCRIÇÕES. OU SEJA, JÁ ENTREI NO CURSO COMO EXCEÇÃO. Isso, depois de ter prevenido o Cel. Celente (como poderá ser verificado nos e-mails abaixo), que diante da possível incompatibilidade com relação a horários e obrigações militares, as quais pudesse vir a ter, ao ter que me mobilizar para ajudar a ESG e as exigências do curso, talvez fosse melhor que eu viesse a participar do mesmo apenas como visitante ouvinte.

Apesar disso, e REPITO, AO JÁ TER ENTRADO NO CURSO COMO EXCEÇÃO, presumi, lógica e minimamente, que:

1. Todas AS AUTORIDADES acima do Cel. Celente (pelo menos as confiáveis para ele) tivessem ciência do que estava sendo feito e que tivessem um mínimo de conhecimento a respeito do meu trabalho – uma vez que nenhuma informação lhes havia sido sonegada. Portanto, a mim me parecia óbvio que a vontade de que eu estivesse dentro da ESG fosse grande, não só por parte do Cel. Celente, mas também por parte de todos aqueles que haviam passado pelo processo de quebrar a regra de inscrições para que eu pudesse participar do curso;

2. Uma vez que estivesse dentro da escola, minha principal tarefa fosse a de fazer de tudo o que estivesse ao meu alcance para chamar a atenção da sociedade sobre a transferência da direção e/ou da Escola para Brasília, através da mídia, fazendo com que o tema pudesse ser mais amplamente analisado e discutido pela sociedade. Com fé, sorte, inteligência e trabalho bem feito, quem sabe até se pudesse fazer com que a transferência viesse a ser pelo menos adiada. Por isso, assim como houvera exceção para minha entrada no curso, continuaria havendo o mesmo procedimento, sempre que os esforços para o cumprimento desta meta estivessem em jogo;

3. De uma forma ou de outra, Autoridades e Alunos do Curso, fossem sendo preparados e informados a respeito de possíveis exceções a regras disciplinares abertas para a minha pessoa. Ao mesmo tempo em que esperava que estivesse vindo a ser orientada, COM ANTECEDÊNCIA, sobre como devesse via a ser meu comportamento diante de situações específicas – o que não aconteceu, JAMAIS, a não ser POSTERIORMENTE a qualquer ação de minha parte que tivesse sido cometida (e considerada como ‘indevida’) e, mesmo assim, como forma de crítica, de repreensão, de humilhação vexatória, como se uma jornalista como eu tivesse a obrigação de saber todas as regras de conduta e de hierarquia militar; ou como se eu estivesse sendo paga para fazer o curso, como a maioria dos que ali se encontravam, e que deviam satisfações a seus órgãos pagadores, por ali estarem como se a serviço estivessem e pelo qual recebiam diárias e ajuda de custo. Obviamente, não era o meu caso, que ali estava por minha conta e pagando por tudo o que se exigisse que fosse pago pelos freqüentadores do curso, incluindo-se aí as refeições feitas no ‘rancho’ (refeitório da escola), pelas quais pagávamos mensalmente. Ou seja, ao me ausentar de aulas, eu não estava a cometer nenhuma ilegalidade contra órgão público ou empresa privada, porque não estava sendo paga para freqüentar o curso e nem teria que levar o conhecimento obtido no mesmo, como investimento em capital humano, para vir a ser aplicado no órgão de origem.

INSTRUÇÕES PARA INTERPRETAR A TROCA DE E-MAILS ENTRE MIM E O CORONEL A. CELENTE:

1.Todos os nomes, e-mails e telefones de terceiros foram substituídos por “XXXXXXXX” para não comprometê-los e porque não interferem no entendimento geral do que pretende ser demonstrado com esta exposição.

2.Nos cabeçalhos dos e-mails dos envolvidos foram abreviados e identificados quem os enviou e quem os recebeu, apenas pelos NOMES. Pelos mesmos motivos, foram abreviados horários e datas, para dificultar a identificação por ‘espionagem’ simples. É óbvio que os conteúdos completos estão todos devidamente arquivados não só nos provedores, mas também em arquivos e locais seguros.

3.Todos os conteúdos de cunho exclusivamente particular, principalmente envolvendo terceiros também foram substituídos por “XXXXXX...”, pelos mesmos motivos acima citados.

4.Todos os grifos em AMARELO, NEGRITO E SUBLINHADO foram feitos por mim para ressaltar informações importantes expressadas pelo Coronel A. Celente.

5.Todos os grifos em AMARELO e NEGRITO foram feitos por mim para ressaltar informações importantes expressadas por mim.

6.Em alguns e-mails, há observações complementares em VERMELHO e NEGRITO, para ajudar a compreensão de itens considerados importantes.

7.Abaixo de alguns e-mails, há uma linha dedicada a explicações, dentro da qual tudo está escrito em VERMELHO e abaixo da palavra OBSERVAÇÃO, que está em destaque.

8.Os e-mails estão dispostos em ordem crescente, considerando as datas de envio como parâmetro.
 

ITEM 1

Assunto: Entrevista com o General-de-Exército José Benedito de Barros Moreira
De acelente  ...@terra.com.br
Enviado
às ...
Para christina ...@gmail.com
Data
14 de outubro de 2007 ...
Enviado por terra.com.br

Sra. Christina Fontenelle:

Encaminho as posições do Exm Sr. Gen Barros Moreira. Deveria ser divulgada para todos que têm uma visão distorcida de Sua Excelência, quanto à sua posição nacionalista. Dias 6 e 7 de novembro, estarei em uma reunião no Ministério da Defesa, com o Gen. Barros Moreira, para tratar do material de defesa, com a Indústria de Defesa

O meu forte abraço

FORÇAS ARMADAS - Por um novo modelo

Ex-comandante da Escola Superior de Guerra, general Barros Moreira defende construção de submarino nuclear, pede que indústria bélica nacional seja fortalecida e critica atuação de ONGs na Amazônia

Leonel Rocha

Da Equipe do Correio

O general de Exército José Benedito de Barros Moreira é um dos mais antigos quatro estrelas do Exército. Pernambucano, por dois anos comandou a Escola Superior de Guerra, a elite da inteligência militar brasileira. Há menos de um mês, tomou posse na Secretaria de Política, Estratégia e Relações Internacionais do Ministério da Defesa, onde já exercia uma das mais importantes assessorias do ministro Nelson Jobim. É um dos encarregados de definir no governo o novo modelo de força armadas para as próximas décadas. Com idéias nacionalistas, o general propõe o fortalecimento da indústria bélica brasileira como parte de um projeto de reaparelhamento militar. Em entrevista ao Correio, o oficial alerta para alguns riscos que o Brasil corre por não estar armado adequadamente para defender suas riquezas: Precisamos nos acautelar? Avisa o general.

Ele pede maiores investimentos no treinamento da tropa e em armas eficientes para o país ter maior capacidade dissuasória. Barros Moreira defende a construção de um submarino nuclear, critica a atuação de organizações não-governamentais na Amazônia e diz temer os efeitos da globalização econômica. Para o general, o Brasil está claramente no rumo de se transformar em uma potência média no mundo ? o que levaria o país a se transformar em alvo? Temos que pôr o cadeado de acordo com o que está no cofre? Argumenta.

Ponto a ponto

General José Benedito de Barros Moreira: É preciso pôr o cadeado de acordo com o que está no cofre

Política de defesa

Temos que inverter o conceito e adotarmos a expressão? Política nacional de defesa? E não uma política de defesa nacional? Que reduz a importância do tema. Quando falamos em política nacional de saúde, todos os setores do governo federal estão engajados nisso, inclusive o Exército. Na prática, quando o governo define uma política nacional de defesa, uma estrada deve ser construída ou asfaltada pelo Ministério dos Transportes, por exemplo, porque é importante para o deslocamento de tropas, para a vigilância da fronteira ou outras atribuições.

Risco para o Brasil

Para ser dominado, não precisa ninguém pisar o nosso solo. Basta alguma potência cercar e criar uma zona de exclusão em todos os nossos portos. Não sai nem entra ninguém. O que vai acontecer com um país que tem 95% do seu comércio internacional feito pela cabotagem? E o nosso petróleo, onde está? Se tivéssemos um submarino à propulsão nuclear, estaríamos mais seguros. Se a marinha argentina tivesse um submarino à propulsão nuclear, a Inglaterra não teria atacado durante o conflito das Malvinas. Então, um país pacífico como o nosso, que não tem a intenção de agredir ninguém, tem todo o direito de se defender, porque cada vez fica mais rico e apetitoso. Ainda mais agora, com o petróleo verde do bicombustível. Passaremos a produzir muitas vezes mais bicombustíveis do que a Arábia Saudita produz petróleo. Além disso, temos a Amazônia ainda não prospectada. A Petrobrás diz que apenas 10% do território brasileiro foi analisado. Temos muita riqueza a encontrar.

Proteção das riquezas

Temos que pensar em defesa a longo prazo. Até porque um submarino com propulsão nuclear, por exemplo, levará dez anos pra ficar pronto. Mesmo sem querer, o Brasil vai investir em defesa porque fatalmente no futuro deverá assumir posições de potência média no mundo. Então, eu pergunto: podemos não ter forças armadas compatíveis à riqueza do país? Temos que pôr o cadeado de acordo com a riqueza que está no cofre.

Ameaças invisíveis

Há problemas sérios que às vezes não são percebidos. São aquelas ameaças quase invisíveis, que no dia-a-dia a gente não se dá conta. Por exemplo: hoje nós usamos a internet e o GPS praticamente sem pensar. Tem muitos equipamentos militares que usam o GPS. A internet é a nossa ligação com o dia-a-dia. As centrais dos dois sistemas estão nos Estados Unidos. Nós somos usuários. Então, se eu tiver desligado o GPS, o que vai acontecer com todo o nosso controle de tráfego aéreo, o que vai acontecer com o equipamento militar? Nós temos alguns sistemas de comunicação alternativos. Mas não são suficientes.

Novas fronteiras

A tendência no atual contexto internacional é continuamos a ser alvo. Temos interesses em novas fronteiras econômicas do futuro e a globalização traz um risco muito grande. Um deles é o efeito dominó na economia. Agora tivemos um sacolejo. E quando a economia americana realmente descer ladeira abaixo, o que vai acontecer com os outros? Com o passar do tempo, as fronteiras econômicas serão outras. Uma delas é o espaço sideral. E temos o fundo dos mares, que é outra zona de riquezas a ser descoberta. Grandes quantidades de minério estão lá esperando para ser explorados. E temos também a Amazônia.

Ocupação do espaço

O que nos garante é a proteção das fronteiras. O espaço sideral está numa zona de limbo. Quem está mais desenvolvido, tem uma plataforma no espaço. E ainda há a Antártica, com tremendas riquezas. No momento em que acabar o atual tratado da década de 30, as potências podem decidir explorar porque precisam de petróleo. Nós temos as florestas tropicais e a biodiversidade da Amazônia. Nesta área, temos que ter uma pulga atrás da orelha, porque há ONGs pagas para retardar o desenvolvimento. Elas têm suas razões. Primeiro, atrasar a exploração do diamante brasileiro, evitando que chegue aos borbotões no mercado, fazendo o preço cair. Temos que nos acautelar. Não precisa ser adivinho para prever que nos tornaremos potência econômica e continuaremos alvo.

Indústria bélica

Precisamos ter um moderno complexo tecnológico de defesa. E para isso é preciso investimento. Temos um grande exemplo disso no Centro Tecnológico da Aeronáutica, onde se construiu um complexo extraordinário, como em poucos países. Um resultado desse trabalho é a Embraer. Alguns itens são em tão pequenas quantidades que não vale a pena fabricá-los aqui. Mas temos que ter estoque. A munição básica, nós podemos fazê-la toda aqui. Como a antiaérea, por exemplo. Todos concordamos que a hidrelétrica de Itaipu, por exemplo, é um alvo a ser defendido porque é algo seriíssimo pra nós. Como o Exército vai defender Itaipu se, a cada ano, o recurso que chega para custeio e investimento só dá para pagar uma despesa e deixar um pouquinho pro ano seguinte?
 

OBSERVAÇÃO 1

O e-mail acima foi enviado pelo Cel. Celente – que já conhecia meus artigos – para esclarecer a posição do Gen. Barros Moreira, por causa de dois artigos já escritos por mim, nos quais o general era citado. No meu segundo artigo, há um quadro com o título de “Outra Opinião”, que foi inserido após a publicação do mesmo, devido ao respeito que procuro manter em relação ao direito dos leitores e dos citados de manifestarem suas opiniões. Basta dar um clique em cima do tal quadro, no blog ou no site, para que o mesmo seja ampliado e possa ser lido com clareza. Para ler os dois artigos (o que eu recomendaria), basta clicar nas figuras abaixo para ser redirecionado para os blogs (que são mantidos como arquivos de páginas específicas do site IMORTAIS GUERREIROS) nos quais estão publicados, já como matérias arquivadas.

2 FIGURAS SOBRE OS DOIS ARTIGOS

ARTIGO 1: http://infomix-cf.blogspot.com/2006/08/ameaas-difusas.html

ARTIGO 2: http://infomix-cf.blogspot.com/2007/09/um-brasil-sem-defesa.html

ITEM 2

De Christina Fontenelle ...@gmail.com
Enviado às...
Para acelente ...@terra.com.br
Data
30 de outubro de 2007 
Assunto: Entrevista com o General-de-Exército José Benedito de Barros Moreira

Caro Coronel,

Só vi este e-mail hoje, por incrível que pareça! Por isso, desculpe a demora do retorno.

Não resta a menor dúvida de que o general Barros Moreira é nacionalista e patriota. A questão não é essa. O negócio é que ele realmente acha que os imperialistas são as potências de estado instituídas - ou seja, países tradicionalmente instituídos, como EUA, por exemplo. Este é o erro das pessoas que, efetivamente patriotas, acabam tendo, em termos de conceito - erro que as faz não serem capazes de enxergar quem são os verdadeiros inimigos. Ora, os verdadeiros inimigos são aqueles que pretendem fazer do mundo uma grande aldeia, dominada por entidades transnacionais (são elas que patrocinam o terrorismo internacional, o alarmismo ambientalista, as neo-revoluções comunistas etc.), já que, nas mãos destas (compostas por enormes e muito concentrados mega-oligopólios comerciais), estarão todos os processos de produção de bens e de serviços - desde a extração das simples matérias primas, aos produtos finais de consumo (bem como de serviços), passando, é claro por todo os processos de financeirização (ou seja, papéis, ações, commodities, e mais tantas outras formas de capitalização financeira de ações de mercado futuro - incluindo papéis de dívidas, etc.).

Nesse sentido, os planos dessas transnacionais (que carregam sementes de um grande sistema que poderíamos chamar de capitalismo selvagem e covarde de Estado transfigurado de privado - isto é, um comunismo de mercado) estabelecem estratificações do mundo em regiões geográficas com funções especificadas. Por exemplo, aos países do terceiro mundo, como o nosso (e, particularmente, nesta estância geográfica da América Latina), caberá a função de fornecedor de matéria prima (seja lá para o que for), de produção generalizada de insumos (também, seja lá para o que for), onde habitará uma nova elite (inescrupulosa, autoritária, apátrida e burra, como a que vimos vendo ascender ao poder nos últimos 25 anos) e que reinará sobre uma massa enorme de indivíduos que pertencerão, basicamente, a uma única e grande classe média (não a que sempre vimos, mas uma nova - burra, desespecializada, lavada cerebralmente e mecanizada, que se contentará com bem menos do que aquela de inteligência ambiciosa que eu e o senhor conhecemos um dia e que chegaram a levar o Brasil às portas da esperança do desenvolvimento). Esta nova classe média, onde gente como eu e o senhor será extinta, é aquela que este governo Lula vem dizendo estar crescendo com seu "projeto excelente de redistribuição mais justa de renda".

Infelizmente, para nós, aos EUA e a alguns países europeus (falando somente em termos de localização geográfica) (e também para não entrar na questão das possibilidades de viabilização destas grandes civilizações dominadoras em caso de guerra nuclear - para não deixar o senhor maluco de tanto eu falar...) caberá ser o centro encabeçador desta nova civilização transnacional, de onde partirão as grandes ordens e onde reinará uma vida melhor e mais confortável - vida e conforto que gente como nós estará condenada a não desfrutar jamais, posto que essa "liberdade" de ir e vir virá a ser muitíssimo reduzida, com as mais variadas desculpas: prevenção terrorista, quarentena por doenças, etc.

Portanto, o que as pessoas não enxergam é que os novos imperialistas não agem em prol de país nenhum, uma vez que já dividiram o mundo e as funções econômico-sociais-geográficas de cada área. Donde se conclui que o verdadeiro combate deve ser empreendido contra esta figura da globalização esquerdista e não contra nações especificamente. Nesse contexto, cabe usar a inteligência e a informação para saber identificar que ações vêm dos agentes do Estado Norte-Americano e as que vêm dos agentes da globalização esquerdista ATRAVÉS DO ESTADO NORTE-AMERICANO (território eleito pela esquerda globalista internacional como sede e quartel general). A ONU, por exemplo, representa mais perigo para o Brasil (e para os EUA também, já tendo, inclusive, feito muito estrago por lá) do que o Estado Norte-Americano.

No entanto, nacionalistas como o general Barros Moreira não enxergam essa sutil diferença na determinação de estratégias para combater os inimigos, acabando por reduzir a questão a níveis de Estado contra Estado. Estão errados!!!! O inimigo não tem pátria. Mas, ao contrário do que se apregoa por aqui, os nossos possíveis aliados, estes sim pertencem cada um à sua pátria e é nessas pátrias que devemos procurá-los. Entretanto, essa confusão entre ação do Estado e ação dos Internacionalistas acaba por minar as possibilidades reais de união entre as nações para combater o inimigo que todas elas têm em comum.

Retire desse contexto a Rússia - associada ao Islã - e a China, que marcaram encontro no futuro para disputar o mundo entre si; não sendo por outro motivo que se associaram em trio para liquidar o único Estado que pode derrotá-los - os EUA. É por isso, também, que os Internacionalistas estão permanentemente empreendendo ações que aparentemente seriam ações dos EUA - como as ações de ONGs na Amazônia, por exemplo. Ações estas que acabam por fazer com que nossa estratégia de defesa seja voltada para proteger a Amazônia, e o Brasil, de um inimigo que não existe (no caso, os próprios EUA) e não contra o inimigo internacionalista.

Ao falar do GPS, por exemplo, o general Barros Moreira está corretíssimo. Sobre esse assunto, aliás, será um de meus próximos artigos/matéria. Só esqueceram de contar para ele que a maior parte da tecnologia que comanda este sistema está nas mãos das transnacionais - todas fornecedoras e altamente entrelaçadas a quase todos os empreendimentos do governo norte-americano (que delas acaba tornando-se refém). É com elas que, no final das contas, acaba estando o poder de desligar este ou aquele sistema. Esqueceram de contar para o general que o Estado norte-americano é tão refém quanto o brasileiro (lógico que nós somos mais). Por que será que ele acha que a China, a Rússia e a Europa têm seus próprios sistemas? Para não depender dos EUA? Alguém deveria alertar o general de o motivo ser justamente o contrário: ou seja, para que somente os EUA sejam reféns de seus inimigos dentro de suas próprias terras...

Bem, acho até que essa resposta poderia dar um bom artigo. Veja, eu não quero ofender o general e nem ninguém. Sei que a minha teoria é mais difícil de fazer entender do que a da maioria das pessoas, mas ela tem muito sentido. Eu fico pensando como é que se dá esse negócio dos trabalhos na ESG (não sei se você ainda está lá). Será que ninguém se propõe a mergulhar em desafios novos como analisar essa questão de um plano de defesa nacional sob este olhar que eu - mal e parcamente, é verdade - expus acima? Será que são tão poucas as pessoas que enxergam as coisas que eu vejo? Será que eu estou tão errada assim?

Enfim, é por isso que eu tenho certa prevenção contra alguns nacionalistas. Não é pelo fato de o serem, é lógico; mas, pelo medo de que justamente esse nacionalismo seja habilmente manipulado pela corrente internacionalista e que a esta sirvam de instrumentos úteis, até que beirem à inconveniência (mais tarde quando as coisas começarem a ficar mais claras...) e venham a ser eliminados - assim como aconteceu com os nacionalistas chineses, que ajudaram Mao e sua revolução (especialmente para expulsar os japoneses, os corruptos chineses e, depois, os russos) e, depois, foram dizimados - na medida em que foram se tornando inconvenientes, já que pretendiam fundar uma república realmente democrática.

É isso.

Um grande abraço,

Christina
 

OBSERVAÇÃO 2

Como se pode observar acima, nos grifos em amarelo e negrito, foi esta a posição que eu levei para dentro da ESG – e que não era novidade para o Cel. Celente. Portanto, ele estava plenamente ciente de que seriam estas as opiniões que eu levaria para a Escola, para, ao menos, fazer com que pudessem passar a fazer parte das considerações a serem analisadas nos tratamentos das questões nacionais e internacionais. Se ele tinha consciência de que eu seria discriminada (inclusive com a prática de ‘bulling’ não explícito), ridicularizada e perseguida, jamais deveria ter insistido para que eu fosse para dentro da ESG e tivesse que passar pelos constrangimentos a que fui submetida. Pior: como poderão constatar no e-mail enviado pelo Cel. Celente a mim (observar partes grifadas), o mesmo diz concordar comigo e ainda ressalta que a ESG é uma escola de livre pensar.
 

ITEM 3

acelente <...@terra.com.br> escreveu:
Em 30/10/07

Prezada Senhora Christina;

A senhora foi muito profunda. Concordo com a senhora em número, gênero e grau. Acho que a senhora pode transformar essas reflexões em um belo artigo. Peço apenas, se não for demais, retirar o nome do General Barros Moreira. Com toda certeza, vou enviar o seu artigo para ele, já que estarei com ele dias X e X de XXXXXXXXX, em XXXXXXX.

Quanto à minha estadia aqui na ESG, eu continuo e afirmo que essa Escola é uma tribuna do livre pensar. Hoje mesmo estou indo à XXXXXXX, com o XXXXXXXX, do XXXXXXXXXX, a fim de iniciar uma parceria, objetivando discutirr, extra-muros da ESG, esses assuntos. A XXXXXXXX é uma XXXXXXXXXXXXXXXXXX, nos moldes da XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX. Se der certo, teremos mais um espaço para a Sociedade dicutir Brasil.

O meu forte abraço

ANTONIO CELENTE VIDEIRA
 

ITEM 4

De Christina Fontenelle ...@gmail.com
Enviado
às...
Para acelente  ...@terra.com.br
30
de outubro de 2007
Re: Entrevista com o General-de-Exército José Benedito de Barros Moreira

Caro Coronel,

Não sei se o senhor notou, mas eu não escrevo mais artigos públicos XXXXXXX.... O que vou lhe contar XXXXXXX.... (embora eu saiba perfeitamente que e-mails não sejam seguros). Meu pai foi um brilhante oficial do Exército e, depois, já na reserva, serviu com honra e brilhantismo ao país em função de importância estratégica do governo - e o fez até que Collor veio para destruir nosso país e ele não se permitiu continuar trabalhando para o governo. Meu marido é um XXXXXXXXX um homem sério, honesto, responsável e muitíssimo inteligente (já viu que eu sou do tipo que valorizo o que tenho, né?!).

Afirmo ao senhor que nenhum dos dois jamais me concedeu nenhuma espécie de informação privilegiada, bem como jamais cometeriam ato de traição desta natureza. Mas, como meu trabalho sempre teve que ser meio sacrificado por causa da profissão do meu marido, chegou uma determinada época em que decidi que não teríamos mais nada a perder se eu começasse a me expor - coisa que comecei a fazer e, mesmo sem esperar que isso fosse acontecer, consegui, sozinha, impor meu nome perante os importantes jornalistas do país.

Jamais ganhei um centavo, posto que meu estilo de trabalho - que fala a verdade e trata o jornalismo com seriedade e que não se submete ao esquerdismo de praxe, ainda não encontra espaço suficiente para entrar no mercado de trabalho remunerado. Mas, a mim não importava, porque eu tenho ideais e compromisso com o futuro que quero que seja a consolidação de um país livre, independente, soberano e meritocrático, para meus filhos e para todas as gerações futuras.

O problema é que todos os caminhos do jornalismo sério acabam levando ao Planalto (se é que o senhor me entende) e à discussão sobre a degradação de nossas FFAA, além, é claro, de ter que expor tudo que há de errado nas mesmas (justamente para que os erros possam ser corrigidos). XXXXXXXX...

Sinceramente, eu acho que as FFAA deveriam valorizar homens XXXXXXX... Que lutassem pelo país, pela justiça, pelos valores como honestidade e coisas do gênero. Mas, o senhor sabe que a realidade não é bem assim. Na verdade, com esses comunas no poder, quanto menos trabalho o "milico poderoso" for dar, melhor para eles. Não só o milico, mas o policial, o economista, etc.

XXXXXXX... O futuro dirá quem estava certo...

Toda essa ‘estorinha’ para lhe dizer que posso tentar transformar o que lhe escrevi em uma espécie de artigo, mas que será exclusivamente produzido para que o senhor alerte nossas FFAA – XXXXX... Se esse objetivo for cumprido e essa semente for lançada, confesso que poderei morrer em paz, por ter feito tudo o que estava ao meu alcance para que nosso país partisse para o novo século com armas para lutar pela liberdade e para construir um verdadeiro esquema de defesa nacional. A mim pouco me importa se meu nome estará atrelado a isso ou não, já que o que importa é o país, é o nosso povo, é o nosso futuro livre.

Não sei sobre o que o senhor tem controle na ESG, mas (desculpe o atrevimento) vou dar uma sugestão. Proponha exercícios de "desconstrução" das teorias de esquerda estabelecidas como lei pela hegemonia filosófica. Abaixo, colocarei dois artigos que fazem esse exercício. Esse incentivo ao atrevimento filosófico é fundamental para implantar no cérebro das pessoas que o praticam as sementes da "vacina" contra o internacionalismo nocivo. Uma vez iniciados nesse processo, esses cérebros serão os únicos com capacidade para sabotar o projeto de vitória do internacionalismo.

Minha sinceridade tem um preço. E tenho pago com o distanciamento de muitos que não concordam com o que faço. Prefiro assim. Gosto de jogo limpo. Não fico magoada com ninguém porque sei que todos têm seus limites e suas razões, assim como eu tenho os meus e as minhas. Isso é para lhe deixar inteiramente à vontade para proceder da maneira que achar mais conveniente em relação à minha pessoa.

Enfim, abaixo, coloco os dois artigos que falei e, em breve, se ainda quiser, posso enviar-lhe um outro, relatando o que lhe disse no e-mail anterior, suprimindo o nome do general, como você pediu, para que a ele seja mostrado, com o meu mais profundo desejo de que lhe possa ser útil - já que inteligência e preparo intelectual não lhe faltam.

Um grande abraço
 

ITEM 5

De Christina Fontenelle ...@gmail.com
Enviado
às...
Para acelente
...@terra.com.br
Data
30 de outubro de 2007
Assunto Re: En:Entrevista com o General-de-Exército José Be nedito de Barros Moreira

Os dois artigos: ANESTESIA DE GRAMSCI: A DOSE E O EFEITO TINHAM LIMITES... MA...

Os dois artigos:

ANESTESIA DE GRAMSCI: A DOSE E O EFEITO TINHAM LIMITES... MAS NINGUÉM PREVIU!

Rebecca Santoro

22 de outubro de 2007

A semana começa bem, obrigada, principalmente para o jornalismo brasileiro, que parece começar a dar os primeiros e pequenos sinais de que a veia profissional dos homens que estão por trás dessa gigante institucional chamada mídia está pulsando cada vez irresistivelmente mais forte, trazendo de volta às redações a figura do herói que não tem medo de correr atrás da verdade – melhor ainda se ela bater diretamente de frente com a ditadura do politicamente correto e com as falsificações esquerdopatas da realidade.

Há pelo menos 3 anos eu venho insistindo que, “essencialmente distante da natureza humana”, como todo comunista, Gramsci (ícone da teorização do atual método de implantação revolucionária) não foi capaz de considerar o aspecto intrínseco da inteligência e da bondade humanas (duas características que conduzem o homem na busca da verdade e do bem) ao teorizar sobre como envenenar as sociedades livres com o vírus da revolução socialista, através do aparelhamento do estado e da mídia e finalmente da lavagem cerebral imposta aos estudantes de todos os níveis.

Todo comunista, no fundo, quer brincar de Deus. Negando-O, para si mesmo e para os outros, o faz, ainda que inconscientemente, talvez para não ter que sentir culpa das atrocidades e dos atentados que sabe que terá que cometer contra tudo e contra todos para impor sua própria visão de mundo sobre a realidade – e sobre as prováveis outras visões desse mesmo mundo que outras pessoas terão. Aliás, é por isso que a mentalidade comunista acabará (mais cedo ou mais tarde) entrando para o hall das doenças mentais, cujos maiores sintomas são a incapacidade do “doente” de lidar com a realidade, de conseguir distinguir-se do próprio Deus que nega existir, de conseguir vislumbrar o outro como diferente e de não conseguir estabelecer distinção coerente entre verdade e mentira ou entre certo e errado – tudo é relativo, conforme a conveniência.

Sobre esse aspecto do comunismo-doença, esteve circulando na mídia artigo de Anatoli Oliynik - O ESQUERDISTA, quem é ele? (originariamente do guia de São José). Só o fato deste senhor ter ocupado o espaço que ocupou para expor suas conclusões a respeito da figura do comunista é um excelente sintoma de que, cada vez mais, há gente disposta (e de “saco completamente cheio”) a falar e a ouvir tudo o que possa desmistificar o repetitivo discurso comunista (com todo o seu relativismo, o seu ideologismo ineficaz, a sua inversão descarada de valores etc.) – cuja técnica de repetir e repetir uma mentira para transformá-la em realidade ultrapassou os limites de reação do cérebro de suas “vítimas”, a partir do qual o “relé” do “desconfiômetro” daqueles que possuem mais de 10 bons neurônios em funcionamento é involuntária e necessariamente acionado (provocando reação contrária àquela prevista por Gramsci na sua teorização sobre conquista hegemônica).

Ou seja, um sujeito pode ser anestesiado e dominado através do discurso até certo ponto e sob um limite severamente determinado de submissão à repetitividade desse discurso. Ultrapassados esses limites pontuais (e não previstos por Gramsci), a tendência do indivíduo inteligente é reagir com rejeição e pior (para os que apostaram cegamente na revolução hegemônica de Gramsci, é claro): essa reação, em sendo fruto – esta sim – essencialmente da natureza humana, não precisa fabricar mentiras e inversões de lógica para se impor como mais verdadeira, mais racional – o que acaba tornando-a muito mais facilmente “contagiosa” e de mais fácil e de mais rápida disseminação. O perigo dessa reação é que ela desperta nos “comunas” a percepção de que é chegada a hora de acionar – agora já sem tanta preocupação em disfarçar – os mecanismos revolucionários repressores. Instala-se a guerra declarada. Capitão Nascimento, Neto e Matias neles!

É, Tropa de Elite – O Filme (com as maiúsculas que merece) – é a ponta do iceberg desta corrente de “essa esquerdalha já encheu o saco”. Homens de mídia como Diego Casagrande, Heitor de Paola, Diogo Mainardi, Reinaldo Azevedo, Márcio Coimbra, Alexandre Garcia, Jorge Serrão – só para citar os mais conhecidos e, com certeza deixando de citar centenas de outros bons profissionais – e, é claro, o filósofo Olavo de Carvalho, bem como mulheres da estirpe de Graça salgueiro, Mara Montezuma e Maria Lúcia V. Barbosa (só para citar algumas) são todos os capitães Nascimento da Imprensa. Os “mocinhos” estão em alta! Chega de herói vilão! “Polícia é polícia, bandido é bandido e ponto final!”

O imenso sucesso de Tropa de Elite entre o público brasileiro – e não entre a crítica, entre os artistas ou na mídia – vai direto ao encontro (de confronto) à imagem tão amplamente divulgada de que brasileiro não sabe votar, de que reelege mensaleiro corrupto e de coisas do gênero. Há sempre um mistério indecifrável, um abismo enorme entre todas as reações que emanam espontaneamente do povo (e que acabam sendo “inocultáveis”) – pelo menos em todas as vezes em que tem essa oportunidade real – e os resultados que surgem de dentro das nossas caixas-pretas, as urnas eletrônicas sem voto impresso. Incrível!

Pois é, já tem muito mais gente do que “a esquerda” gostaria, na mídia e mais especificamente na imprensa, dando nome aos “bois”: Fidel é ditador, Hugo Chávez também; Che Guevara é herói de doente – está sendo colocado em seu devido lugar, bem como Lênin, Stalin, Trotsky, Mao, Pol Pot e tantos outros. Figuras brasileiras do heroísmo terrorista dos anos 60 e 70 estão caminhando para o mesmo destino. Muita ONG já está virando caso de polícia. Índio é um ser humano normal e, como tal, tem o direito de usufruir das coisas boas que a evolução da raça humana trouxe para a vida de todos (não é retardado mental, nem incapaz e nem animal de zoológico). A China nunca foi tão comunista e, ela sim, é, ao mesmo tempo, a síntese do capitalismo selvagem. Aquecimento global? O negócio não é bem assim... E por aí vai...

Tudo bem, posso estar sendo otimista demais e até mesmo precipitada em pretender – e para isso a gente não pode se furtar do atrevimento – apontar onde foi que o gênio da esquerda, Antonio Gramsci, errou. Também não me importaria que alguém mais escolado e mais competente – é sempre um bom exercício a gente repetir e admitir para si mesmo que ninguém é insubstituível e que sempre haverá alguém melhor – tomasse para si o tema e teorizasse sobre ele. Afinal, o dom do jornalista é apontar fatos, tendências, opiniões e estimular, com isso, o trabalho científico dos especialistas.

TROPA DE ELITE – OSSO DURO DE ROER E SAPO MAIS DIFÍCIL AINDA DE ENGOLIR

Rebecca Santoro

27/10/2007


TUDO QUE VOCÊ GOSTARIA QUE DISSESSEM SOBRE TROPA DE ELITE EM REDE NACIONAL DE RÁDIO E TV

Tudo bem, o brasileiro já tem a pecha mesmo de analfabeto e de desinformado em relação a quase todos os assuntos – política, inclusive. Mas, fazer conta praticamente todos os nossos patrícios sabem. Mas, não parece que seja isso o que entende a grande parte da imprensa que saiu a veicular, como simples papagaio repetidor, e sem situar bem o contexto dos dados revelados, os resultados da pesquisa do IBGE sobre o perfil dos consumidores de drogas no Brasil – que passaram, agora, a ser qualificados como os principais responsáveis pelos assustadores lucros da indústria do tráfico de drogas e pelo patrocínio do crime organizado.


O tema foi ressuscitado pelo merecido e inquestionável sucesso do filme Tropa de Elite e endossado pela pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, realizada a partir de dados do IBGE, e que mostra o retrato dos usuários de cocaína, de maconha e de lança-perfume: “homens, jovens e ricos - o mesmo perfil dos que mais morrem no trânsito”. O problema é que tanto os dados do IBGE quanto o estudo da FGV são análises dentro de um universo restrito de consideração. O estudo, por exemplo, não considerou nem o crack e nem as chamadas drogas sintéticas. Tropa de Elite, entretanto, apesar de propor a reflexão sobre a parcela de culpa que cabe ao inconseqüente consumidor de drogas pelo “sucesso” do tráfico e pela expansão da criminalidade, está bem longe de reduzir a questão à sua mera existência.

Não, o filme do cineasta José Padilha diz muito mais do que isso, como falarei mais adiante, e com certeza, isso se deva, especialmente, aos autores do livro em que o filme foi baseado -
Elite da Tropa, do sociólogoLuiz Eduardo Soares e dos oficiais do BOPE André Batista e Rodrigo Pimentel, que contam histórias reais do dia-a-dia daquela tropa. Essa estória de dizer que Tropa de Elite colocou o dedo na ferida da questão da criminalidade por trazer os “filhinhos de papai”, que seriam os usuários de drogas, para o banco dos réus é discurso fabricado (até mesmo por alguns dos envolvidos com o filme, talvez por temer a represália esquerdopata), para desviar a atenção de outras principais, e talvez muito mais importantes, feridas que foram igualmente cutucadas - com toques de maestria, diga-se de passagem.

Mas, primeiro, vamos aos números do IBGE para fazer umas continhas de matemática simples que nos permitirão, afinal, verificar o porquê de ser completamente improvável que o crime organizado - que hoje age nas grandes cidades brasileiras – seja financiado, exclusiva e primordialmente, pelos consumidores de drogas (que é para onde pretendem, afinal, direcionar as reflexões populares sobre o sucesso do tráfico e do crime organizado).

O Brasil tem cerca de 190 milhões de habitantes, divididos em 7 classes: A1, A2, B1, B2, C, D e E. Cerca de 81% da população está nas camadas C, D e E, composta por famílias que têm renda mensal média entre R$ 350,00 e R$ 1.000,00. A soma de indivíduos nas classes A-1 e A-2 dá 5% e, dos das classes B-1 e B-2, 24%. Como os dados do IBGE dizem que o consumidor de drogas estaria nas classes A e B, restringiríamos nosso universo para cerca de 29% dos brasileiros (55 milhões de pessoas). Como 99% dos consumidores de drogas são homens, e estes representam cerca de 49% da população, pode-se supor que, destes 55 milhões de pessoas das classes A e B, somente 27,5 milhões de indivíduos seriam do sexo masculino e, portanto, os que se enquadrariam no perfil do consumidor de drogas.

Suponhamos também que, dentre estes homens, a metade esteja com idade entre 10 e 29 anos – o que diminuiria nosso universo de consideração para cerca de 13 milhões de indivíduos. Finalmente, suponhamos que, dentro deste grupo, apenas 2/3 dos componentes se encaixasse na descrição do perfil do usuário de drogas do IBGE: “brancos (85%), com oito a 11 anos de estudo (60%) e que ocupassem a posição de filho dentro de casa (80%), no lugar dos chefes da família ou dos cônjuges” – o que significa que teríamos um total de aproximadamente 9 milhões de consumidores de drogas. Se o mesmo estudo diz que a média de gastos por pessoa, mensalmente, com consumo de drogas é de R$75,00, esse comércio geraria, por mês, no varejo, uma renda de aproximadamente R$ 675 milhões (ou cerca de R$ 8 bilhões por ano - aproximadamente U$ 5 Bilhões).

Agora, dividam-se estes R$ 675 milhões pelo número de bocas de fumo, diminuam-se os custos para produzir, transportar e armazenar as drogas em si, e acrescente-se, ainda, as despesas, digamos, “operacionais”, que o “sistema do tráfico” tem, como “comprar” juízes, advogados, policiais e outros agentes da lei, ou como ter que pagar um arsenal de empregados para que o esquema todo do tráfico funcione, ou ainda como comprar e sustentar todo o armamento necessário para a guerra particular dos traficantes, entre si e contra a polícia. Isso para não falar das despesas com a enorme quantidade de “investimentos” (diversificados) que os grandes traficantes costumam fazer em bens materiais e também em segurança particular. Sobraria quanto? Que espécie de negócio tão lucrativo é esse cujo custo com a manutenção, além de envolver riscos de morte e de prisão dos envolvidos, é extremamente alto, a ponto de que qualquer falha que aconteça, como, por exemplo, a apreensão de drogas pela polícia, comprometa toda a lucratividade?

Quando se considera os números divulgados na publicação de outros estudos e de reportagens sobre o tráfico de drogas, os resultados são mais estapafúrdios ainda e não conseguem encaixar-se entre si. Em 2003, por exemplo, reportagem da revista Veja dizia que o comércio de drogas já movimentava no Brasil cerca de U$ 15 bilhões por ano (contra os U$ 5 bilhões que foram demonstrados acima). Hoje, documentos oficiais trazem informações de que 22,8% dos brasileiros consumiriam drogas (ou seja, cerca de 43 milhões de pessoas).

Ora, sendo assim, e com base nos dados divulgados sobre o estudo da FGV, praticamente todos os indivíduos que compõem as classes A e B (que somam 29% da população) estariam envolvidos com o consumo de drogas. Mas, como já demonstrei acima, com muito “otimismo”, teríamos aproximadamente 9 milhões de indivíduos pertencentes a estas duas classes e que poderiam ser enquadrados dentro do perfil dos consumidores de drogas revelados nos estudos.

Isso significa simplesmente que, ou a concentração mais elevada de viciados não está nas classes A e B (já que 43 – 9 = 34) ou então que, cada um destes 9 milhões de viciados das citadas classes gasta a improvável quantia de R$ 250,00 por mês para sustentar seu vício (e não a média de R$ 75,00) – e isso nas classes sociais cuja média da renda mensal em cada família (de quatro pessoas) varia de R$ 600 a R$ 4 mil por pessoa (esta representando menos de 5% da população).

Ou seja, nossas classes mais produtivas, mais empreendedoras e que mais consumem estariam comprometendo de 30% a 16% de seus orçamentos com drogas – o que, diante das despesas dessas classes com contas fixas e obrigatórias (impostos, aluguel, alimentação, escola, plano de saúde, luz, gás, telefone, água) seria justamente a parte do orçamento que poderia estar sendo direcionada para o consumo de bens e de serviços que efetivamente são o que mantém o bonde do emprego e da economia em funcionamento.


Donde se conclui que, se esse quadro descrito pelas autoridades fosse a mais pura revelação da realidade, o país estaria simplesmente falido. E ainda que: ou tem lucro demais no comércio de drogas, para consumidor de menos, ou tem muito mais consumidor de classe baixa do que de classe média alta para cima. E isso porque não entrou nesse exercício de matemática o preço das drogas no varejo – o que, muito provavelmente, nos levaria à conclusão de que “nossos viciados” só teriam condições de ceder aos seus vícios apenas por alguns dias por mês (o que beira o ridículo, de tão improvável).

Toda essa loucura de cálculos e de comparações, para dizer o óbvio: que há muito mais dinheiro e muito mais atividades criminosas que usam o tráfico de drogas para justificar uma lucratividade que está mais do que “na cara” de que somente o consumo de drogas (pelo menos aqui no Brasil) seria incapaz de proporcionar (e que, muito provavelmente, jamais passariam no teste de “custo-benefício”, que precisa ser necessariamente bastante compensador em qualquer que seja a atividade comercial).

Apesar de ser inegável que a venda de drogas dê, sim, muito dinheiro, não é nenhuma insanidade supor que seja plausível que o tráfico e o comércio de drogas sejam inclusive - e até – subsidiado, em algumas regiões, para: 1) mascarar outras atividades comerciais e financeiras (inclua-se aqui algumas das tidas como lícitas) muito mais úteis e compensadoras (como o comércio ilícito de armas – incluindo as nucleares –, de minerais valiosos indispensáveis à produção bélica e industrial, ou como o comércio de seres humanos – e de órgãos etc.); 2) para abrigar o indispensável “mercado” de lavagem de dinheiro e 3) para financiar a indústria do terrorismo que, acredite-se ou não, tem sim o objetivo comum e maior de exterminar a civilização ocidental cristã.

Em se tratando particularmente do item 3 acima, vale a pena para os interessados, “bancar” a distribuição e a comercialização das drogas, não por sua alardeada lucratividade, lá na ponta do varejo, mas por sua capacidade de gerar conflitos, de desagregar as famílias e as sociedades – dividindo-as e desumanizando-as, até que se corroam, irreversivelmente, de dentro para fora, numa espécie de suicídio inconsciente, cuidadosamente monitorado pelo agente interessado na destruição. Nesse sentido, sim, talvez resida a grande lucratividade do comércio de drogas. Um dia, tudo isso virá à tona – e será claro como a mais pura água da fonte...

Há sempre muitos mais interesses por trás do comércio de drogas do que a simples lucratividade. Na China, por exemplo, Ren Bishi, um dos primeiros líderes do Partido Comunista, encarregou-se da venda de ópio, durante a guerra de resistência contra a invasão japonesa, numa época em que o ópio era o símbolo da invasão estrangeira, já que os britânicos haviam introduzido aquela cultura, segundo os chineses, para atrofiar-lhes a economia e para viciar o povo. Apesar da aversão chinesa, portanto, ao ópio, Ren Bishi patrocinou seu cultivo em grandes extensões de terra, justificando-o pelas necessidades do partido.

Além disso, sabe-se que uma sociedade com endemia de viciados é obrigada a gastar grande parte de seus recursos com os prejuízos causados pelo consumo de drogas, que vão desde a simples tentativa de recuperação dos viciados aos atendimentos de pacientes vitimados pela violência que acompanha o comércio de drogas, incluindo aqui os acidentes automobilísticos – o que contribui, é claro, para uma considerável retenção da capacidade de investimento “sadio” do capital humano e financeiro desta mesma sociedade.


Além desse exemplo de uso estratégico do ópio (e, por associação, de outras drogas) até como arma de destruição, para posterior dominação, e como se pode depreender das informações como as que constam no quadro acima, as substâncias químicas que participam da composição das drogas ilícitas, muitas vezes, são as mesmas que servem de base para a produção de alguns dos mais importantes medicamentos lícitos e necessários à medicina moderna – fato que contribui enormemente para que o cultivo e a fabricação destas substâncias não possa simplesmente desaparecer.

Dessa forma, por todas estas razões acima citadas e ainda por uma série de outras que não caberiam aqui, tendo saído essencialmente da cabeça de experimentados ex-policiais do BOPE, o conteúdo de Tropa de Elite jamais atribuiria ao consumidor final das drogas o motivo principal do “sucesso” esplendoroso do tráfico de drogas e do crime organizado sobre a cada vez mais acuada e quase que indefesa sociedade. Não, as feridas que foram cutucadas pelo conteúdo do filme são muito mais importantes.

Em sua essência, Tropa de Elite é simplesmente um urro daqueles elementos da sociedade que desejam viver e produzir em paz e que sabem perfeitamente que isso só é possível se houver um resgate da visão realista dos homens e do mundo, e que necessariamente tenha que entrar em confronto direto com as teorizações idealistas sobre os mesmos – que só têm escravizado e paralisado os homens de bem diante da ascendência dos criminosos, para os quais, como se sabe, não há a imposição (ou auto-imposição) dos mesmos limites. É a guerra assimétrica trazida para dentro de nossas casas.

Tropa de Elite é muito claro: trata-se de combater os bandidos com as mesmas armas com as quais eles atacam. E por que isso não acontece de maneira mais ampla e efetiva? O filme responde: “É por causa do Sistema”. É isso: enquanto não interessar aos donos do sistema que o crime seja severamente combatido, policiais, viciados, cidadãos comuns e “pequenos” criminosos - lá da ponta da cadeia da criminalidade organizada - continuarão a morrer nessa guerra desumana e sem fim que toma conta das grandes cidades.

É sobre isso que fala Tropa de Elite. Sobre o Sistema que remunera mal os policiais; sobre o Sistema que permitiu que criminosos fossem infiltrados nas instituições de combate ao crime; sobre o Sistema que coloca na cabeça dos estudantes inversões absurdas de valores, fazendo com que venham a construir uma visão distorcida da realidade e da natureza humana; sobre o sofrimento dos indivíduos que sacrificam suas vidas (quase que inexplicavelmente) para não permitir que o crime organizado se apodere de vez de toda a sociedade; sobre o desespero de quem luta pela verdade e pela honestidade.


Esfrega na cara de todo mundo que enquanto bandido for protegido pelo Sistema, a luta contra eles será ingrata e custará as vidas de muita gente boa. Tropa de Elite esclarece de uma vez por todas que, para obter informação de bandido, de terrorista, ainda não inventaram outro método mais eficiente do que a tortura – triste, muito triste; mas é a mais pura imposição da realidade sobre qualquer que seja a teorização a respeito do assunto.

O filme mostra que, afinal, são essas mesmas técnicas - de aplicar a tortura e a de impor o medo da morte – as que utilizam os criminosos, para dominar as comunidades em que se alojam e para apavorar a sociedade de um modo geral. Torturar prisioneiros indefesos e que nenhuma informação de fundamental relevância para vencer uma batalha contra o crime, cujo maior obstáculo para o sucesso seja o tempo, é crime hediondo, sim. Mas, ficará “biliardário” o indivíduo que descobrir (e que patentear, para dar consultoria exclusiva) outro método que não a tortura (física e/ou psicológica) para extrair de criminosos “profissionais” informação imprescindível ao combate imediato de qualquer ação criminosa de bandidos ou de terroristas. Bem-vindos à realidade!

Realidade esta que coloca a preservação de nossas vidas nas mãos dos homens como os capitães Nascimento, os Neto e os Matias. Ou está todo mundo pensando que também não é cúmplice destes homens que são pagos por todos nós para ir barrar o crime com suas próprias vidas? O fato de não puxarmos os gatilhos que metralham jovens criminosos não nos exime, absolutamente, de nossa parcela de participação, uma vez que é a sociedade que dá procuração às polícias para que enfrentem pessoalmente os bandidos.

Assim como impera o discurso de que os “meninos” do tráfico sejam produto e vítima do Sistema (que, nesse caso, querem sempre associar ao capitalismo), que reagem, com violência, castigando os que eles supõem serem os “filhos da riqueza” – no fundo, geralmente, tão vítimas e tão impotentes quanto eles diante do Sistema -, igualmente, os capitães Nascimento também são produto e vítima desse mesmo Sistema, mas que reagem, também com violência, para, na verdade, impedir que os criminosos continuem descontando seus recalques nas pessoas erradas, matando e morrendo, numa guerra que só interessa aos inatingíveis donos do tal Sistema.

É por tirar do anonimato essas, até então invisíveis, criaturas possuídas por um espírito de resistência, de reação corajosa, de enfrentamento contra tudo aquilo que muitos vivem dizendo ser impossível ou inútil combater, que Tropa de Elite sacudiu o espírito desesperançado dos brasileiros, aliviou-lhes das gargantas o grito por justiça. Tropa de Elite esfregou o brasileiro na cara do Brasil – cuja elite que o governa nos últimos 30 anos tem feito questão absoluta de ignorar, de enganar, de explorar e de tentar transformar (por meio de incessante lavagem cerebral, através do ensino e da mídia escrita, falada e visualizada).

A esquerda está em polvorosa, criticando duramente o filme de José Padilha e conduzindo as discussões sobre Tropa de Elite para a superficialidade da questão da participação dos consumidores de drogas como cúmplices do crime organizado, e para o repúdio aos métodos do BOPE no combate aos criminosos – tudo em fervoroso empenho para trancar o brasileiro de volta no fundo daquele armário escuro, onde estava sendo bem sucedida em escondê-lo de si mesmo, embaixo de toda aquela imensa pilha de filosofias de engodo que não fazem nada além de dividir nosso povo, forjando cenários falsos da realidade, para jogar brasileiros contra brasileiros, dividindo-os, irreconciliavelmente, justamente para dominá-los e sobre eles poder reinar.

O pânico da esquerda é o de que comece a baixar o espírito do capitão Nascimento, do Neto, ou do Matias nos estudantes, nos jornalistas, nos militares, nos funcionários públicos, nos professores, nos PMs, nos juízes e de que esse “vírus” do “quero meu país e minha vida de volta” comece a se espalhar descontroladamente a ponto de vir a jogar por terra anos e anos de trabalho de conquista neo-revolucionária.

TROPA DE ELITE - O QUE É BOM É BOM. PONTO FINAL

Christina Fontenelle

16/02/2008

Apesar do diretor do filme Tropa de Elite, Antônio Padilha, permanecer insistindo nas entrevistas que dá que seu filme procurou abordar a criminalidade do Rio de Janeiro de forma isenta e tentando mostrar os vários lados da questão, bem como colocar o personagem do Capitão Nascimento como um anti-herói, vítima também do que o filme chama de “sistema”, não há como acreditar naqueles que dizem que o filme tenha saído do controle das intenções de Padilha. Primeiro, porque ele é muito inteligente e não tem nada, absolutamente nada, de bobinho. Na verdade, o que parece é que o diretor assumiu um discurso “ongueiro-direito-humanista-esquerdo-psicótico”, para não ser definitivamente expulso e boicotado no meio cinematográfico brasileiro. Porém, inteligente como é, na realidade, o que Padilha captou mesmo foi os anseios do “inconsciente (bem ciente, aliás) coletivo da população, não só a carioca, mas também a do resto do Brasil, que não suporta mais ser vítima indefesa do crime organizado – que já deixou de ser o modo de vida de quem não teve opções na vida há muito tempo.

De qualquer modo, apesar das críticas contrárias ao filme, tanto no Brasil, como agora, quando estreou no Festival de Cinema de Berlim, no último dia 12, para concorrer à premiação, ao que parece, aos olhos do júri, Tropa de Elite, por ser um filme bem feito, com conteúdo e que aborda um tema corajosamente fora do olhar surrealista e irritante do politicamente correto, mereceu levar nada menos do que o primeiro prêmio: o Urso de Ouro.

Se tivesse sido indicado para concorrer ao Oscar, as chances de levar o prêmio seriam muito grandes. É bem capaz, agora, de haver intensa mobilização lá pelos “States” para que o sem graça e de tema mais do que batido “Quando meus Pais saíram de Férias” ganhe o tal do Oscar – só para mostrar que que falar de mentiras batidas e unilateralmente contadas sobre os idos dos “tempos da ditadura” (tempo em que guerrilheiro comunista não mandava e desmandava no país e tempo em que éramos a quinta economia do mundo) faz mais sucesso do que filmes que tratem de temas atuais e de maneira verdadeira, deixando o politicamente correto de lado.

Acontece que, meus caros, o que determina o sucesso de um filme é a bilheteria e, excepcionalmente aqui no Brasil, pela quantidade de filmes pirata que são vendidos. Além disso, é determinado também pelo que sai das telas para o cotidiano das pessoas, marcando épocas e até gerações – um bom exemplo disso é a expressão que está nas bocas de todo mundo: “pede pra sair 02” (fenômenos que só costumam acontecer, aqui no Brasil, provocados pelas novelas globais que ficam no ar, diariamente, por mais de 5 meses no ar).

Pois é, pessoal do contra, engole essa e pede pra sair. E Padilha, vê se assume logo essa sua genialidade de tirar o que passa na cabeça do povo e colocar na telona!
 

ITEM 6

De Christina Fontenelle ...@gmail.com
Enviado
às....
Para  acelente  ...@terra.com.br
Data
1 de novembro de 2007
Assunto Fwd: En: Entrevista com o General-de-Exército José Benedito de Barros Moreira

Pelo visto, perdi o amigo internauta. Um abraço, Christina
 

ITEM 7

De acelente ...@terra.com.br
Para
chrisfontell ...@gmail.com
Data
2 de novembro de 2007
Assunto Re:Fwd: En: Entrevista com o General-de-Exército José Be nedito de Barros Moreira

Senhora Christina:

Agradeço a confiança. Entendo isso tudo sobre a carreira do meu colega, XXXXXXXXXX. Mas informo que o final de carreira é o posto de coronel. O generalato é uma conseqüência do momento. Não se preocupe, pois as pessoas de bem têm proteção do "ALTO", acredito eu. Na ESG, sou da área de Logística e Mobilzação, mas sou obrigado a conhecer estratégia, segurança e desenvolvimento, inteligência e outro assuntos, já que, quando saímos para fazer palestras por esse Brasil afora, temos que responder as mais diversas perguntas. Pelo fato de eu ter contato com alguns BLOGs, principalmente o RESERVAER, que é um jornal eletrônico da Aeronáutica, mas lido por vários segmentos da Sociedade, posso enviar os seus artigos para o design-master, que é o meu amigo XXXXXXXXXX. Aguardando o seu pronunciamento, deixo o meu abraço respeitoso, extensivo à família.

ANTONIO CELENTE VIDEIRA
 

ITEM 8

De Christina Fontenelle ...@gmail.com
Enviado
às...
Para acelente  ...@terra.com.br
Data
2 de novembro de 2007
assunto Re: Fwd: En: Entrevista com o General-de-Exército José Benedito de Barros Moreira
 
ÓTIMO SABER QUE NÃO PERDI O AMIGO INTERNAUTA. Vou ver se consigo uma chance no feriado para fazer o tal do texto sobre o qual falamos. Aguarde que vou enviar em breve. Um abraço, eu
 

ITEM 9

De acelente ...@terra.com.br
Para
chrisfontell ...@gmail.com
Data 3 de novembro de 2007

Srª Christina:

Por favor, quando enviar o artigo, envie-me também um resumo do resumo do seu currículo.

O meu abraço
 

ITEM 10

De Christina Fontenelle ...@gmail.com

Enviado às... 
Para acelente
...@terra.com.br

Data 14 de novembro de 2007

Assunto ESTUDO PROMETIDO - FIZ MISTURA DE VÁRIOS ARTIGOS MEUS

Quem é o inimigo?

Será o preço da liberdade a sua própria destruição?

Houve uma época em que as parábolas foram usadas para se fazer entender aos que pouco ou nada compreendiam, sem que aqueles que supostamente entendessem pudessem captar. Hoje, apropriando-se do mesmo recurso, muitos delas se servem, mas por motivos opostos: para que possam falar aos que entendam, sem que aqueles que não compreendam possam captar o que tenha sido dito.

São cálculos aproximados, é verdade, mas, estima-se que sejam cerca de 14.500 conflitos armados, totalizando 4 bilhões de mortos, nos últimos 5.600 anos (3.600 a.C. a 2001 d.C.) da história da humanidade que, de uma forma ou de outra, puderam ser registrados. Apenas 292 anos de paz, sendo que, para muitos estudiosos, nunca deixou de haver, em algum lugar do planeta, homens num campo de batalha, mesmo que isoladamente. (Os dados são de matéria publicada na edição 132 da revista Os Caminhos da Terra).

Parece incrível, mas toda a evolução tecnológica não conseguiu fazer com que o cérebro humano deixasse de ser o senhor da guerra – aquele que faz a diferença entre a vitória e a derrota, não em um ou dois combates, mas na guerra. Não pela sua capacidade de produzir armamentos, organizar combates ou enfileirar soldados, mas pela habilidade (de poucos, evidentemente) de relacionar conhecimentos históricos, percepção da realidade, compreensão da engrenagem cerebral humana e de praticar o exercício de admitir suposições.

A História mostra isso. Independentemente da época em que tenham ocorrido, do tipo e da quantidade de homens e armamentos empregados ou das características topográficas dos campos de batalha, as grandes vitórias sempre foram obtidas por aqueles cuja inteligência permitiu a macro visão de determinada situação, num dado momento histórico, fazendo-os criar soluções para compensar as próprias deficiências e enxergar onde deveriam estar as do inimigo. Ou ainda, por aqueles que, mesmo estando em vantagem, souberam inferir e se adiantar às criações alternativas do oponente mais fraco. Bem como muitas derrotas aconteceram, simplesmente, por causa da falta desta conjunção de qualidades, nos líderes combatentes, e não propriamente em virtude das qualidades de seus inimigos.

Há exemplos clássicos da excelência do cérebro privilegiado sobre as condições aparentemente vantajosas do oponente. No século XIII, o grande conquistador e imperador mongol Temudjin, mais conhecido como Genghis Khan, ao avançar vitoriosamente sobre a China, quando se aproximou de Pequim - o mais avançado centro urbano daquela época -, foi surpreendido com a visão de uma cidade toda cercada por muralhas de até doze metros de altura. Ele pôde verificar que suas famosas táticas de guerra, em campo aberto, nas estepes, não o ajudariam naquele momento. Então, acampou com seu exército, cercando a cidade e impedindo que os suprimentos a adentrassem, aproveitando-se, inclusive, deles, para suprir seu próprio exército. Com a ajuda de engenheiros chineses dissidentes, construiu catapultas e outros artefatos bélicos, promovendo ataques sistemáticos, até que, finalmente, pudesse invadir e dominar aquela cidade.

Um outro exemplo, bem mais recente, pode ser observado com o que aconteceu na Guerra do Vietnã. Apesar de farta documentação a esse respeito, muitas pessoas ainda acreditam que os vietcongues (guerrilheiros que atuavam contra o governo do Vietnã do Sul, apoiados pelo Vietnã do Norte) e o exército norte-vietnamita venceram os americanos e o exército sul-vietnamita com patriotismo, força de vontade, poucas armas e táticas de guerrilha. Na verdade, os americanos se retiraram de cena e, três anos depois, os sul-vietnamitas é que perderam militarmente para os vietcongues e para os norte-vietnamitas – aliás, muito bem armados, até os dentes. O principal marco desta guerra, no entanto, é pouco, ou quase nunca, citado: foi a primeira vez que as liberdades democráticas da cultura ocidental (mormente a norte-americana), juntamente com seus avanços tecnológicos, foram usadas (incoerente, mas inevitavelmente) como uma das mais poderosas armas contra si mesma. No final, os EUA foram considerados o lado perdedor, não militar, mas politicamente, pela pressão internacional e pela pressão interna da opinião pública norte-americana.

A Guerra do Vietnã foi a primeira a ser televisada, em cores e ao vivo. A televisão levava aos lares americanos as terríveis imagens do conflito, causando indignação na opinião pública. Milhares de pessoas iam às ruas protestar contra a guerra. Lá no Vietnã, ainda no terreno da pressão psicológica, do lado dos vietcongues, o líder Ho Chi Minh, ao contrário do que fizera na guerra da Coréia, adotou a tática de não matar os americanos e sim de aleijá-los, com minas especiais. Então, quando voltassem para os EUA, todos os americanos poderiam ver o que estava acontecendo na guerra e isso seria o fim do mito do soldado americano invencível. Uma outra tática foi colocar os oficiais americanos prisioneiros, em hotéis de luxo de Hanói, a capital norte-vietnamita, para que a cidade fosse preservada de bombardeios arrasadores - já que os EUA não poderiam matar seus próprios oficiais, deliberadamente.

Sem entrar no mérito da crueldade e das atrocidades desta guerra, é bem plausível de se supor que, se não tivesse havido a intensa cobertura jornalística (com o agravante da transmissão direta), as chances de vitória dos EUA teriam sido infinitamente maiores. Uma outra observação é que, em sendo americanos e europeus, em sua maioria, os jornalistas estavam sempre filmando o que os americanos e sul-vietnamitas faziam e sofriam. Jamais estiveram do outro lado, mesmo porque nenhum comunista jamais deixou que isso acontecesse, nem em época nem em guerra nenhuma (ou, se deixou, antes de exibir para o mundo, fez os cortes necessários).

O mais importante, entretanto, é que o poder da mídia televisiva estava consolidado, especialmente no sentido de vigilância, dentro das sociedades onde imperava a liberdade de imprensa. E todas as espécies de ditadura, no mundo todo, jamais esqueceram desta lição. Não para que não permitissem que essa liberdade fosse dada aos seus próprios veículos de comunicação (porque disso eles sempre souberam), mas para incorporar a mídia do inimigo, dentro das estratégias de ataque, como mais uma de suas armas, dentro da própria casa do inimigo. Esse fenômeno deu origem ao que hoje conhecemos como "guerra assimétrica" – um prolongamento mais sofisticado da Guerra Fria, com tudo que já se conhece sobre propaganda ideológica, informações, contra-informações, espionagem e contra-espionagem.

O dilema da "autodestruição" e da "autopunição" das sociedades ocidentais livres e democráticas ainda está à espera de um gênio da estratégia, que consiga: 1) neutralizar a influência da propaganda ideológica de esquerda, na formação escolar dos indivíduos, do pré-escolar aos níveis universitários, que acaba criando uma sociedade simpática aos ideais de esquerda - mesmo que sejam puramente demagógicos; e 2) desviar o foco da vigilância social, praticada através da mídia, para o lado do inimigo – de modo que seja este último a maior vítima das cobranças. Tudo isso sem recorrer ao mecanismo de censura. Uma missão impossível, eu diria.

Será o preço da liberdade a sua própria destruição? A permissividade que foi dada à propaganda ideológica comunista, com seus apelos utópicos e demagógicos, nas sociedades democráticas, fez com que pudesse haver uma infiltração maciça de agentes anti-ocidentais nos setores formadores de opinião, permitindo que seus inimigos fossem, aos poucos, construindo a própria inexistência – primeiro, a de seus objetivos ditatoriais, depois, a de suas intenções de aniquilamento da sociedade ocidental e, finalmente, fazendo crer, ao mundo, que já não mais existiam de verdade, dissolvendo muros e "abrindo" fronteiras turísticas e comerciais (uma piada, para qualquer um que procure informações sérias sobre o assunto). Escondendo as próprias atrocidades e intenções, apontam os dedos da acusação a quaisquer tentativas de desmascaramento ou reação por parte dos agentes da cultura ocidental, fazendo-os de refém de suas próprias liberdades democráticas. Lição aprendida, o brilhantismo da tática não é mais privilégio de comunistas. É amplamente utilizado por todos aqueles que agem contra o ocidente e, ainda, em menor escala, e por associação, pelos inimigos da ordem social estabelecida nos Estados ocidentais individualmente.

Penso que não se combate um mal ou um inimigo que não se saiba da existência. A própria ignorância impede até mesmo a prevenção, por motivos óbvios. Dizem que, por conhecer muito bem a criatura, tenha sido nessa certeza hipotética que o revoltado Lúcifer teria baseado sua tática de conquista do homem, para se tornar senhor do mundo. Fantasioso ou não, esse dito fala de uma tática que pressuponha a consciência de pelo menos duas coisas fundamentais: 1) é preciso conhecer como funciona a mente do objeto de conquista – não exatamente o que ele pensa, mas como funciona sua engrenagem mental; e 2) é preciso desconstruir a própria existência – não a física, mas a de seus reais objetivos – diante do objeto de conquista. Tudo isso para que o conquistador possa agir, estratégica e livremente.

Durante esse processo de desconstrução, os inimigos da sociedade ocidental atuam ainda em mais duas outras frentes de ataque. A primeira delas procura incutir, na lógica do raciocínio cerebral dos indivíduos, um mecanismo automático de relativização. A outra atua no sentido mais físico de destruição. As duas frentes estão intimamente relacionadas e atuam com um "delay" (atraso em relação à outra), permanente, que faz uma se alimentar da outra.

O conceito de relativização, aqui, não tem nada a ver com o exercício de se colocar no lugar do outro, tentando ver o mundo com os olhos dele, para poder compreendê-lo e buscar formas de convivência harmoniosa, ou qualquer coisa parecida. A relativização, no contexto de combate, tem por objetivo a desestabilização de conceitos que componham a identidade cultural dos povos ocidentais, procurando afastar-lhes dos fundamentos de seus valores – atribuindo a estes o caráter de duvidosos – e fazendo-lhes pensar estar sempre distantes da sabedoria primitivo-popular e das lógicas naturais – sendo, por isso, artificiais e de caráter inferior.

Bem simplificadamente, é quando se atribui aos índios, por exemplo, a genialidade da civilização, por viver em harmonia com a natureza, e aos "brancos" ocidentais a burrice por buscar a sua transformação. Ou quando se atribui ao casamento monogâmico ocidental, entre homem e mulher, a característica de imposição cultural, completamente antinatural, ao mesmo tempo em que se classifica o casamento de um homem com 17 mulheres, numa tribo qualquer da África, por exemplo, como prova incontestável de naturalidade. Como se aquela tribo não tivesse chegado a esse modelo de união por contingências de sobrevivência e desenvolvimento. Exatamente como aconteceu com a sociedade ocidental.

Começa assim: ensinando as crianças a achar que as outras culturas sejam todas sabiamente naturais ou elegantemente diferentes – todas elas destruídas ou ameaçadas pela ganância, a burrice e a maldade da civilização ocidental. A repetição deste modelo de transmissão é tão intensa e tão prolongada, na formação de nossas crianças, que acaba por transformá-las em adultos de olhar viciado sobre sua própria cultura e a dos outros, dando a impressão de que devam punir-se por terem se desenvolvido tanto e que devam por isso, tudo ao outro permitir.

A frente de destruição física usa o capitalismo como "bode expiatório" e "saco de pancadas", para justificar todas as atrocidades que comete. Tráfico e indução ao consumo de drogas, ataques terroristas, violência urbana, segregação racial e social, roubo, invasões, desajuste social – tudo é culpa do capitalismo selvagem e nada financiado por agentes de destruição criados especificamente para promover o caos. Os desenvolvimentos científicos, os avanços na medicina, as melhorias das condições de conforto, os progressos das comunicações, etc., são obras do acaso. O fato de que tudo o que tenha se desenvolvido, nos países sob regimes comunistas, tenha sido produto de espionagem, contrabando e apropriação indevida de tecnologia não vem ao caso. Muito conveniente!

Todos os países pobres do mundo estão nestas condições porque o capitalismo selvagem, contrariando aos próprios anseios de expansão, teria resolvido delimitar seu próprio mercado consumidor, por achar que já produzia e consumia demais. Nenhum destes miseráveis e marginalizados países foi ou é vítima do delírio de onissapiência ufanisto-religiosa de seus governantes, nem da corrupção e da avidez de poder destes mesmos governantes. Nenhum dos países miseráveis do planeta, em se vendo impossibilitado de sobreviver economicamente, no isolamento, pretendeu supor que fosse o mundo que deveria transformar-se, para que ele pudesse existir como acha que deva. Bem como nenhum destes países tenha sido vítima dos anseios de expansão territorial da colonização comunista. Nada disso! Todos os miseráveis do planeta devem sua infeliz realidade, exclusivamente, ao capitalismo selvagem. Um festival de mentiras e meias verdades que só proliferam e sobrevivem por causa do olhar relativizante viciado.

O capitalismo é um sistema cheio de defeitos, que precisa estar em constante transformação e não é o que se possa chamar de símbolo de justiça e equilíbrio econômico-social. Entretanto, não se deve atribuir a ele culpas que não lhe cabem, ou que, pelo menos, não lhe sejam exclusivas. Com o conhecimento científico e cultural a que se pode ter acesso nos dias de hoje, é inadmissível que tudo o que seja dito sobre as teorias contrárias ao capitalismo seja pura e simplesmente absorvido pelas pessoas, sem que haja um mínimo de reflexão a respeito.

As frentes de destruição física se impõem pelo monitoramento do medo que disseminam no interior das sociedades. O medo faz com que as pessoas se calem, principalmente quando sabem que não podem contar com a proteção do Estado. A barbárie e o sadismo sem limites do inimigo impõem pânico e silêncio. Paralisadas, as sociedades não encontram formas legais (muito menos ainda, dentro dos padrões humanitários) para reagir, abrindo espaço para que agentes mascaradores e intermediários passem a ocupar o lugar do Estado, no papel de assegurar um mínimo de condições de sobrevivência. Quando isso acontece, as sociedades passam a conviver com a "bandidagem", num cotidiano de "morde e sopra" e começa a aceitar teorias e práticas de condescendência, simplesmente buscando agradar aos "sanguinários", na esperança de que possam vir a contar com sua benevolência e consideração. Em muitos casos, todo esse processo se dá de forma inconsciente.

Eu concordo que a crítica, desprovida de soluções realizáveis, que partem de premissas falsas, embora sedutoras, porque baseadas numa idealização dos seres humanos (muito distantes da verdadeira criatura que é), seja bem mais fácil de ser absorvida pelos indivíduos do que tudo aquilo que possa fazê-los debandar a mente para o lado dos questionamentos que visem buscar a realidade. E é só por isso que as teorias "idealizantes" tenham o sucesso que têm, povoando o planeta de centenas de milhões de "papagaios" engajados, repetindo tolices, às quais não saberiam argumentar em favor, ao menor sinal de questionamento reflexivo. A não ser partir para a agressão física ou verbal, que é o que sempre acabam fazendo – ou, então, recorrem logo ao plano B: esconder-se atrás do melindre (1).

Em nosso tempo, há três correntes concorrendo para varrer do mapa a sociedade ocidental (leia-se: capitalista, cristã, liberal e democrata): 1) A dos comunistas, que pretendem impor a supremacia do Estado totalitário, provando que as democracias capitalistas não sobrevivem ao seu próprio ideal de liberdade, apesar da eficiência econômica e de já terem provado que a famosa inexorável luta de classes marxista só apareça mesmo depois da infiltração comunista (estando, porém, muito longe da inevitabilidade e tendo, ao contrário, que ser fomentada); 2) A do Islã, que pretende impor o Califado e acabar com os infiéis; e 3) A de um movimento "iluminista" que está por trás das oligarquias financeiras globalizadoras, que pretendem produzir uma única civilização mundial, idealizada, de homens com pensamentos e comportamentos uniformizados, desprovidos da consciência e do exercício do livre arbítrio – que é o que, afinal, lhes dá a condição de criatura.

Estamos em plena era da incerteza, em relação aos destinos de povos, governos e nações, no que diz respeito à sua independência, na medida em que os mercados financeiros já estejam vivendo a realidade de um mundo sem fronteiras. Esse quadro gerou uma crise de autoridade nos governos locais, que precisam estar em razoável sintonia com este mercado financeiro apátrida, mas que não podem desvencilhar-se do papel de governar e, simplesmente, assumir um papel de gerente de relacionamentos entre as populações locais e aquele mercado, principalmente se isto significar prejuízos sociais incontroláveis e intoleráveis. Parece que, pelo menos dentro desse conflito, o placar já seja de 1 a 0 para a terceira das correntes acima citadas – e não só em relação às sociedades capitalistas ocidentais, mas em relação às outras duas correntes.

Entretanto, em todos os outros patamares, há uma espécie de acordo de cavalheiros entre estas correntes, explícito ou não, para que seu objetivo seja concretizado. Depois disso, matar-se-ão, umas às outras, até que apenas uma sobreviva. Nenhuma delas tem a menor condição de conseguir êxito, enquanto a cultura ocidental tiver como seu maior representante os EUA, aliado a algumas potências européias e asiáticas. Por isso o grande investimento em promover o antiamericanismo no mundo. Nesse contexto, África, América Central e América do Sul são palcos de disputa, o que faz destes continentes alvo da importação de lutas que não lhes pertencem. A impotência diante dessa luta de gigantes, entretanto, não impede que a eles (ou a cada nação que neles habite) caiba a opção de escolher a quem se aliar, como já o fizeram, explicitamente, alguns países da Ásia.

É importante para países como o nosso, perceber, o quanto antes, que um projeto como a "Aliança das Américas" (projeto que orienta o Foro de São Paulo), por exemplo, seja uma falácia, que apenas pretenda alinhar-nos com a corrente comunista. Seremos igualmente celeiros subservientes. O sonho de se tornar uma grande potência pacífica e poliétnica deve ser sabiamente alimentado, porém, temporariamente adiado, em nome de uma profunda reflexão a respeito deste momento histórico, que demanda escolhas fundamentais. Sendo que o Brasil, particularmente, teria condições de poder fazer a escolha certa, sem ter que se render, obrigatoriamente, a um domínio servil. Ao contrário, nosso país talvez seja um dos poucos que tenha a medida certa para se tornar um importante aliado daqueles que pretendem preservar a civilização ocidental.

Por mais infantilóide que o que vou dizer possa parecer, o fato é que seja muito mais lógico que sejamos invejados pelos nossos visinhos caribenhos e sul-americanos do que por potências como os EUA, por exemplo. Por razões tão óbvias que não é preciso nem citar. Não seria nem um pouco estranho, fazer suposições sobre o mórbido prazer de ditadores como Hugo Chávez, ao assistir um país potencialmente rico, como o nosso, de dimensões continentais e habitado por um povo privilegiadamente pacífico, entrar no caminho do retrocesso – direto para o fundo do poço - sem os privilégios petrolíferos e financeiros dos quais dispõe a minúscula Venezuela – que, aliás, virou quintal da casa de Chávez. Não é à toa que o presidente venezuelano seja acusado de apoiar, inclusive com ajuda financeira, organizações terroristas do mundo todo. Na realidade, seria hora dos brasileiros começarem a pensar se Chávez não estaria muito mais para Genghis Khan, em relação à América Latina, do que aquele que ele acusa de ser imperialista – o presidente norte-americano, G. W. Bush.

Não há estratégias definidas, mas o pouco que se sabe é que, para sobreviver, a sociedade ocidental precisa:

1) Patrocinar o desmascaramento dos inimigos, privilegiando um processo de resgate das realidades histórias factuais que estão por trás das propagandas ideológicas de esquerda, desde a educação escolar até o que seja veiculado na mídia. Uma espécie de tática de patrulhamento ideológico invertido.

2) Repensar o custo-benefício da liberdade, pelo menos no atual momento histórico, uma vez que esteja sendo usada contra si mesma, no que parece ser um movimento de autodestruição. A idéia é a de que, se tivermos que perdê-la, que o façamos para nós mesmos, na esperança de que, um dia, possamos dela desfrutar novamente.

3) Promover a união, mesmo que temporária – como no acordo de cavalheiros entre as três correntes inimigas -   entre todos os povos que queiram viver sob a cultura ocidental. Isso significa que, sim, há que se alinhar com as grandes potências ocidentais, sendo os EUA a maior delas. É um fato.

É compreensível que muitos odeiem o governo norte-americano, e especialmente o Presidente George W. Bush. Entretanto, creio que não seja nenhum desatino pedir que isso se dê, ao menos, por motivos mais adequados. Não se goste de Bush, por sua incapacidade de "jogar tinta sobre os inimigos invisíveis", fazendo com que possam ser vistos e reconhecidos, de maneira que se tornasse mais fácil convencer mais pessoas e países a combatê-los. Não se goste de Bush, por sua incapacidade de encontrar mecanismos para redesenhar a assimetria dessa guerra anti-ocidente, fazendo com que os vetores desequilibradores da vigilância passassem a apontar para os inimigos e não contra nós mesmos. E, finalmente, odeie-se Bush por não ter aprendido a lição que a Guerra do Vietnã deixou sobre o uso da liberdade como arma contra o próprio ocidente.

Pela nossa independência, não será tão danoso apoiar os aliados pró-ocidente, nítida e claramente, quanto o será, se viermos a selar acordos de cumplicidade, com qualquer uma das três correntes contrárias – ou com as três, por indução.

Acontece que as pessoas efetivamente patriotas e nacionalistas acabam achando que os imperialistas são as potências de estado instituídas - ou seja, países tradicionalmente instituídos, como EUA, por exemplo. Este é o erro que as faz não serem capazes de enxergar quem são os verdadeiros inimigos. Ora, os verdadeiros inimigos são aqueles que pretendem fazer do mundo uma grande aldeia, dominada por entidades transnacionais (são elas que patrocinam o terrorismo internacional, o alarmismo ambientalista, as neo-revoluções comunistas etc.), já que nas mãos destas (compostas por enormes e muito concentrados mega-oligopólios comerciais) estarão todos os processos de produção de bens e de serviços - desde a extração das simples matérias primas, aos produtos finais de consumo (bem como de serviços), passando, é claro por todo os processos de financeirização (ou seja, papéis, ações, commodities, e mais tantas outras formas de capitalização financeira de ações de mercado futuro - incluindo papéis de dívidas, etc.).

Nesse sentido, os planos dessas transnacionais (que carregam sementes de um grande sistema que poderíamos chamar de capitalismo de Estado transfigurado de privado - isto é, um comunismo de mercado) estabelecem estratificações do mundo em regiões geográficas com funções especificadas. Por exemplo, aos países do terceiro mundo, como o nosso (e, particularmente, nesta estância geográfica da América Latina), caberá a função de fornecedor de matéria prima (seja lá para o que for), de produção generalizada de insumos (também, seja lá para o que for), onde habitará uma nova elite (inescrupulosa, autoritária, apátrida e burra, como a que vimos vendo ascender ao poder nos últimos 25 anos) e que reinará sobre uma massa enorme de indivíduos que pertencerão, basicamente, à uma única e grande classe média (não a que sempre vimos, mas uma nova - burra, desespecializada, lavada cerebralmente e mecanizada, que se contentará com bem menos do que aquela de inteligência ambiciosa que eu e o leitor conhecemos um dia e que chegaram a levar o Brasil às portas da esperança do desenvolvimento). Esta nova classe média, onde gente como eu e o leitor será extinta, é aquela que este governo Lula vem dizendo estar crescendo com seu "projeto excelente de redistribuição mais justa de renda".

Infelizmente, para nós, aos EUA e a alguns países europeus (falando somente em termos de localização geográfica) caberá ser o centro que abrigará, fisicamente, as famílias, as gerações e os escritórios centrais dos encabeçadores desta nova civilização transnacional - de onde partirão as grandes ordens e onde reinará uma vida melhor e mais confortável (vida e conforto que gente como nós estará condenada a não desfrutar jamais, posto que essa "liberdade" de ir e vir será muitíssimo reduzida, com as mais variadas desculpas: prevenção terrorista, quarentena por doenças, etc.).

Portanto, o que as pessoas não enxergam é que os novos imperialistas não agem em prol de país nenhum, uma vez que já vislumbraram e projetaram a divisão do mundo e as funções econômico-sociais-geográficas de cada área.

O verdadeiro combate deve ser empreendido contra esta figura da globalização esquerdista e não contra nações especificamente. Nesse contexto, cabe usar a inteligência e a informação para saber identificar que ações vêm dos agentes dos Estados, particularmente do Estado Norte-Americano, e as que vêm dos agentes da globalização esquerdista, ATRAVÉS DO ESTADO NORTE-AMERICANO (como já disse, território eleito pela esquerda globalista internacional como sede e quartel general). A ONU, por exemplo, representa mais perigo para o Brasil (e para os EUA também, já tendo, inclusive, feito muito estrago por lá) do que o Estado Norte-Americano (2).

No entanto, muitos nacionalistas não enxergam essa sutil diferença na determinação de estratégias para combater os inimigos, acabando por reduzir a questão a níveis de Estado contra Estado. Estão errados!!!! O inimigo não tem pátria. Mas, ao contrário do que se apregoa por aqui pelo Brasil, os nossos possíveis aliados estão - estes sim – escondidos nos povos de cada pátria e é nessas pátrias que deveríamos procurá-los. Entretanto, essa confusão entre ação do Estado e ação dos Internacionalistas acaba por minar as possibilidades reais de união entre as nações para combater o inimigo que todas elas têm em comum.

É importante observar que não há aqui nenhuma valorização das falsas e forçadas (de fora para dentro das nações) "uniões continentais" apregoadas como completamente necessárias para que os países tenham força e representatividade na aldeia global. Ao contrário, essa é a tática dos internacionalistas. A liberdade e a independência de cada povo é que deve ser incentivada, dentro de cada Estado, para que seus fortalecimentos internos impeçam que os tais "continentes uniformizados" se formem – e já com funções predeterminadas, política, social e economicamente. É preciso que se entenda que essa pseudo união entre os povos dos continentes, que hoje é apregoada, os transformará em escravos de modelos preconcebidos de sociedade. Por isso, a "Aliança" que deveria haver entre os povos que habitam seus Estados independentes, seria pelo fortalecimento da nação independente que habita cada um deles.

A receita para fazer isso? Não. Eu não tenho. Mas, de uma coisa eu tenho certeza: enquanto houver espaço para que o discurso comunista se disfarce de nacionalista, de justiceiro e de salvador do mundo contra o "imperialismo" norte-americano, estaremos consolidando, cada vez mais, a construção de nossos próprios calabouços. Há que se tirar o elo malicioso e falso entre Justiça e Igualdade. Justiça não é sinônimo de Igualdade. Quem foi que disse que os homens se realizam na igualdade? Não, senhores, os homens constroem, produzem e conseguem construir seus pequenos paraísos com LIBERDADE. Justiça é garantir a LIBERDADE.

Talvez, a saída esteja em construir teorias que provem que o "reino da fingida igualdade" seja contraproducente em termos de lucratividade. As idéias precisam ser compradas por gente interessada em colocá-las em prática, em transformá-las em realidade. E, geralmente, no mundo em que vivemos, isso só acontece quando elas, lá no varejo, se traduzam em lucratividade (que nesse caso significa uma combinação de três elementos: dinheiro, poder e segurança) para quem nelas tenha investido, muito mais financeira do que ideologicamente.

Será que ninguém se propõe a mergulhar em desafios novos como analisar a questão de um plano de defesa nacional para o Brasil sob este olhar que eu expus acima? Será que são tão poucas as pessoas que enxergam as coisas que eu vejo? Será que eu estou tão errada assim? 

(1) Artigo:

O esconderijo da incompetência é o melindre

Muitos daqueles que vêem seus argumentos derrubados ou findados, numa discussão qualquer, se refugiam no melindre, na posição de ofendidos, de modo a fazer com que aquele que tenha sido mais eficiente na argumentação deixe o palco do evento como ríspido ou até mesmo agressivo. O mais engraçado é que os ditos melindrados falam o que querem, ofendem à vontade, fazem-se de surdos aos apelos da razão, mas, sentem-se ofendidos ao ouvir uma única verdade que os faça calar.

Gritam, saem andando, choram – vale tudo para não se render à verdade. E não se está, aqui, a falar de verdades inutilmente grosseiras, como "você é um idiota", ou coisa parecida. Digo verdades que estejam relacionadas com um determinado tema qualquer, mas que envolvam diretamente o universo da vida do melindrado, como por exemplo, "você fala isso, porque nunca passou por aquilo”. Pronto, é o suficiente! O melindrado sente-se mortalmente ofendido. Se estivesse seguro de suas posições, ele (que nesse caso não seria melindrado) reagiria normalmente e contra-argumentaria, calmamente.

Mas, como o objetivo dos inqualificáveis é vencer a discussão e não acrescentar ou discutir – no sentido de troca – absolutamente nada, recorrem, covardemente, à posição de ofendidos, porque sabem que ganharão, ao menos, a solidariedade da maioria, que tende a proteger e amparar os mais fracos. Os mais inteligentes são sempre vistos como ríspidos, arrogantes e agressivos. A verdade é que inteligência ofende mesmo, principalmente quando diz a verdade – coisa que quase sempre faz.

Eu nunca conheci um ser humano inteligente que tenha se ofendido pessoalmente por alguém ou algum fato. Conheci, sim, os que se entristeceram por não se fazerem entender ou por não encontrarem interlocutores saudáveis. Se a inteligência e a cultura não fossem, para tantos, imperdoáveis, saberiam o tamanho do regozijo que provoca assistir o debate entre duas mentes brilhantes.

Mesmo que, aos olhos de todos, alguma coisa pareça ofensa, para os inteligentes e seguros de si, é apenas fruto de burrice ou ignorância. Não voltam para falar nada, para convencer ninguém ou buscar aprovação, pois sabem que o tempo se encarregará de demonstrar sua razão e a verdadeira face dos ofensores. Porque os mais inteligentes não precisam convencer, eles têm sempre a necessidade de acrescentar – são coisas bem diferentes.

Como nos filmes de ficção, onde somente um andróide pode reconhecer, ou mesmo perceber, a presença de outro andróide, assim se dá com aqueles que têm o dom da inteligência universal – eles são capazes de reconhecer um ao outro, no meio de uma multidão, numa simples troca de olhar (hoje, com a Internet, também na troca de e-mails). É universo para poucos e somente eles sabem o preço que pagam.

Os incompetentes e os culpados escondem-se atrás do melindre, como se, mentido para os outros, pudessem enganar suas próprias consciências, tentando, desesperadamente, convencer que sejam vítimas, quando, na verdade, não conseguem é lidar com sua incapacidade de ser aquilo que admiram. Passam a vida toda alardeando aquilo que presumem ser suas qualidades, para esconder o que, para eles, são seus irreveláveis defeitos.

Invejam a liberdade e o vínculo com a verdade dos inteligentes, punindo-os com melindres, para torná-los, aos olhos dos outros, ríspidos, agressivos ou arrogantes. São as "vítimas", os "pobre-coitados", que não assumem que foram ofendidos, não pela suposta atitude ríspida, ou "socialmente inconveniente", como diriam outros, mas sim pela verdade – que não suportam ouvir e tentam avidamente esconder, não só dos outros, mas principalmente de si mesmos.
 

ITEM 11

acelente para chrisfontell

Mostrar detalhes 16/11/2007

Prezada SrªChristina:

Digo à senhora que, após ler o seu artigo, que foi uma aula de História Militar, com ênfase em estratégia, mesclado com a influência da propaganda no processo da dominação mental das civilizações. Não preciso parabenizá-la mais uma vêz. Informo que semana passada estive com XXXXXXXXXXXXXXXXXXX e conversamos sobre a sua pessoa. Falei-lhe do seu artigo e ele me pediu para repassá-lo assim que estivesse pronto. Na semana próxima, estarei enviando para Sua Excelência. Também vou encaminhar ao Blog da Aeronáutica RESERVAER.

Deixo para a senhora o meu abraço respeitoso.

ANTONIO CELENTE VIDEIRA 
 

ITEM 12

Christina Fontenelle para acelente
Mostrar detalhes 17/11/2007 

Caro Coronel,

Espero que Deus nos ilumine a todos e que sobre o Brasil desçam as Glórias da sabedoria, da clarividência e do bom senso. Espero que os destinos de nossa gente passem pelas predestinadas mãos daqueles que sejam divinamente iluminados por Sua sabedoria, em momento tão complicado da trajetória humana.

Um grande abraço e boa sorte!

acelente escreveu:

Prezado amigo XXXXXXXXX:

Estou lhe enviando o artigo da jornalista e socióloga (não sou socióloga) Christina Fontenele, a fim de você analisar e verificar sobre a possibilidade de publicar no RESEVAER ou em IDÉIAS EM DESTAQUE. Essa jornalista tem um blog (INFOMEX) (INFOMIX) muito lido e está alinhada com o nosso pensamento. O título do artigo - QUEM É O INIMIGO? - foi uma composição de escritos da própria autora, depois que tive uma conversa com ela, através de e-mail, pois não a conheço pessoalmente, sobre determinadas posições do Gen. Ex Barros Moreira em relação ao que está acontecendo em Roraima. Ela mudou sua posição em relação ao Gen. Barros Moreira (Não mudei nada. Como se pode ver nos e-mails acima trocados, apenas justifiquei o porquê de não concordar com o mesmo, apontando, possíveis armadilhas em que poderia estar caindo, ao raciocinar sobre determinados temas, sob um ponto de vista que considero ‘desvirtuado’. Portanto, tentei despertar-lhe para repensar os temas sob outras perspectivas) e ao Gen. Santa Rosa (sempre defendi a coragem do Gen. Santa Rosa de expor suas idéias. Porém, também faço as mesmas restrições em relação à sua maneira de interpretar a conjuntura ‘nacionalista’), após nossos diálogos. Aliás, estou enviando esse artigo em anexo ao XXXXXXXXXXX, já que conversei com ele, na semana passada no MD, sobre as idéias da jornalista. Vejo nesta senhora uma força amiga que pode muito nos ajudar em prol do Brasil. Portanto, envio o artigo para sua análise e encaminhamento.

Com o meu forte abraço

Celente

Anexo: Quem é o Inimigo.doc

Data: Sat, 17 Nov 2007
Assunto: Re: Artigo para análise de Christina Fontenele

Prezado Celente,

Faltou o anexo.

Um abraço,

XXXXXXXXX

Prezado amigo XXXXXXXX:
 
Mil desculpas. Agora está seguido o artigo.

O meu forte abraço.

Celente

Date: Sat, 17 Nov 2007
Subject: En:Re: Artigo para análise de Christina Fontenele
From: "acelente"
To: ...@globo.com
…@yahoo.com.br
Para:"acelente" ...@terra.com.br
ata
: Mon, 19 Nov 2007 
Assunto: Telefone da Sra. Christina Fontenele

PREZADO CELENTE,

GOSTARIA DE DISPOR DO TELEFONE DA SRA. CHRISTINA FONTENELLE PARA CONTATÁ-LA COM RELAÇÃO À PUBLICAÇÃO DO TRABALHO (AUTORIZAÇÃO).

MUITO GRATO.

XXXXXXXXX

Mensagem Original --
Date: Wed, 21 Nov 2007
Subject: Re: Telefone da Sra. Christina Fontenele
From: "acelente"
To: "XXXXXXXXX" 

Prezado amigo XXXXXXXX:

Eu não tenho o telefone dela, mas quando enviei o seu artigo para você, ela já tinha autorizado a publicação, uma vez que já conversei com ela sobre a sua pessoa como XXXXXXXX do RESERVAER e do ÍDÉIAS EM DESTAQUE. Todavia, se você quiser o telfone da Srª Christina, para arquivo de segurança, posso falar com ela via e-mail.

O meu forte abraço

Celente

Data: Wed, 21 Nov 2007
Assunto: Re:Telefone da Sra. Christina Fontenele

PREZADO CELENTE,

SERIA DE BOM ALVITRE EU CONVERSAR COM ELA INCLUSIVE SOBRE O ARTIGO QUE SERÁ PUBLICADO. ADEMAIS, NECESSITAREI DO ENDEREÇO PARA REMETER A REVISTA APÓS PUBLICAÇÃO.

UM ABRAÇO,

XXXXXXXXXX
 

ITEM 13

acelente para chrisfontell
Re: Telefone da Sra. Christina Fontenele
22/11/2007

Ilmª Srª Christina:

Como combinei com a senhora, encaminhei o seu artigo "QUEM É O INIMIGO?" ao XXXXXXXXXXXX, XXXXXXXX do blog RESERVAER e do XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX (XXXXXXX) IDÉIAS EM DESTAQUE. Como a senhora pode verificar, nas correspondências abaixo, procurei manter a sua privacidade, mas o XXXXXXXXXXX, homem respeitabilíssimo no meio estratégico da Nação, sendo conferencista convidado da ESG, apresentou argumentos, que eu classifico como consistentes, para manter contato com a senhora por telefone. Assim sendo, solicito o seu telefone ou então peço que a senhora faça contato direto com o XXXXXXXXXXX, através do telefone e e-mails que vou transcrever abaixo. Vejo, Srª Christina, que as pessoas de bem têm que se comunicarem e se organizarem, a fim de fazer frente às mazelas, de toda ordem, que caem sobre a Sociedade. Ainda hoje estarei enviando o seu artigo ao XXXXXXXXXXXXXXX. Abaixo segue a direção do XXXXXXXXXXX:

Telefone do XXXXXXXX: XXXXXXXX ou XXXXXXXXX 

e-mail: ...@globo.com ou ...@yahoo.com.br

O meu barço respeitoso

ANTONIO CELENTE VIDEIRA
 

ITEM 14

Re: FORÇAS POLICIAIS ARMADAS DE JOBIM
Responder |acelente
para mim
Mostrar detalhes 29/11/2007

Srª Christina:

Bom dia para senhora.

O XXXXXXXXXXX já está com o seu artigo e lhe enviou u e-mail. Gstaria de saber se a senhora o respondeu.

O meu abraço respeitoso

ANTONIO CELENTE VIDEIRA

De: "R. SAN." ...@gmail.com
Data
: Thu, 29 Nov 2007
Assunto: FORÇAS POLICIAIS ARMADAS DE JOBIM
28 de Novembro de 2007

FORÇAS POLICIAIS ARMADAS DE JOBIM

Por Rebecca Santoro

29/11/2007

Em reportagem veiculada no portal do G1, no último dia 9/11, lia-se que o ministro da defesa Nelson Jobim dizia que a ação das Forças Armadas nas cidades seria inevitável, mas que seria preciso, antes que essa ação começasse a se dar, criar um estatuto para que os militares agissem em áreas urbanas. Para o ministro - que, apesar dos 1,90 m de altura, parece só enxergar aquilo que lhe convenha - apenas questões jurídicas impediriam o uso do Exército nas ruas.

Jobim já estaria em conversas com o Estado-Maior do Exército, vendo como poderia ser a participação dos soldados no combate ao crime organizado nas cidades brasileiras.

"Não há dúvidas de que vai ter uma hora que teremos de atender o clamor público. É certo que um dia vai haver intervenção. O Exército já mostrou que tem expertise para tratar do crime organizado. Isto ficou claramente demonstrado no trabalho realizado no Haiti", disse Jobim à reportagem.

Repetindo a mesma ladainha que costuma dizer quando se refere ao tema, Jobim ressaltou que os militares no Haiti trabalharam sob a bandeira e o estatuto da Organização das Nações Unidas (ONU) e que, no Brasil, embora a Constituição permita a utilização das Forças Armadas em ações de segurança pública, a tropa não teria um estatuto em que se basear: "Falta um estatuto jurídico próprio para o uso da tropa em intervenções urbanas. O Estado não pode deixar os militares sem respaldo jurídico. Do contrário, quando acabam as operações policiais, eles podem ser processados porque não estavam numa operação de guerra. E aí, quem vai defendê-los?"

Ora, que tipo de conversações estaria tendo o ministro com seu "Estado-Maior" que não lhe alertaram sobre uma outra infinidade de problemas que Jobim só pode estar brincando de fazer de conta que não enxerga e, também, de fazer de conta de que está falando para uma platéia de "ovelhas com cérebro de azeitona".

Em primeiro lugar, não é que as Forças Armadas não estejam taticamente preparadas para combater o crime organizado nas cidades, tanto que, como o próprio ministro reconhece, muito bem se saíram no Haiti. É que, em geral, elas são utilizadas para combater inimigos alienígenas, isto é, estrangeiros ou terroristas (posto que estes carregam ideologias alheias aos anseios e à cultura nacionais), ainda que sejam de mesma nacionalidade, seja em território nacional ou no exterior.

A situação no Brasil é completamente diferente. Os militares estariam entrando em território nacional, combatendo irmãos de sangue e em locais repletamente povoados de cidadãos alheios a estes combates - civis desarmados. É bom que se informe ao senhor ministro, inclusive, que, em muitos locais onde estes supostos combates se dariam, os militares estariam fazendo operações de guerra, "mandando bala", contra seus próprios vizinhos e na direção de suas próprias casas (com suas famílias lá dentro ou pelas redondezas). O senhor ministro pensa que soldado, cabo, sargento, tenente, capitão, com o salário que o ministério dele paga, moram onde?

E quem é que vai dar proteção aos colégios militares, aos condomínios, às vilas militares e aos familiares de militares que residem nas cidades? Uma coisa é estar combatendo lá no Haiti, com suas famílias em suposta segurança no Brasil - outra coisa é fazer esse combate aqui, sem ter onde resguardar suas famílias.

A não ser que o ministro esteja pensando em operações mais radicais, como o extermínio quase que instantâneo de comunidades inteiras que estejam tomadas pelo crime organizado, com ataques aéreos em massa, de modo que a neutralização do "inimigo" se desse de forma mais "enfática" e de maneira simultânea em vários pontos do país. Um extermínio, digamos assim, com centenas de milhares de inocentes mortos, entre eles mulheres, crianças e idosos. E a conta, nesse caso, iria para quem? Para o presidente ou para o ministro?

Sim, porque os militares estariam cumprindo ordens e seus deveres constitucionais, assim como o fizeram em 1964, inclusive com a aprovação popular. Mas, depois, vieram os inimigos derrotados mentir que estavam lutando por liberdades democráticas (e não pela revolução comunista, como efetivamente estavam) e acabaram reescrevendo a História, à revelia da realidade, e conquistando, até mesmo, polpudas indenizações por terem sido solenemente impedidos de fazer desta terra o paraíso de Fidel.

Encare-se o óbvio. Não há vontade política de aparelhar as polícias e de aumentar seu contingente para combater efetivamente o crime organizado. Por que? Porque o plano é justamente fazer das FFAA nacionais (não só aqui, mas em grande parte do mundo) forças policialescas - incluindo, aqui, as polícias políticas. Seriam unidades especializadas, cada qual em determinadas áreas de atuação e não necessariamente ligadas entre si. Desta forma, acabar-se-ia com a capacidade de articulação armada das nações (com seus grandes e unificados exércitos, forças aéreas e marinhas) para defenderem seus interesses e para impedirem a transnacionalização de suas economias, de suas culturas, de seus valores e de suas gentes.

E ainda tem militar que consegue acreditar que as intenções do ministério e de articuladores como o socialista Mangabeira Unger sejam as melhores e mais nacionalistas possíveis... Parece discurso de grego, em inglês, para platéia de poloneses de um gueto qualquer do interior da Índia...

XXXXXXXXXXXXX
 

ITEM 15

acelente para chrisfontell
mostrar detalhes 01/12/2007

Ilmª Srª Christina:

Foi de satisfação a informação dada pelo XXXXXXXXXXX sobre o contato que faria com a senhora. A partir de agora, a senhora será uma dos articulistas do periódico IDÉIAS EM DESTAQUE. O XXXXXXXXXX me informou que lhe enviou os dois últimos exemplares, sendo que tenho a grata satisfação que em cada um deles tem um artigo meu. A senhora verá que a minha linha pesquisa está voltada para a logística, mobilização e gestão. Evidentemente, quando algo me choca, dou também meu "pontapé" na escrita crítica, mas isso fica por conta dos blogs (inclusive o da senhora) e outros periódicos. No mais, o meu abraço respeitoso.

ANTONIO CELENTE VIDEIRA
 
Responder |acelente para chrisfontell, mim
Liderança Virtual ou Liderança Racional?
Mostrar detalhes 19/12/2007

Prezada Srª Christina:

Devido à crise de liderança que a Sociedade (elites) vem passando, encaminho as minhas reflexões (artigo) para julgamento e, se for o caso, publicar no em seu conceituado Blog.

Respeitosamente

ANTONIO CELENTE VIDEIRA 

LIDERANÇA VIRTUAL OU RACIONAL?

EIS A ATUAL ENCRUZILHADA DE QUEM CHEFIA

            Uma das maiores crises que se vive nesse alvorecer de Terceiro Milênio é a ausência da autêntica liderança.

            Vejam que a corrupção, a falta de ética, o desvio psicológico são decorrentes da escassez desse atributo nos profissionais, cuja tradição deveriam estar investidos do mesmo.

            O militar do alto escalão, o funcionário público em funções relevantes do estado e o empresário vivem à míngua da liderança. A liturgia do cargo é o que ainda os mantêm à testa das fileiras hierárquicas.

            Talvez a Era da Cibernética seja uma das maiores culpadas desse desarranjo.

            A tela do computador tornou-se o espelho mágico dos nossos chefes. Eles se comportam como se fossem a rainha-feiticeira do conto da Branca de Neve e os Sete Anões, os quais ao invés de perguntarem: “espelho meu, espelho meu; existe alguém mais bonito do eu?”, preferem usar o seguinte mantra matinal: “máquina minha, máquina minha; existe mais e-mail hoje do que tinha?”. A partir daí engolfam-se no turbilhão de comunicados do ciberespaço.

     A navegação nos blogs, a leitura encantadora dos e-mails, a garimpagem de notícias ou lindas mensagens para posterior remessa aos que compõem o seu banco de internautas, a magicidade dos efeitos especiais somados a facilidade em montar uma palestra em Powerpoint, tornaram-se o visgo sedutor que fazem dos nossos chefes prisioneiros de um mundo virtual. Flash Gordon, em suas aventuras, no foguete do Dr. Zarkov, e o Capitão Kirk, em Jornada nas Estrelas, no interior da Enterprise, não fixavam seus olhares nas imagens dos televisores daquelas naves, da mesma forma que nossos “líderes virtuais” o fazem diante do espetacular mundo cibernético.

            Imaginem, queridos leitores, vocês se deparando com um coronel, comandante de organização militar ou com um diretor-executivo de uma grande empresa, concentrados, fazendo palavras cruzadas ou rezando um rosário (terço católico), em suas respectivas salas.empresa, concentrados, fazendo palavras cruzadas ou rezando um ros da mesma forma que nosos l   Com toda certeza, os senhores ficariam estupefatos. No entanto, quando aqueles mesmos atores estão envoltos com as “baboseiras” da internet, em um sofisticado terminal LCD, não lhes causa espanto.

            Essa é a atual nostalgia do comandamento. O fascínio e o encantamento ciberespacial estão preterindo a presença do “líder virtual” junto à tropa e à linha de produção. 

            Como fazem falta os velhos capitães da antiguidade! Júlio César, Alexandre Magno, Cipião, Aníbal, Napoleão e outros, de cima de seus cavalos, observavam com sobriedade seus exércitos, ao invés de ficarem encantados com o monitor computacional, relegando, a segundo plano, as angústias de seus liderados.

            O chão-de-fábrica, palco das relações de liderança do executivo sobre o trabalhador, na Era Industrial, período marcante do surgimento da Administração de Taylor, Fayol e Ford, transformou-se nos corredores desertos das fábricas atuais, cujo operador da máquina-computador pouco ou nunca vê o chefe.

            Para Peter Drucker, o “executivo-chefe heróico”, excede os limites normais da capacidade humana. Concluía aquele mago da gestão alegando que “quatro tipos diferentes de pessoas são necessárias para desempenhar o papel de executivo-chefe: o homem de pensamento, o homem de ação, o homem de pessoas e o homem de liderança”. (Heller, 2007)

            Já Alfred Sloan, gênio da organização e guru de Peter Drucker, quando reestruturou a General Motors (GM), nos anos 20, disse: “Se não gastássemos quatro horas colocando um homem no lugar certo, gastaríamos quatrocentas corrigindo nossos erros”.

            A atenção desses homens para com seus subalternos era algo admirável.

            Fala-se muito hoje que não há vácuo do poder. A ausência da autoridade pública em áreas estratégicas, como por exemplo, nas comunidades carentes metropolitanas e nos espaços amazônicos, gerou a instalação do crime organizado nas primeiras e a fixação de suspeitas Organizações Não Governamentais (ONG) nos segundos, gerando grandes problemas sociais. Isso se deveu, na grande maioria destes casos, a insensibilidade de chefes que, ainda nos anos 50, não deram a mínima importância aos informes ou não leram os simples relatórios de seus subordinados, caracterizando o alheiamento do líder.

            Mas naquela época, apesar dos computadores de primeira geração estarem chegando ao cenário mundial, e, portanto, não atraírem os donos de cargos, outro meio os deslumbravam. Estamos falando da mídia escrita, falada e televisiva, que iria trazer a informação às lideranças, cativando-as e neutralizando suas atitudes de pensar. Iniciava-se, desta forma, o período do chefe conhecedor da história e da informação e esvanecia o tempo do homem principal que protagonizava os acontecimentos e os fatos, mas meditava sobre suas atitudes em relação àqueles que lhes seguiam e ao ambiente que o circundava.

            Nizan Guanaes, dono de uma das maiores agências publicitárias brasileiras, ADM9, sentenciou em seu discurso a uma turma de formandos em publicidade, que serve para o executivo-espectador: “Ao invés de observar os acontecimentos do cotidiano, os quais reclamam a sua intervenção, pense que cada homem foi feito para fazer história. Que todo homem é um milagre e traz em si uma revolução... Você foi criado para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, e caminhar sempre com um saco de interrogações na mão e uma caixa de possibilidades na outra”.

            A contribuição de Nizan Guanaes leva-me a conclamar ao “líder virtual” que deixe de lado o “mouse” e utilize mais o “teclado” do seu computador, e saia do seu “bureau” e vá à linha-de-frente, pois desta forma terá oportunidade em ousar, errar, falhar e lutar, transformando-se, assim, no “líder racional”. O “ciberespaço” é a arena de outrora que lhe possibilita tornar-se no “novo gladiador” do mundo dos negócios, adormecendo-lhe o “eunuco administrativo” da corte.

            James Hunter, autor do Best-Seller “O Monge e o Executivo”, na sua obra “Como se Tornar um Líder Servidor” narra que “nos EUA existem cerca de 2,5 milhões de profissionais com diploma de MBA (Master in Business Administration) e que a maioria se preocupa apenas em impressionar todos com seus vistosos certificados e vasto conhecimento, demonstrando, inclusive, capacidade para administrar, mas são incapazes de liderar”.

James Hunter complementa de forma hilariante expressando “se um visitante de Marte, algum dia, desembarcasse nos EUA e pedisse que o levasse a um líder, não se saberia para onde levá-lo”.

            Conclui-se que é mais fácil ter contato do terceiro grau com um extraterreno do que cruzar com um executivo possuidor de carisma.

            O bastão de comando de alguns militares de alta patente foi substituído pelo computador e a agenda de anotações de tantos outros CEO (Chief Executive Officer) foi trocada pelo laptop. É o início da navegação em mares revoltos, cujos ventos não se entrechocam com as velas alinhadas e coordenadas da embarcação, com o propósito de deixá-la no porto mais conveniente.

            O reflexo disso tudo são anomalias percebidas em ditas lideranças políticas no Rio de Janeiro, quando um prefeito se preocupa com o excelente “design” do seu blog, atraindo elevado número de leitores, ao invés de melhorar a cidade em infra-estrutura, motivo pelo qual foi eleito. Mas não muito longe dele, vê-se um governador, autoridade máxima do Estado, que se nega a comparecer à parada cívica da independência do Brasil, no dia 7 de setembro, não pisando no palanque oficial das autoridades para, logo a seguir, duas semanas depois, subir no carro alegórico das bonecas, na Avenida Atlântica, em Copacabana, no sensacional “desfile gay”.

            Essa é a crua realidade, cuja ambiência propicia o surgimento dos aventureiros medíocres, com liderança negativa, eclipsando o homem de bem, por não ter habilidade em se impor tornando-se guia de cidadãos ávidos pelo crescimento econômico, pela paz e pela justiça social.

            Não pense os leitores que se está fazendo proselitismo contra o que a informática tem trazido à humanidade e em especial à ordenação do Mundo. O advento da imprensa, do telégrafo, do telefone, do rádio, da televisão e a revolução dos transportes impactaram positivamente a Raça Humana e a Gestão Administrativa. Da mesma forma, a Tecnologia da Informação trouxe outras transformações.

            O chefe-executivo que quer auto-investir-se do atributo da liderança não pode sofrer de cibercondria (dependência do computador). O binômio informática/internet deve ser canalizado visando a pesquisa, a rápida e prática comunicação no mundo globalizado, a modelagem de cenários, a facilitação na tomada de decisão diante de tendências de multicritérios e a escolha da melhor estratégia na guerra de quarta geração, dentre outras possibilidades.

            É por isso que rendo minha homenagem ao advento do computador, como elemento alavancador do desenvolvimento dos povos, citando expoentes da literatura estratégica atual e suas maneiras como enxergam a Era da Cibernética. Alvim Toffler a chamou de “A Terceira Onda”, Thomas Friedman a classificou de “o Mundo é Plano”, Herman Kahn em “a Idade da Automação”, Hugh Hewitt a designou como “Blogosfera” e, para não se ir mais além, Fritjof Capra a mencionou como “a Teia ou Rede da Vida”.

            O autor desta lavra preferiu chamá-la de “Távola Redonda”, por entender que todos estamos conectados espiritualmente e agora virtualmente. É por isso que, “nesta conexão”, o bem comum, simbolizado como o “Santo Graal”, deve ser a busca de todos nós, e com maior ênfase dos chefes e executivos, cada um em sua “ordem de cavalaria”, na compreensão do poder funcional da cibercultura, para tornarmo-nos o verdadeiro “cavaleiro do Rei Artur”, investindo a plenitude da indumentária do escudeiro, simbolismo das reais características do “líder do Terceiro Milênio”.

            O povo brasileiro espera e merece que o espírito de liderança se vivifique em todos os matizes dos órgãos públicos e privados, através de seus diretores. Que o “líder virtual” deixe eclodir o “líder racional” que tem dentro de si, sem perder de vista a potencialidade da Tecnologia da Informação.

            Para concluir, ao olhar a estrada da minha existência, vislumbro a silhueta dos meus ex-chefes e ex-comandantes, que marcaram o meu lado profissional, e encerro essas reflexões homenageando-os, reescrevendo o velho jargão que traduz a autêntica liderança: “as palavras convencem, mas o exemplo arrasta”.

Caráter, dever e solidariedade.

Antonio Celente Videira – Cel. Int. R1 Aer.

Membro do Corpo Permanente da Escola Superior de Guerra (ESG)

OBSERVAÇÃO 3

Fiz questão absoluta de fazer grifos no e-mail com o artigo do Cel. Celente, acima, para que aqueles que o viram agir comigo na ESG tenham a plena noção de que ele professava determinadas idéias, mas praticava outras. Principalmente em relação à famosa frase do último parágrafo – ‘as palavras convencem, mas o exemplo arrasta’ – que, conforme o que foi feito comigo dentro da ESG, pode ser interpretada sob dois ângulos distintos. Sob determinado ponto de vista, minhas atitudes poderiam ter fluído de forma a alimentar o espírito de reação, de reflexão, de coragem para dizer e fazer o que tivesse que ser dito e feito. Porque, como diz a frase, ‘o exemplo arrasta’, era isso que estava começando a ser semeado e a acontecer no curso. As pessoas estavam sendo encorajadas a falar verdades, a manifestar seus sentimentos de cobrança de atitudes das autoridades, etc. Porém, agora já analisando sob outro ponto de vista, ao verem, como exemplo, tudo o que estava sendo feito comigo (muitas vezes covardemente, pelas costas), as pessoas foram ficando intimidadas e muitas até tomaram desgosto pelo curso, passando a classificá-lo (à boca pequena, é claro) de superficial e de tendencioso. Ou seja, como aqueles ditadores atrozes que ‘matam em praça pública’ os ‘rebeldes’, ou os deixam morrer à míngua nas prisões, para que todos vejam e saibam o que acontece com aqueles que se atrevem a lutar por causas de justiça e de liberdade, e contra o regime vigente, assim também ‘o exemplo’ pode arrastar multidões inteiras para o ostracismo, para a desesperança, para o pavor, para a escravidão, para o silêncio angustiante dos que esperam a morte.
 

ITEM 16

Responder |Christina Fontenelle para acelente
Christina Fontenelle
Carregando...21/12/2007

Caro Coronel,

Como tenho muita consideração pelo senhor, dei um jeito de publicar seu artigo lá no site (clique no título abaixo). O problema é que viajei para o RJ, para passar as festas de final de ano com toda a família e, na casa de minha mãe, só há um computador jurássico, lerdíssimo. De modo que foi difícil, mas, eu consegui. Gostaria que o senhor divulgasse seu ótimo artigo ou, então, esperasse até que eu mesma possa fazê-lo, assim que encontrar um computador melhorzinho. Ficarei no Rio até o dia 14 de janeiro, quando retornarei à Brasília. Aproveito para lhe desejar um excelente Natal e uma ótima entrada de 2008.

Um grande abraço,

Christina
 

ITEM 17

acelente para chrisfontell
mostrar detalhes 22/12/2007

Prezada Srª Christiana:

Agradeço a sua atenção. Aproveito para informar que o XXXXXXXXXX tentou ligar inúmeras vezes para a senhora, mas não obteve sucesso. Acredito que é para os últimos retoques quanto à publicação do seu artigo no próximo nº de IDÍEAS EM DESTAQUE. De qualquer forma, vou ligar para ele para informar que a senhora está viajando. já que a senhora está no Rio, por que não dá uma "chegadinha" ao Instituto de Histórico Cultural da Aeronáutica, que fica na Praça xv? Achou que seria interessante manter contato com aquela casa de cultura, onde também se estuda e se debate os problemas nacionais, além de conhecer o XXXXXXXXXX, XXXXXXXXXXXXX, ex-ministro da Aeronáutica, e demais oficiais da Aeronáutica. De uma chegada lá com o seu marido, marcando, evidentemente, com antecedência.

Aproveito para desejar a senhora e toda a família um Feliz Natal e um Próspero ano novo.

ANTONIO CELENTE VIDEIRA
 

ITEM 18

Christina Fontenelle para acelente
mostrar detalhes 22/12/2007
 
Um ótimo Natal para você também. Peça para ele me ligar nos seguintes números: XXXXXXXXXXX e XXXXXXXXXX. Quanto a ir à Praça XV, pode ser que dê, depois das festas... Se a família deixar, né?... Porque fazem de tudo para que eu não trabalhe nem um segundo no que eles chamam de férias (férias de mãe e esposa: todo mundo aproveita e você fica com o trabalho, com a enfermagem, com as organizações etc.). Um grande abraço, Christina
 

ITEM 19

R. SAN. para acelente
Mostrar detalhes 19/03/2008

Caro A. Celente,

Não tive mais notícias da publicação e nem mais contato. O que ocorreu? Também sinto falta de seus e-mails, embora nesse período já tenha recebido e publicado dois artigos seus no meu site. Um grande abraço, Christina
 

ITEM 20

acelente para mim
Mostrar detalhes 19/03/2008

Prezada Sra.Christina:

Eu não sumi.Tenho lido seus artigos, apenas não escrevo como a senhora. Para mim, o processo da escrita é pontual. Quando algo me aflige, aí sou dado a externar minhas idéias, como foi o caso da enxovalhada "Bigbrodeana". Eu e o XXXXXXXXXXX aguardamos um contato da senhora em janeiro, acreditando que iríamos nos encontrar no INCAER, para reforçarmos os laços de idéias emprol da Sociedade. De qualquer forma, o convite está aberto já que seria importantes alguns de seus artigos serem publicados em IDÉIAS EM DESTAQUE.

Desjo uma feliz páscoa para a senhora, extensiva a todos em casa.

Respeitosamente,

ANTONIO CELENTE VIDEIRA
 

ITEM 21

Responder |R. SAN. para acelente
Mostrar detalhes 19/03/2008
 
Eu não pude ir porque estava de férias forçadas por contundentes ordens médicas. É, o médico me obrigou a ficar longe de qualquer tipo de atividade profissional - o que, obviamente, no meu caso, inclui a política, ler jornais, trabalhar no PC, etc. Não sei se sabem, mas estou residindo em Brasília e acho que o encontro a que se referiu foi no RJ. Minha estada no RJ foi para tratamento médico - nada grave, na medida em que STRESS em pessoa de 40 anos não possa ser considerado grave, é claro. Foram tantos exames que fiquei até cansada. Mas, está tudo bem, felizmente. Por isso, praticamente, fiquei incomunicável, embora tenha tido um contato telefônico, já na estrada de volta à Brasília, com nosso coronel XXXXXXXX. Depois, não tive mais notícias. Se vocês soubessem a quantidade de coisas que faço (inclusive cuidar de 3 filhos - 10,14 e 15 anos - cachorro, peixes, marido, casa, família) não acreditariam que eu fosse capaz de ainda escrever e de me informar. Acho que Deus gosta de brincar de milagre comigo (desses milagrezinhos que ninguém acha que o sejam realmente). Um grande abraço, Christina
 

ITEM 22

De acelente ...@terra.com.br
Enviado
às...
Para reb. Sant. ...@gmail.com
Data
18 de junho de 2008
Assunto Re:TRAGÉDIA DO MORRO DA PROVIDÊNCIA REVELA O CAOS

Srª Christina Fontenelle:

Apesar de não estar me manifestando, tenho lido suas reflexões. Aliás, fiquei feliz em ver o seu artigo "QUEM É O INIMIGO" publicado em IDÉIAS EM DESTAQUE. Apenas a título de colaboração, informo que em nenhum lugar vi publicado qual foi o tipo de desobediência, praticada pelos rapazes assassinados. O Tenente, quando interpelado pelo delegado ou seus superiores do Exército, deve ter dito que os rapazes devem ter humilhado, sobremaneira, a sua pessoa e de seus comandados, que na hora representavam Exército Brasileiro. Sei que isso não justifica tal ato, mas o teor da discussão entre militares e os jovens assassinados, até agora, não saiu na imprensa. Esses mesmos jovens, não iriam desrespeita a PM, pois teriam medo, já que esta mata mesmo. Como era o Exército, calcularam (e calcularam mal) que nada lhes aconteceria, uma vez que as Forças Armadas entram em uma missão como esta com "as mãos amarradas". Acontece que o tenente, os sargentos e os soldados tinham a "libido a flor da pele" como os traficantes a têm e se deram mal. Agora, o "caldo está derramado" e todo mundo vai querer tirar uma "casquinha" em cima do Exército. O que cabe agora é agir com prudência, mostrando a tendência maldosa do noticiário. Deixo o meu abraço respeitoso

ANTONIO CELENTE VIDIERA
 

ITEM 23

De: "R. San." ...@gmail.com
Data
: Wed, 18 Jun 2008
Assunto: TRAGÉDIA DO MORRO DA PROVIDÊNCIA REVELA O CAOS

TRAGÉDIA DO MORRO DA PROVIDÊNCIA REVELA O CAOS

TRAGÉDIA DO MORRO DA PRIVIDÊNCIA EXPÕE O CAOS NUM BRASIL QUE SE RECUSA A ADMITIR QUE ESTÁ PERDENDO PARA AQUELES QUE QUEREM DESTRUÍ-LO EM NOME DE OUTROS PROJETOS DE PODER

Por Rebecca Santoro

18 de junho de 2008

Pelo menos três militares do Exército, que atualmente exerce operação permanente na favela do Morro da Providência, no Centro da cidade do Rio de Janeiro, detiveram três rapazes (David Wilson Florêncio da Silva, 24, Wellington Gonzaga Costa, 19, e Marcos Paulo da Silva, 17) por desacato, depois de serem abordados, por suspeita de estarem armados. Os jovens foram levados para a Delegacia Judiciária Militar, onde o capitão responsável não quis autuá-los, determinando que fossem liberados.

O tenente que liderava o grupo que deteve os rapazes, em flagrante desobediência às ordens do capitão (pois o capitão havia acabado de sentenciar-lhe à morte), teria entrado em acordo com seus subordinados para que os jovens (que provavelmente tivessem contato com os traficantes da providência, onde moravam) fossem levados, num caminhão do Exército, dentro do qual estavam 11 militares, para o Morro da Mineira, no Catumbi, zona norte do Rio, onde agem traficantes rivais. Sem cobrar dinheiro ou favor dos criminosos, entregaram as vítimas aos traficantes da Mineira e foram embora. Como previsível, os três jovens ‘inimigos’ foram mortos.

O tenente já confessou ter comandado a ação contra os três rapazes e, todos os 11 militares já estão presos em unidades da Polícia do Exército. Segundo o delegado-titular da 4ª Delegacia de Polícia Civil, Ricardo Dominguez, que está apurando o caso, no depoimento prestado pelo tenente, ele teria demonstrado frieza, calculismo e total falta de arrependimento.

Por outro lado, outras fontes não oficiais, revelaram-me que estão trabalhando sob outra perspectiva em relação ao caso. Primeiro, estão levando em consideração o fato de que uma tropa do EB foi destacada para prestar serviço no Morro da Providência, por ordem do comandante supremo das FFAA, diga-se o presidente da república, prestando um papel, suspeita-se, de ‘cabo eleitoral’ do bispo e senador Marcelo Crivela, apesar das explícitas recomendações do Comandante Militar do Leste em contrário e ainda sob o total desconhecimento da ação por parte das autoridades competentes cariocas.

De acordo com estas fontes, os militares passaram a ficar expostos a constantes atitudes de desrespeito e agressão verbal por parte de moradores da favela, por ordem dos traficantes. Houve, inclusive, um caso envolvendo um outro tenente que teve que ser retirado da missão, depois de ter sido ameaçado de morte. Diante desta situação, os ânimos estavam ficando cada vez mais acirrados entre os militares e os moradores. No caso do tenente que levou os três rapazes, supostamente ligados ao tráfico da Providência, para entregá-los a traficantes de quadrilha rival no morro da Mineira, a vulnerabilidade e a inconseqüência, podem tê-lo levado a tomar as providências que achou cabíveis, para impor o respeito às FFAA e ao Estado – abandonados que estavam, à própria sorte, aqueles militares, por ordens deste mesmo Estado que lhes impunha uma missão, na qual eram obrigados a sofrer humilhações verbais, diuturnamente, sem poder esboçar reação que viesse a se traduzir em justa punição aos que lhes desacatavam – e as FFAA – com todo o tipo de ofensa.

A melhor reportagem sobre o ocorrido, publicada no jornal carioca Gazeta do Povo, revela que, em depoimento à polícia, ‘um soldado, que mora em uma outra favela da zona norte do Rio, confessou ter guiado a guarnição até à Mineira, mas negou conhecer os traficantes. De acordo com o delegado, o caminhão com os 11 militares entrou no morro da Mineira. Os militares contaram que procuraram um lugar seguro para se abrigar e que o sargento, um morador da Baixada Fluminense, há cinco anos no Exército, iniciou uma negociação por meio de sinais com os traficantes. Um criminoso apareceu desarmado e levou as vítimas até os demais criminosos. A cena foi presenciada por vários moradores que confirmaram a informação a investigadores... O delegado tem a informação de que houve um contato prévio entre os militares e os traficantes do morro da Mineira. Os moradores afirmam que pelo menos dois soldados, entre os 11 militares presos, são moradores do morro da Mineira’.

A matéria revela ainda a mentalidade do tenente: “Um corretivo para não perder o prestígio diante da tropa. Esta foi a justificativa que o jovem tenente capixaba, 25 anos, deu ao delegado, para levar os três jovens... até traficantes rivais do morro da Mineira. A explicação do oficial é a de que foi um corretivo porque os jovens teriam ofendido os militares”.

Mais uma vez, a mídia de modo geral, as ONGs e todo o think-thank da esquerda terá arranjado um novo motivo para ‘bater’ nas FFAA. Dessa vez, entretanto, com razão, se ficassem presos apenas à má conduta dos militares envolvidos nessa ação, agravada pelo fato de terem cometido o delito usando fardas, armas e condução das FFAA, mas se, IGUALMENTE, porém, com a mesma ênfase, aproveitassem para chamar a atenção para a rapidez com que os elementos foram identificados, interrogados e detidos, além de, é claro, exigir punição exemplar e condenar, com a mesma veemência, o bárbaro crime de tortura e de assassinato dos três rapazes cometido pelos traficantes da Mineira. E sem também esquecerem de cobrar esclarecimentos sobre esse acordo entre Lula e Crivela, feitos à revelia das recomendações em contrário do CML e sem o prévio consentimento, ou mesmo um aviso sequer, dos órgãos competentes do Estado do Rio de Janeiro.

Em rigorosamente nenhuma das entrevistas veiculadas pelos meios de comunicação se ouviu sequer o mais remoto pronunciamento sobre a necessidade de identificar e de punir, com os rigores da lei, os traficantes executores do assassinato das três vítimas e muito menos se ouviu quem quer que fosse condenar estes traficantes por flagrante desrespeito aos direitos humanos. Tratados como monstros, somente os militares, em óbvia atitude discriminatória. Que espécie de senso de justiça é esse o dessas pessoas?

É inacreditável: Como revela reportagem da Folha Online de hoje, 18 de junho, quatro dias após o assassinato de três jovens nem a Polícia Militar nem a Civil fizeram nenhuma investida na favela da Mineira para tentar prender os traficantes apontados como assassinos e para fazer ao menos uma perícia do local onde as vítimas teriam sido executadas. Ninguém foi preso e nem mesmo formalmente acusado pelo crime. A própria Secretaria da Segurança do RJ informou que simplesmente não há nenhuma operação em curso e nem prevista para a Mineira e que eventual ação na favela ficará a cargo das delegacias especializadas. Que instituições são estas? Que estado de Direito é esse?

Gente capaz de cometer crimes existe em tudo quanto é lugar. Ainda mais em situações adversas. Por isso, o importante é agir com rapidez para identificá-las, detê-las e assim lhes manter até que sejam julgadas e, finalmente punidas. Não pode haver corporativismo entre membros de uma classe ou de uma instituição para proteger quem quer que tenha cometido crime. E não está havendo. Há que se ressaltar, também, que o Comandante Militar do Leste, Luiz Cesário da Silveira Filho, tomou, ainda, a iniciativa de convocar os parentes das vítimas para lhes pedir desculpas formais, em nome das FFAA.

O leitor tem visto essa eficiência toda por aí? Não, é claro. Não se vê a mesma reação em relação a uma imensidão de outros tipos de crime, mais ou menos graves, e até mesmo alguns do mesmo calibre, mas que foram cometidos por gente que faz parte de outras instituições, ou por gente chegada ao governo, ou por gente que faz parte de determinadas corporações, de movimentos chamados populares, de grupos étnicos patrocinados por ONGs, etc.

Até agora, o Exército tem reagido exemplarmente ao trágico acontecido. Repito: age com rigor exemplar. Mas, entretanto, não usou deste mesmo rigor para cuidar de seus próprios homens, que ficaram expostos a situações humilhantes, sem ter como reagir contra seus agressores, numa missão estressante e coberta de irregularidades. A tragédia que aconteceu no morro da Providência era eminentemente previsível e poderia perfeitamente ter sido evitada se o Planalto e o Ministério da Defesa entendessem alguma coisa de ações militares e, por sua vez, se o Comando do EB não estivesse tão preocupado em forjar (porque só forjando mesmo) uma situação almejada de bom relacionamento com aqueles que se apropriaram do Estado brasileiro e o transformaram num refém do governo petista – situação que qualquer um que tenha mais de dois neurônios é capaz de avaliar não se pretender como apenas transitória.

Desesperada atrás de verbas, as FFAA vêm caindo sistematicamente em contos enfeitados por discursos ufanistas de falsos patriotas (cuja pátria é, na verdade, a grande aldeia global socialista) que acenam com incentivos de reforma e de reaparelhamento inseridos num contexto de ascensão da era da nova democracia – que todos sabem perfeitamente tratar-se de uma mal disfarçada ditadura populista. Os livros estão cheios de exemplos que mostram exatamente como é que terminam histórias assim. Ninguém estuda mais História nesse país?

Voltando à tragédia da Providência, outra coisa que não está sendo divulgada pelos meios de comunicação televisivos e nem por jornais de grande circulação é que a polícia tem ciência do fato de que duas das vítimas tinham passagens pela polícia: Wellington, quando era menor, foi detido para averiguação, ocasião em que recebeu ligações de dois supostos gerentes do tráfico da Providência e David foi detido há mais de dois anos por porte de arma e corrupção de menores. Sabe-se também que, apesar da ocupação parcial do Exército no morro, o tráfico continua atuando, apenas tendo se deslocado dos pontos da favela que estão ocupados pelos militares.

Além disso, há outros dados importantes que não saem na TV, veículo de alcance incomparável. A colunista da Folha de São Paulo, Eliane Cantanhêde, divulgou em sua coluna (1706/2008) o “parecer encampado pelo Comando do Exército, em Brasília, o Comando Militar do Leste (CML) alertou para os riscos da participação militar no projeto Cimento Social no morro da Providência”... “O comandante do CML, general-de-exército Luiz Cesário da Silveira Filho, enviou o parecer ao comandante do Exército, general Enzo Peri. Discorreu sobre os riscos do contato de militares com bandidos, falou sobre a possibilidade de haver tiroteios e até mortes de civis com balas perdidas. Seu temor era que os militares estariam em áreas conflagradas, mas sem flexibilidade legal para real combate ao crime”... “Foi, porém, voto vencido. O Palácio do Planalto seguiu a sugestão do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) e o projeto virou convênio dos ministérios de Cidades e da Defesa”.

A jornalista Lúcia Hipólito, em sua coluna, ressalta que escândalo maior ainda é “a população do Rio de Janeiro – e do Brasil – ter sido informada, da forma mais chocante possível, que um destacamento do Exército está sendo utilizado para reformar casas e pintar fachadas no morro da Providência, como parte de um projeto eleitoral do ex-bispo e senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), candidato a prefeito da cidade do Rio de Janeiro... Isso mesmo: o Exército brasileiro foi privatizado para atender aos interesses eleitorais de um candidato, correligionário do vice-presidente da República e membro atuante da base aliada do governo”.

Ela cita, ainda, como agravante o fato de o Comando Militar do Leste ter dado parecer contrário à operação, que foi encampado pelo comando do Exército. Diz a jornalista: “mas, o Palácio do Planalto deu sinal verde para que fosse realizado um convênio entre o Ministério das Cidades e o Ministério da Defesa para viabilizar a atuação do Exército na comunidade”, reformando fachadas e telhados de casas populares. Informa também que “a Secretaria de Segurança do governo estadual não foi informada da operação. Só recentemente o secretário de Segurança declarou, em depoimento na Câmara dos Deputados, que ficara sabendo da presença do Exército no morro”.

O mais grave, entretanto, que revela esse infeliz e condenável ocorrido, eu suponho, não vai passar nem perto de ser abordado em todos os pontos de vista que serão divulgados pela grande imprensa sobre o caso. Não se trata de nenhuma novidade – ao contrário, é preocupação antiga, cada vez maior, e da mais óbvia conclusão. Basta saber um pouco de matemática e fazer os mais simples exercícios de lógica.

Em agosto do ano passado, por exemplo, num dos artigos que foram escritos sobre a crise aérea, SANGRIA NO AR, entre outras considerações, havia trechos em que se falava exatamente sobre os problemas de pessoal que afetavam as FFAA:

- Não é de hoje que as FFAA vêm tendo seus salários aviltados e suas verbas para operações, para compra de equipamentos e para o desenvolvimento de projetos fortemente contingenciadas - para não dizer, criminosamente, boicotadas. Uma criança de 10 anos poderia prever algumas das mais óbvias conseqüências: abandono da carreira por parte de pessoas mais qualificadas - o que é um desperdício do investimento nelas feito; desinteresse pelo ingresso na carreira militar por parte daqueles indivíduos mais bem preparados intelectualmente dentro da sociedade - o que gera, por outro lado, o rebaixamento do nível de exigência, em termos de preparação educacional, para que se ingresse na carreira, na medida em que se precisa de um contingente mínimo. A longo prazo, isso certamente acaba (ou acabará) fazendo com que, lá na frente, tenham-se pessoas intelectualmente despreparadas para comandar nossas Forças Armadas.

Isso sem falar nas probabilidades estatísticas de correlação entre as causas deste despreparo intelectual e de possíveis problemas relacionados ao déficit no recebimento de transmissão de valores importantíssimos para a formação do indivíduo, adquiridos dentro do convívio familiar sadio, que são imprescindíveis para que se formem bons seres humanos e cidadãos.

- Podem ser nefastas conseqüências deste despreparo, entre outras coisas, dentro das FFAA, problemas com o aumento do índice de corrupção, de roubos de armas e de equipamentos, do uso de drogas e ainda com o aumento do contingente de pessoas facilmente influenciáveis pela pregação de um nacionalismo ufanístico que pode vir a favorecer a sustentação de governos comunisto-populistas, etc. E o pior: o surgimento futuro de uma classe de comando - ora mais preocupada com seus próprios benefícios do que com os das tropas, ora desmotivada pela incapacidade mesma de compreensão, por parte destas tropas, do significado que deveria haver por trás das fardas que vestem. Tropas de mentalidade curta e sem preparo intelectual - esse é o maior dos desastres.

- Hoje, já não se fala nem mais nessa questão de fundamento - que seria o sucateamento do indivíduo militar -, mas, sim, do sucateamento dos equipamentos e das instalações... É preciso cuidado nesse ponto. Antes de aparelhar a Força, é necessário que se paguem salários melhores. Por todos os motivos que já foram acima citados. Mas, suspeita-se que isso não acontecerá enquanto o governo não tiver a mais absoluta certeza de que os beneficiários deste justo aumento não sejam aqueles que tenham as condições de lhe ameaçar seus planos de poder... Quem não quiser enxergar o óbvio que finja que não é nada disso...

- Antes ainda do artigo acima citado, publicação, em junho de 2005, no site Inforel (http://www.inforel.org/), trazia uma série de dados alarmantes. Revelava que, segundo dados do governo, em 2005, os servidores do Executivo custavam, em média, R$ 4.413 por mês cada um. Contabilizados os gastos com os inativos, a média por militar ficava em R$ 2.507 e continuava sendo a mais baixa entre o funcionalismo dos três Poderes. No Legislativo, a despesa média por servidor era de R$ 8.640 e, no Judiciário, de R$ R$ 8.704. As estatísticas do governo revelavam ainda que, na última década, as despesas com militares ativos eram as que menos haviam crescido. Havia dez anos, o servidor civil do governo federal custava em média 50% mais que o militar. Em 2005, essa diferença era de 121%. Em 1995, o gasto médio por funcionário do Legislativo e do Judiciário era 309% e 172% maior que os dos membros dos quartéis, respectivamente. Em 2005, a diferença estava em torno de 360% em ambos os casos.

E hoje, depois de toda a ‘novela’ que foi conceder um pagamento maior para os militares, que está, digamos, há anos luz de poder ser chamado de reajuste e muito menos de aumento (leiam detalhes aqui:( http://www.freewebs.com/imortaisguerreiros/artrebeccasantarquivo1.htm#191202543), ainda houve Comandante das FFAA que tenha agradecido efusivamente ao ministro da defesa pela ‘conquista’. Crise entre as FFAA e Nelson Jobim? Parece que, pelo menos em relação aos comandos das Forças, não. Jobim freqüenta muitas das solenidades e festividades comemorativas tradicionais das FFAA. Em algumas delas, como convidado VIP, sua presença chega a fazer com que alguns destes eventos sejam, inclusive, modificados – não completamente, porém de forma bastante perceptível -, pelos organizadores, em sua estrutura e mesmo em seus propósitos, tudo na tentativa de agradar ao ministro.

No plano de ação militar, a tendência, parece, é a de que as FFAA como um todo estejam interessadas em compor o máximo de alinhamento com as diretrizes políticas e militares estabelecidas pelo governo, com o propósito firme de conseguir mais recursos para o reaparelhamento das mesmas. Nesse sentido, correm, livres, leves e soltos, por Brasília, os comentários de que o ministro Mangabeira Unger ignoraria solenemente as opiniões de muitos dos militares que ‘tentam’ trabalhar com ele. Dizem que ele faz o que quer – não se sabe se por conta dele ou do governo.

Qual será o preço que as próprias FFAA e a sociedade brasileira pagarão por esta ‘estratégia’ de relacionamento dos militares com o governo petista não se pode responder com exatidão. Ressalte-se, aqui, que os danos às FFAA não são privilégio nem invenção do governo Lula – é coisa que vem de longe e num crescendo, a partir de 1985.

Mas, com certeza, uma das conseqüências apareceu, notória e publicamente, esta semana, com a ação dos 11 militares, que agindo sob aparato militar, e demonstrando uma burrice inacreditável (* - observações que não podem deixar de ser lidas), praticaram um crime injustificável e pelo qual devem ser exemplarmente punidos, como deveria acontecer com todos aqueles que têm cometido todo o tipo de crime e de barbaridade pelo país.

O ministro da justiça Tarso Genro, sobre este fato, perdeu mais uma das muitas oportunidades que já teve de permanecer calado. Ele disse, em declarações à imprensa, que o episódio era prova de que as FFAA não estão qualificadas para atuar no combate ao crime organizado urbano. Falou como se isso fosse válido genericamente, desconsiderando-se as especificidades de cada ocasião em que as FFAA podem ser empregadas para este tipo de atuação. O ministro deve, certamente, ler os jornais e deve saber, perfeitamente, que as tropas militares brasileiras que estão no Haiti, fazem por lá um trabalho difícil, porém, extraordinariamente bem feito, agindo em ambientes e situações bastante semelhantes às que ocorrem em muitas das favelas brasileiras. Muitos haitianos os consideram verdadeiros heróis. Nunca aconteceu no Haiti nada que se assemelhasse, nem de perto, com o que foi feito, por pelo menos 3 dos 11 militares do EB que estão detidos.

Por que este contraste? Resposta a perguntas como essa já são motivo de debates entre especialistas cujos resultados podem ser encontrados com facilidade na internet. O assunto é extremamente polêmico. Alguns acham que depende apenas de que se estabeleçam leis e regras específicas para a atuação das FFAA no combate ao crime organizado urbano aqui no Brasil. Eu, particularmente, acho que há outros problemas bem mais sérios que precisariam ser equacionados antes de qualquer simples regulamentação de forma de atuação dos militares neste campo. Mas, não falarei sobre isso neste artigo.

O fato é que, assim como acontece com grande parte do contingente das polícias civil e militar, especificamente as do Rio de Janeiro, nossos soldados, cabos, sargentos, tenentes e até capitães das FFAA, devido aos salários que percebem, residem dentro ou nas vizinhanças das favelas, locais que os colocam, e também a seus familiares, em pleno alcance dos criminosos dos quais podem se tornar vítimas ou até mesmo camaradas, ainda que nesse último caso isso não signifique, necessariamente, que deva haver uma relação de cumplicidade criminosa.

Não, a pobreza não leva um indivíduo, obrigatoriamente, a se transformar num criminoso. Há milhares de exemplos que podem comprovar isso. Mas, sem dúvida, tudo o que está ligado ao ambiente da pobreza, não em qualquer lugar do mundo, mas especificamente em algumas das grandes cidades brasileiras, não há como negar, pode contribuir bastante para essa transformação. E a realidade é que grande parte das pessoas que ainda têm interesse em seguir a carreira militar das FFAA crescem exatamente nestes ambientes, ou bem próximos a eles.

O que é que a sociedade pode esperar de uma situação como essa? Que, por exemplo, ao vestir uma farda das FFAA, muitos desses indivíduos simplesmente passarão por um processo miraculoso de redenção e se transformarão em pessoas desprovidas de passado? E quando muitas destas pessoas estiverem lá no generalato, o que esperar? Um dia, por obra, graça e inevitabilidade do simples passar do tempo, estaremos todos a viver exatamente esta situação, se nenhuma providência for tomada agora, já, imediatamente.

Esperar o quê? Que homens do nível de especialização da grande maioria dos sargentos mais antigos que ainda temos atualmente na Força, ou que homens da capacidade intelectual e profissional que também ainda compõem, hoje, as fileiras de oficiais superiores de nossas FFAA, nas gerações futuras, por um ato de insanidade, venham a se interessar em cometer uma espécie de suicídio vocacional, optando por uma carreira militar que os fará passar o resto de suas vidas suportando o achincalhamento da mídia, o desprezo dos governos sucessivos por suas condições salariais e de trabalho, condições estas que os levarão à frustração profissional e, muito provavelmente ligada a ela, à frustração pessoal e familiar? Quem é que, em nossa sociedade, pode, sinceramente, contar com este tipo de milagre?

O leitor acredita que o governo esteja minimamente interessado em tomar as providências, tão necessárias, para resolver esse grave problema? Deixo esta pergunta para sua reflexão.

xxxxxxx

(*) A ação dos militares envolvidos no crime é tão ‘auto-denunciatória’, tão cercada de elementos que facilmente conduziriam à descoberta dos criminosos, que até parece ter sido cometida por encomenda de gente que quisesse provar, dessa vez, cabalmente, que não se pode confiar nas FFAA - no preparo pessoal e profissional de seus elementos. Coisa de gente que joga pra valer nessa estória de cumprir com metas necessárias para conquistar e para permanecer no poder. É impressionante a rapidez com que se mobilizam, quase que por fenômeno premonitório, os defensores dos direitos humanos: um dia depois de descobertos os corpos dos rapazes, já havia sido confeccionada uma boa quantidade de camisetas temáticas com as fotos das três vítimas, e que passaram a ser usadas pelos parentes e amigos.

Coincidentemente, desde as falas do General Heleno sobre a Amazônia, a política indigenista e o perigo da demarcação em terras contínuas da reserva indígena Raposa da Serra do Sol, estranhamente, não pararam de se suceder tentativas de envolver as FFAA em escândalos que as desmoralizassem perante a opinião pública. Finalmente, depois da morte de civis, não importa se de criminosos ou não, pelas mãos de gente que fazia parte das FFAA, pode ser que surta o efeito pretendido por estes ‘agentes do além’, por obra do acaso ou não, ou talvez por mais sorte de uns do que de outros.

Estranho também é o fato de que, desde que as denúncias a respeito da participação da Casa Civil e, conseqüentemente, do Planalto, em operações ilegais e lesivas ao patrimônio nacional, nas compras e nas vendas do complexo da Varig, o MST e movimentos congêneres, apesar de já passado o tradicional Abril Vermelho - mês em que costumam promover ações coordenadas de invasões e de quebra-quebra por todo o país - resolveram, em pleno mês de junho, retomar estas mesmas práticas, chamando, obrigatoriamente para si, boa parte da atenção que precisa ser dispensada pela mídia para dar conta de informar sobre tudo o que está acontecendo de mais importante no país.

Com tanta coisa para noticiar, o caso gravíssimo da Bancoop, por exemplo, que envolve suspeita de assassinato e de repasse ilegal de dinheiro para campanhas eleitorais, incluindo a de Luis Inácio Lula da Silva, para presidente, em 2oo2; e o das cartas de um dos chefões das FARC colombianas, Raul Reyes, morto recentemente por tropas militares da Colômbia, dirigidas ao nosso excelentíssimo senhor presidente da república, e que foram encontradas, entre outras coisinhas também comprometedoras de envolvimento do governo brasileiro com os terroristas, nos computadores de Reyes apreendidos na mesma operação em que ele foi morto – são alguns dos casos que estão sendo tratados pela cobertura midiática com relevância muito aquém do destaque que mereceriam, tamanha importância que têm no próprio destino do país.
 

ITEM 24

acelente para reb.san.
Re: DESCULPAS HIPÓCRITAS
Mostrar detalhes 19/06/2008
De acelente ...@terra.com.br
Enviado
às...
Para reb.san.
...@gmail.com

Prezada Srª Chritina Fontenelle:

Estou exatamente sintonizado com seu pensamento. Aliás, a partir de julho começo a fazer palestras nas ADESGs e, pode estar certa, que suas considerações serão elencadas, à medida que a temática, sobre o caso em tela, surgir. Se puder me remeter seus artigos a esse respeito, eu agradeço.

O meu abraço respeitoso.

ANTONIO CELENTE VIDEIRA   
 

ITEM 25

De: "R. San." ...@gmail.com
ata
: Thu, 19 Jun 2008 14:07:35 -0300
Assunto: DESCULPAS HIPÓCRITAS

DESCULPAS HIPÓCRITAS

Por Rebecca Santoro

19 de junho de 2008

Que palhaçada é essa de todo mundo sair pedindo desculpas aos moradores do Morro da Providência no Rio de Janeiro, por causa de um assassinato cometido por traficantes rivais no Morro da Mineira, contra três jovens daquela comunidade, que provavelmente também tinham ligações com traficantes, depois de terem sido entregues a seus algozes por meia dúzia de garotos fardados, não sem justificativa, revoltados com o desrespeito atrevido e impune de criminosos a uma instituição como o Exército Brasileiro?

O comandante do Exército? O chefe do Estado-Maior do Comando Militar do Leste? O Congresso Nacional? Todo mundo pedindo desculpas? Por quê?

Se alguém tem que se desculpar, não só com aquela gente, embora também com ela, é o excelentíssimo senhor presidente da república, Lula da Silva, que, por acaso, só abriu a boca para classificar o episódio como “abominável” e para determinar que uma comissão da Secretaria Especial de Direitos Humanos investigasse o caso.

Abominável, senhor presidente? Abominável foi o senhor ter dado a ordem para que o Exército entrasse no morro da Providência para dar guarida a um projeto eleitoreiro de seu companheiro de ideais, o senador Marcelo Crivela, ignorando solenemente todas as recomendações em contrário, documentadas e devidamente assinadas, encaminhadas ao senhor, pelo seu Comandante do Exército, que o senhor deve achar que também chegou ao ‘poder’ sem muito ter trabalhado e estudado para isso - portanto, um bobalhão a quem não se precisa dar ouvidos. Ao agir assim, com plena consciência dos riscos que a operação representava, o senhor presidente atraiu todas as responsabilidades sobre estes riscos para si.

Vai dizer que não sabia disso, que não sabia de nada, como sempre? É que honra, dignidade, seriedade, responsabilidade são coisas que ou se tem ou não se tem dentro de si. Nada disso pode ser comprado, nem mesmo secretamente, por meio de cartão corporativo, por exemplo, não é mesmo?

O Exército tinha que pedir desculpas mesmo. Mas, não àquela comunidade, ou pelo menos não somente a ela. O EB está devendo desculpas e explicações a toda sociedade brasileira, já faz um longo tempo. E não é por causa desse negócio de ‘tempos da ditadura’ que colocaram o país na posição de oitava economia do mundo, não, inclusive com pleno emprego. A Instituição das FFAA, portanto incluídas aqui Marinha e Aeronáutica, deve se desculpar perante a sociedade por estar desempenhando o papel de muda e de omissa, durante pelo menos os últimos 20 anos, recolhida à clausura de seus próprios problemas, chamados ‘militares-técnico-operacionais’, como se estes problemas não fossem também, e principalmente, os da própria sociedade, que paga seus impostos para ter Forças Armadas que lhe garantam soberania, integridade territorial e segurança.

Somente agora, apenas para dar um exemplo, quando talvez já seja tarde, pela voz do General Heleno, que obviamente pôde contar com o beneplácito da colaboração da imprensa em destacar a matéria, é que o Brasil inteiro ficou sabendo do sério risco que corremos de termos que conviver com ilhas de poder paralelo, compostas por nações indígenas, entrecortando o território nacional. Será que, agora, nessa altura do campeonato, conseguiremos resolver a contento para os brasileiros esse problemão? Não serão também responsáveis por esta situação aqueles que dela sabiam e que, em cargos importantes, talvez pudessem ter sido ouvidos se tivessem falado a respeito, mas que preferiram se esconder atrás do conceito deturpado de disciplina e de hierarquia, para proteger estes mesmos cargos?

As Forças Armadas devem desculpas também aos brasileiros por terem distribuído medalhas da Instituição a pessoas que a elas não faziam, absolutamente, jus. Personalidades, indivíduos, fardados ou não, podem lá puxar o saco de quem bem entenderem. Cada um que se coloque o próprio preço. Mas, usar honras institucionais das FFAA para dar vazão a conceitos subjetivos de mérito, baseados em escolhas de caráter pessoal, ignorando as especificidades meritórias bem definidas, inclusive por escrito, destas medalhas, é atitude de quem não consegue distinguir o público do privado – de quem acha que ‘tomar posse’ em cargo de chefia de instituição é o mesmo que tomar posse da própria instituição.

Como é que as FFAA se permitiram chegar nesse estágio de sucateamento, de aviltamento salarial, de se deixar humilhar publicamente, muitas vezes sob acusações mentirosas sobre elas? Quem é que vai se desculpar perante os brasileiros diante das nefastas conseqüências que essa situação vem produzindo na vida nacional?

E o Congresso Nacional, então, pedindo suas desculpas à comunidade no Morro da Providência? O que significa isso? Uma piada? Um deboche?

Não me lembro de ter visto movimentação no sentido de pedir desculpas, por exemplo, aos familiares das vítimas do avião da TAM que se acidentou em Congonhas no ano passado, matando 199 pessoas. Por que o Congresso deveria ter se desculpado? Ora, por que foi este quem homologou as indicações desastrosas da presidência da república para a diretoria da Anac, uma diretoria escolhida política e não tecnicamente, que foi a agência responsável por passar documentos de conteúdo inverídico ao Ministério Público, que, por sua vez, com base nestes documentos, acabou por autorizar pousos e decolagens de aeronaves pesadas, também em dias de chuva, no aeroporto de Congonhas. Onde estava, então, a patrulha dos Direitos Humanos?

Ah! A patrulha dos Direitos Humanos estava mobilizada para ridicularizar os movimentos pacíficos surgidos pelo país contra o governo de Lula e contra o caos aéreo e a corrupção. A patrulha quer ter o monopólio sobre as manifestações e sobre seus conteúdos. Parte da mídia cooptada aderiu à ridicularizarão destes movimentos surgidos legitimamente. Prestou um grande desfavor. Mas, como também não saiu se desculpando aos moradores da Providência, embora lhes dê espaço e voz, sob pretexto de ‘isenção’, vou deixá-la de fora desse discurso.

O Congresso Nacional deve muitas desculpas, com certeza, porém a todos os brasileiros. A casa deve desculpas pelo ‘mensalão’, caso que vai acabar prescrevendo na Justiça e não colocará ninguém na cadeia nem fará também com que os prejuízos sejam ressarcidos aos cofres públicos. O Congresso deve desculpas pelo corporativismo que faz com que criminosos se protejam entre si naquela casa. O Congresso deve desculpas aos brasileiros pela produção intensiva de pizzas, numa CPI atrás da outra, por causa de conchavos, de dispositivos legais usados para bombardear todas as chances da boa apuração do que quer que seja. O Congresso deve desculpas por ter recriado a CPMF, que era para ser provisória, tendo durado mais tempo do que deveria, com outro nome. Há tanto para se desculpar ao povo brasileiro que não dá para citar tudo num simples artigo.

Então qual o motivo de todo esse festival de hipocrisia? Desacreditar as FFAA perante a opinião pública? Por quê? Medo de insurreição popular? Ora, já não se viu que as ruas do país são monopólio do crime organizado e dos arruaceiros dos chamados movimentos sociais – todos sustentados com verbas governamentais e outras ainda vindas do exterior, sob forma de doação? Medo de insurreição eleitoral? Com urnas eletrônicas sem voto impresso e com a permissão de que se minta descaradamente nos palanques eleitorais espalhados pelo país, sem falar no festival milionário de propaganda oficial do governo? Só pode ser brincadeira.

Chega de desculpas! Pedir desculpas não exime ninguém de crime que se tenha cometido. E muitos crimes, de toda a espécie, têm sido cometidos contra o país, contra a população brasileira. Para o crime, pode haver explicação, mas não desculpas. Para o crime, não se quer desculpas, mas punição.

ITEM 26

Responder
acelente para ... chrisfontell...
mostrar detalhes 24/06/2008

Prezados (as) amigos (as):

Não podendo ficar em silêncio, diante da tentativa em desmerecer as Forças Armadas, através da notícia bem produzida, compartilho com os amigos(as) o meu clamor, já distribuído para alguns BLOGs.

O QUE ESTÁ POR TRÁS DA PROVIDÊNCIA

            É inacreditável como uma ação isolada de jovens militares, condenada por todos, pode desmerecer o Exército Brasileiro, instituição, até semana passada, considerada pelas pesquisas de opinião, como uma das mais confiáveis junto à Sociedade!

            Eu não sabia que as manchetes poderiam chegar a tal ponto: “Exército pede perdão à Providência”; “Juíza manda Exército sair da Providência”; “Militares matam covardemente jovens da Providência”.

            Vejo uma verdadeira articulação por trás disso tudo. Eu me pergunto, por que a mídia pode chegar a esse ponto? Acredito numa verdadeira orquestração e, pior, esses profissionais de comunicação estão dando um tiro no próprio pé e outro no coração da nação brasileira.

            A patriótica declaração do General-de-Exército Augusto Heleno contra a demarcação contínua da Reserva Raposa / Serra do Sol e a ineficaz Política Indígena desencadeou uma série de acontecimentos tentando desmerecer o nosso Exército.

            Primeiro foi a participação, em um programa de televisão, de dois sargentos homossexuais denegrindo as Forças Armadas e fazendo acusações a seus superiores, impactando algo que é basilar na carreira, ou seja, o princípio da hierarquia e da disciplina. Depois, a divulgação maldosa sobre a morte de um cadete da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), em conseqüência de um treinamento de resistência, que é comum e faz parte do programa de formação do Oficial do Exército. Agora, a morte de três rapazes do Morro da Providência, executados por assassinos frios, mas com a participação de militares do Exército.

            Nesse exato momento em que tudo isso está ocorrendo, coincidentemente, há um reclamo para o Supremo Tribunal Federal (STF) julgar, imediatamente, sobre a decisão de se demarcar, em terras contínuas ou não, a Reserva Raposa / Serra do Sol.

            Vejam que isso tudo é assintomático. A estratégia da Guerra de 4ª Geração está sendo aplicada, para se obter resultados que não se sabe a quem interessa, enquanto brasileiros.

            O desmanche da família, o descrédito de instituições sérias, como são as Forças Armadas e outras, a destruição da Igreja, o recrudescimento de diferenças entre brancos e negros, através de cotas raciais para o ingresso em universidades, o confronto entre índios e agricultores, e agora Exército Brasileiro e gente humilde, em conseqüência de uma atitude isolada e imatura de um jovem tenente e seus subordinados.

            O Brasil que minha geração conheceu, ainda nas aulas de História e Geografia dos antigos Cursos Primário e Ginasial, se caracterizava pela união entre brancos, negros e índios. Por que há tanto interesse em desagregar a Nação?

            Vejam que, no caso da morte dos rapazes da Providência, não se fala mais que dois deles já tinham passagem na polícia, que somente agora a polícia inicia as buscas para a captura dos verdadeiros assassinos e, o mais interessante, não se revelou para a Sociedade, após o depoimento do Tenente Vinícius, qual foi o grau de desacato dos rapazes da Providência à patrulha militar.

            Para o Tenente Vinícius e os demais militares tomarem certas atitudes, após uma noite de serviço e cansados, é porque, naturalmente, os rapazes assassinados, após virem de um Baile Funk, não se sabendo como poderiam estar seus estados alterados de consciência, em conseqüência de bebida alcoólica ou outras, devem ter desrespeitado os militares, bem como maculado a imagem do Exército Brasileiro.

            Tenho certeza que se deparassem com uma patrulha da Polícia Militar (PM), não teriam desacatado os policiais, por saberem o seu elevado grau de truculência. Em se tratando de militares, e cientes que são disciplinados e obedientes aos regulamentos, acharam que poderiam retrucar, podendo, no máximo, acontecer um auto de prisão, com a seguida soltura, retornando a sua Comunidade como heróis.

            Infelizmente, foi uma avaliação “burra”, pois estavam se defrontando com rapazes de suas idades e com a “libido” aflorada como as deles.

            Um tenente de 24 anos, recém-formado, com todos os valores nacionais introjetados em si, um verdadeiro guerreiro, com “faca na boca” e, mais do que isso, vergando com orgulho o uniforme do Exército Brasileiro não iria permitir que qualquer um lhe desrespeitasse e muito menos a Instituição a que pertence. Talvez outros militares, pela formação, fizessem o mesmo, ou seja, prendessem os infratores.

            A aplicação de um corretivo, por sua conta, muito usado por cadetes veteranos das Escolas Militares, não foi dimensionado, pelo oficial, como uma conseqüência nefasta, principalmente quando pediu auxílio a traficantes de facção contrária aos jovens da Providência. Aí foi o erro de grave proporção que, com toda certeza, receberá punição exemplar.

            Mas, a partir daí, os holofotes, provenientes de correntes que querem desestabilizar nossas instituições, focaram o Exército Brasileiro.

            Quando se vê autoridades e organizações em prol dos direitos humanos desfilando no Morro da Providência, utilizando-se de uma mídia espúria e manuseando a externação de “inocentes úteis”, como os moradores daquela Comunidade, ressoando, como palavra de ordem, “a retirada do Exército”, é nítida a orquestração oportunista em manchar uma instituição séria e querida pela população.

            Como se fossem meretrizes de cabarés, ao verem a virgem desnuda, tocam pedras e acusações por algo isolado e que será reparado.

            Quando um dos jornais anuncia a “frieza do Tenente”, diante da leitura do seu depoimento e externa com suas palavras: “É isso. Só corrige duas vírgulas”, o oficial estava tendo a coragem de avocar para si a culpa. Como mais antigo e comandante da patrulha militar, assumia a responsabilidade. Essa atitude mostra para que foi formado. Esse é o posicionamento do verdadeiro líder militar, que, no fundo, é uma mística incompreensível para o medíocre analista, classificando tal atitude de “frieza”.

           Muitos que estão indo à passarela da Providência e já foram envolvidos em escândalos, não tiveram essa altivez. A culpa nunca foi deles, mas sim de assessores ou atribuíam as acusações à perseguição política da oposição.

            São falsos moralistas, tentando tirar “casquinha” do Exército Brasileiro, dando “tapas” em todas as direções, através de elocubrações as mais estúpidas. No entanto, acovardam-se não se apresentando como relatores de CPIs, com o fim de averiguar autoridades públicas com desvios de conduta, as quais são verdadeiros Al Capones da Sociedade Carioca. Felizmente, viram-se ainda observações sensatas, por um número diminuto de homens públicos, entendendo que a ação era isolada, não significando tratar-se de um ato da Força Terrestre.

            Esse é o cenário que se está vivendo, onde as Forças Armadas, guardiãs dos interesses nacionais, são apedrejadas pela “maquievelice” de atores que nada têm a ver com os destinos do País.

            Tenho certeza que o silêncio e a observação será a postura inteligente do nosso Exército Brasileiro. O sábio procede dessa forma, tornando-se sóbrio diante do pecador intoxicado de ódio.

            Para quem não sabe, os militares da Nação Brasileira têm suas origens nas liturgias da Cavalaria Templária, que atravessando a Epopéia da Ordem de Cristo, traduzida pelas grandes navegações portuguesas do século XVI e pelas penetrações, em nosso território, com as expedições das entradas e bandeiras, culminaram nas Forças Armadas, cuja História do Brasil registra as mais belas páginas de um passado repleto de heroísmo e honradez.

            Portanto, não serão articulações etéreas e virtuais que irão abalar algo de real que denota o orgulho da nossa gente brasileira, provedora das fileiras castrenses.

            O nosso povo jamais se deixará enganar por propagandas nocivas, já que divisa, através do emaranhado difuso programado, o fulgor do Panteão de Caxias.

            Para finalizar, conclamo a lavra do escritor, com tendência poética e filosófica, sobre o Brasil e as Forças Armadas:

 "É a nação abençoada, onde os militares organizam-se em cruzadas religiosas, trocando a espada da morte pela paz do espírito, o manual de guerra pelo Evangelho do Cristo, porém oferecem suas vidas em intenção à ordem e à soberania nacionais. Avante, pois, Brasil, Terra da Promissão".

Antonio Celente Videira

Cel. Int. R1 Aer.
ESTÁ AUTORIZADA A DIVULGAÇÃO A OUTROS INTERNAUTAS
 

ITEM 27

acelente para chrisfontell, mim
mostrar detalhes 28/06/2008

Ilmª Srª Chritina Fontenelle:

Informo que, no período de 07 a 11 de julho, haverá o Estágio Intensivo de Mobilzação aí em Brasília, promovido pelo Ministério da Defesa, com palestras e aulas acontecendo na Fundação Getúlio Vargas (FGV). Eu estariei presente, quando na 2ª feira, dia 07 de julho, farei uma palestra sobre DESENVOLVIMENTO E SEGURANÇA. A FGV, a partir de 3ª feira, irá ministrar Gestão do Conhecimento, quando então passarei a ser aluno. Caso a senhora ou outra pessoa do seu relacionamento, que possa ser um multiplicador de opinião, se interesse em fazer o curso, posso ver a com o MD sobre a possibilidade de incluir na turma. Também escrevi um artigo sobre o incidente na Providência, intitulado O QUE ESTÁ POR TRÁS DA PROVIDÊNCIA e enviei para a senhora. Pergunto se recebeu?

Deixo as minhas respeitosas saudações.

ANTONIO CELENTE VIDIERA
 

ITEM 28

Christina Fontenelle para acelente
Mostrar detalhes 30/06/2008

Caro amigo,

Primeiro, gostaria de dizer que adorei seu artigo e que ele já foi publicado no site IMORTAIS GUERREIROS (de Rebecca Santoro). Quanto ao estágio, poderia mandar a programação? Já tenho compromisso, mas, dependendo, posso ver se troco de agenda com alguém ou se posso pedir para enviarem alguém de confiança. Por outro lado, gostaria de ter a oportunidade de me encontrar pessoalmente com o senhor. Se não der jeito, fica prá próxima, mas vou tentar.

Um grande abraço,

Christina
 

ITEM 29

acelente para chrisfontell
Mostrar detalhes 01/07/2008

Prezada Srª Christina Fontenelle:

Primeiramente, agradeço a divulgação das minhas reflexões no Blog IMORTAIS GUERREIROS. Em seguida, informo que conversei com meus colegas do Ministério da Defesa sobre a sua participação ou pessoa de sua confiança e me informaram que o ESTÁGIO DE MOBILIZAÇÃO NACIONAL será para fúncionários públicos que pertencem aos Ministérios elos do Sistema Nacional de Mobilização (SINAMOB). Todavia, a participação como convidado(a) ou ouvinte não teria problema, pelo contrário, seria uma honra,sendo a sua pessoa. Deixo a seu julgamento sobre o melhor para a senhora ou seus convidados. Quanto a minha estadia aí em Brasília, estarei na Fundação Getúlio Vargas (FGV), situada à Avenida L2, Quadra 602, a partir de 2ª feira até 6ª feira. Na 2ª feira, à tarde, vou me ausentar por ter uma missão na Aeronáutica, ficando de 3ª a 5ª feira em horário integral e 6ª feira, às 12:00hs, estarei indo para o aeroporto, retornando para o Rio de Janeiro. Vou enviar,em outro e-mail,a programação do evento.

O meu abraço respeitoso.


ANTONIO CELENTE VIDIERA
 

ITEM 30

De acelente ...@terra.com.br
Para ...@gmail.com, ...@gmail.com
Data
1 de julho de 2008
Assunto Normas para o Estágio Nacional de Mobilização
Enviado por terra.com.br
Ocultar detalhes 01/07/2008

Prezada Srª Christina:

Encaminho em anexo as Normas para o Estágio Nacional de Mobilização.

O meu forte abraço

ANTONIO CELENTE VIDEIRA

Normas_do_EMN_2008_06JUN.doc

Responder Encaminhar
 

ITEM 31

acelente para chrisfontell, mim
Mostrar detalhes 09/10/2008
Desmanche das FA

Srª Christina:

Estou escrevendo isoladamente, mas o assunto é referente ao artigo "Desmanche das FA".

Li pausadamente, mas o articulista e nem mesmo a senhora perceberam algo que consta no Plano Nacional de Defesa que realmente, se concretizado, exterminará com o último bastião do nacionalismo. Estou falando da transferência da ESG para Brasília.

Passo a não acreditar em uma estratégia de defesa que coloca no seu bojo a transferência da ESG. Acho que não é o local adequado.

Para não me alongar, informo que antes de ser publicado a Estratégia de Defesa, no dia 07 de setembro, quando em viagem para Brasília ou rumores a respeito da ESG, no sentido da sua desatualização.

Imediatemente, quando retornei ao Rio e depois destacado para proferir uma palestra na ADESG em Londrina, eu, "enfurnado" em um hotel naquela cidade, longe da família, preparei um documento ao Exm. sr. Almirante - Comandante da ESG, preparei um documento falando sobre o assunto.

Iniciei o documento, usando uma frase sua, no artigo QUEM É O INIMIGO, publicado em IDÉIAS EM DESTAQUE, quando a senhora fala que o MELINDRE É O ESCONDERIJO DOS INCOMPETENTES. Graças a Deus consegui sensibilizar o Comandante e a partir daí algumas providências já foram tomadas, a fim de neutralizar esse plano ardiloso, embora percebo que sejam providências tímidas.

Não remeto o documento para a senhora, porque é algo pessoal, apesar de alguns militares de alta-patente, meus amigos terem recebido cópias.

Todavia, vou transformá-lo em um artigo e aí sim vou pedir para unirmos forças, através dos seus BLOGs e outros nacionalistas, para que possamos agir a tempo.

Não transformei ainda a carta pessoal ao Almt. em artigo porque estou às voltas com a cooordenação do Curso que sou responsável na ESG que trata de LOGÍSTICA E MOBILIZAÇÃO. Mas daqui há duas semanas o curso terminará e a primeira coisa que farei é reescrever o texto e enviar a senhora e aos demais leitores. De qualquer forma, gostaria de ouvi o seu comentário.

Deixo o meu abraço respeitoso, extensivo à família.

ANTONIO CELENTE VIDEIRA
 

ITEM 32

Christina Fontenelle para acelente
Mostrar detalhes 09/10/2008

Estava com saudades. Não deu mesmo pra ir ao seu encontro quando esteve aqui em BSB - estava completamente inchado o meu rosto...

Vamos ao que interessa.

Eu já escrevi duas vezes sobre esse Plano e sobre o tal do Mangabeira - tentando agir em conluio com russos e tentando comprometer nossos serviços de inteligência com trocas de informações. Bem feito: os aviões russos dançaram... Está cheio de militares e de ex-militares achando que Mangabeira é um gênio, um patriota, etc.

Eu sempre digo: se ele fosse patriota não teria seus filhos e sua família morando, estudando, vivendo no exterior - lá nos EUA. Ele quer é fazer os brasileiros de cobaia para seus sonhos socialistas totalitários de igualdade forçada, tentando impor sua intelectualidade e seu modo de ver a vida como se fosse melhor ou superior dos que os dos 'simples mortais' - já que ele se acha um Deus, um gênio. Ele pode ser articulado, bem informado, culto e ótimo orador - mas está longe de ser inteligente. Não existe sob a face da terra nenhum ser inteligente que comungue de idéias socialisto-comunistas (é o que eles chamam de democracia popular, que, na realidade, é a ditadura dos ignorantes manipulados).

Mas, o pior: quando falo de Roraima e de outras questões, sucesso absoluto! Mas, quando tento chamar atenção sobre este ministério da Defesa, sobre este governo (que está enrolando as FFAA), sobre o Mangabeira e sobre o perigo da associação entre nacionalismo e antiamericanismo, poucos me escrevem falando sobre os temas (exceto os petistas com suas baixas ofensas de sempre). NINGUÉM PRESTA ATENÇÃO!!!! NEM OS MAIORES INTERESSADOS: OS MILITARES!!!!

Eu resumi bem no artigo sobre 'Desmanche das FFAA' o que acho desse Plano, embora não tenha entrado em detalhes. A parte que quer obrigar rapazes a prestar um ou dois anos de serviço social obrigatório, então, é um absurdo totalitário antiprodutividade!

Não sabia dessa intenção de transferir a ESG. O senhor é a pessoa ideal para escrever sobre esse tema, pela sua experiência e pela sua torcida pelo Brasil e pelos brasileiros. Portanto, espero sua análise para emitir alguma opinião.

Eu gostaria que houvesse filiais da ESG em cada estado brasileiro - com cursos excelentes e todas com intercâmbio entre si. Eu, por exemplo, gostaria de fazer um curso na ESG (estarei no RJ o ano que vem inteiro... Quem sabe???).

Agora, a excelente notícia que me trouxe seu e-mail (a ótima, a formidável) é que TEM GENTE DENTRO DAS FFAA TENTANDO FAZER ALGUMA COISA PARA BOICOTAR ESTE PLANO (E ACABAR COM ESSA FARSA). Estarei aqui, pronta para divulgar e jogar no ventilador o seu artigo... Vamos logo que o tempo urge!!!!!!

Um grande abraço
 

ITEM 33

De acelente ...@terra.com.br
Enviado
às...
para ...@gmail.com,
Data 15 de novembro de 2008
Assunto Em defesa da ESG
Prezada Srª Christina Fontenelli:

Segue o artigo em defesa da ESG que agora acabo de elaborar. Esse documento é produto de um documente que fiz para o Cmt da ESG. Agora o transformei em um artigo, retirando o nome do Comandante e reflexões de interesse apenas para o público interno da ESG. Por outro lado, acrescentei outras reflexões ostensivos àSociedade.

Dou total liberdade para senhora elaborar outras belíssimas e oportunas produções suas, utilizando dados que coloquei neste artigo. Aliás, inicio esse artigo fazendo menção a trechos do seu artigo QUEM É O INIMIGO, publicado em IDÉIAS EM DESTAQUE. Espero que outras pessoas venham em defesa da ESG, já que não estou ouvindo vozes nesta direção. Antecipadamente, agradeço a sua atenção.

Deixo o meu forte abraço.

ANTONIO CELENTE VIDIEIRA

EM DEFESA DO ÚLTIMO BASTIÃO DO NACIONALISMO

– A Escola Superior de Guerra –

     Os  meus deslocamentos para Brasília, a serviço, deixaram-me estupefato diante dos comentários desairosos sobre a nossa Escola Superior de Guerra (ESG).

      Dentre os absurdos, segundo a minha ótica, destaco:

- a ESG está  ultrapassada e não serve para mais nada;

- o Método de Planejamento Estratégico da ESG parou no tempo e no espaço;

- a ESG no Rio de Janeiro está deslocada. Urge a sua transferência para Brasília, a fim dos políticos fazerem seus cursos. 

      Paro por aqui para não me alongar, mas digo que são produções infundadas, não se sustentando com cinco minutos de diálogo, se confrontadas com as reflexões dos que conhecem e vivem a ESG e pensam diferente. É lógico que num embate como este não pode influir o peso de posições funcionais elevadas, pois estas não estão permitindo ainda vozes sensatas manifestarem-se contrariamente.

      No dizer da psicóloga e socióloga Christina Fontenelle, no seu brilhante artigo intitulado “Quem é o inimigo?”, publicado no exemplar de n.º 26, JAN/ABR2008, de IDÉIAS EM DESTAQUE, publicação do Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica (INCAER), a autora aborda que “o esconderijo da incompetência é o melindre... os incompetentes e os culpados escondem-se atrás da suscetibilidade... porém, os mais inteligentes são sempre vistos como ríspidos, arrogantes e agressivos”. Eu complementaria às palavras da socióloga dizendo que os mais sensatos, atualmente, estão sendo vistos como “contrários ao progresso”.

      Aliás, hoje, por estar-se engolfado no mundo da informação, o verdadeiro chefe ou o gestor está diante de um dilema. Ele deve desenvolver talento para perceber a nítida fronteira entre o novo que nada vai acrescentar à otimização finalística de um determinado processo e o assessoramento correto e leal, a partir de pessoas mais antigas com experiências e especialistas sobre um determinado saber. Estas últimas, normalmente, em organizações “apinhadas” de aventureiros e levianos, são classificadas como retrógradas ou reacionárias. Eis aí o grande desafio que os verdadeiros líderes, desta “sociedade em rede”, devem identificar.

      Voltando à nossa ESG, fiquei constrangido quando alguém me disse que a ESG vindo para Brasília, nossos políticos voltariam a fazer parte do seu Corpo de Estagiários. Esta é uma afirmação tão infantil que dá para perceber a falta de largueza perceptiva.

      Onde já se viu o político atual deixar de participar da “festinha junina” do interior do seu estado no Norte ou no Nordeste para assistir aulas de Cratologia (estudo do Poder) ministrada pela ESG? Se Brasília é hoje local para sediar a ESG, por que, aproximadamente, há dez anos, não acontecem Ciclos de Estudos de Política e Estratégia (CEPE) na Delegacia da ADESG da Capital Federal? Por que o GETRAM (Gerência Executiva de Transporte e Mobilização), um excelente Curso de Logística de Transporte, ministrado pelo Exército Brasileiro, em parceria com a Faculdade da Terra, não foi para frente? Qual o motivo que influenciou a não permanência do antigo Curso Intensivo de Mobilização Nacional (hoje Curso de Logística e Mobilização Nacional –CLMN) em Brasília, funcionando naquela cidade no curto período de 1982 a 1986, a retornar para a ESG em 1993? 

      Essas são questões que não se calam e não podem ficar fora do estudo do processo decisório (se é que vai haver) sério para remoção de uma Escola como a nossa.

      Apresento um quadro abaixo, demonstrando que os homens públicos de outrora, quando cursaram a ESG, eram pessoas inexpressivas na vida nacional. 

NOME

QUALIFICAÇÃO QUANDO CURSOU

Ernesto Geisel

Coronel de Artilharia

Lauro Sodré  Neto

Engenheiro

Humberto de A. Castelo Branco

Gen. de Brigada

Sylvio Frota

Ten. Cel. Cav.

Tancredo Neves

Bacharel

Délio Jardim de Matos

Ten. Cel. Av.

Mario Andreaza

Maj. Inf.

Antônio de Arruda

Desembargado

João Figueiredo

Ten. Cel. Cav.

Saturnino Braga

Procurador

Celso Sucokow da Fonseca

Engenheiro

Theophilo de Azevedo

Professor

Mario Amato

Industrial

Golbery do Couto e Silva

Ten. Cel.

Diogo de Figueiredo

Cel. Cav.

Omar Fontana

Bacharel

Arnaldo Niskier

Professor

Luis Fernando Furlan

Engenheiro

      Percebe-se que a falácia de que autoridades constituídas cursaram a ESG é de uma infantilidade inigualável, não sendo, portanto, justificativa para o quadro de estagiários, se em Brasília, fosse constituído de autoridades.

      Por outro lado, quer queira ou não, o Rio de Janeiro é ainda o Centro Cultural do Brasil, gozando a ESG o privilégio de estar nas proximidades da Academia, isto é, recebendo conferencistas de universidades no próprio Rio de Janeiro, Minas gerais, São Paulo e, até mesmo, de Brasília, a menos de uma hora e meia de vôo.

     Em contrapartida, Brasília, uma cidade altamente politizada, vai desconfigurar o último ”bastião” onde se estuda o Brasil, entre civis e militares, de forma isenta e imparcial. A Escola de Estado vai se transformar em Escola de Governo. Substituir-se-á um aprazível local, com tradição, nascedouro do Rio de Janeiro, com a chegada de Estácio de Sá, por instalações frias, ilhadas pelo sentimento público fantasioso que não retrata, graças a Deus, os verdadeiros anseios do povo brasileiro. Em suma, trocar-se-á a cidade maravilhosa, decorada com os encantos da natureza, pelo arrroubo da urbe empedrada, contendo, na intangibilidade de suas linhas arquitetônicas, a insipidez dos interesses grupais.

      Se a ADESG de Brasília não promove CEPEs há  dez anos, a ESG, “sediada no Rio de Janeiro”, projeta o seu braço na Capital Federal, através do Curso de Gestão de Recursos de Defesa (CGERD), produzindo elevados elogios, a partir de oficiais das três Forças Singulares e civis de repartições públicas que tiveram o privilégio de freqüentarem suas aulas e palestras por prestarem serviço em Brasília. O fato do CGERD estar dando certo em Brasília é porque, no seu bojo, guarda a mística do método de ensino da ESG forjado por ícones como os Marchais Oswaldo Cordeiro de Farias, Juarez Távora, César Obino, Desembargador Antonio de Arruda e tantos outros abnegados pela causa “esguiana”.

      A evolução desse método, em sincronia com o comportamento do mundo atual, deve-se à dedicação do seu Corpo Permanente, do qual tenho a honra de pertencer e que, sem alardes, pesquisa e se atualiza, procurando fazer o melhor, não obstante os óbices naturais da Administração Pública.

      Quanto ao inconsistente argumento sobre a desatualização do conteúdo programático, não sei de onde isto está vindo. A ESG é parceira da COPPEAD, quando todos os seus cursos têm professores, além dos brilhantes membros do Corpo Permanente, os daquela Instituição, cujo posicionamento é destaque em excelência de Gestão Estratégica no Brasil e no mundo. A COPPEAD, desde 2001, por seis vezes, no Ranking Anual do Financial Times, está classificada entre os 100 melhores programas de MBA do mundo e posiciona-se entre os 12 programas de pós-graduação em Administração da América Latina, segundo a revista chilena América Economia.

      Com a Universidade Federal Fluminense (UFF), está-se buscando uma parceria, em fase final de concretização, na área de Defesa. Aliás, no Segundo Simpósio de Defesa, realizado no período de 15 a 18 de julho do corrente, pela Associação Brasileira de Estudo de Defesa (ABED), na UFF, com a participação das escolas militares de Altos Estudos, de Aperfeiçoamento, e de Formação das três Forças Singulares, além de diversas universidades do Brasil, representadas por professores e mestrandos, lá estava a ESG, com alguns de seus professores, todos também doutores e mestres, formados por centros de excelências em pesquisa, cujas apresentações de suas temáticas foram alvo dos mais efusivos elogios proferidos por oficiais da Aeronáutica, todos meus ex-cadetes, destacando esses colegas como superiores em profundidade e objetividade, em relação aos demais professores que lá naquele simpósio também se apresentavam.          

      Por conseguinte, não consigo entender por que flui a conversar de termos um Corpo Permanente despreparado. Se forem levantadas as qualificações dos membros do Corpo Permanente, verificar-se-á que a grande maioria possui mestrado e doutorado, reconhecidos pela Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (CAPES). Além disso, existe uma intensa produção de artigos em periódicos diversos e participação em simpósios e congressos, denotando a ESG ser possuidora de excelente “capital intelectual”.

      Se este que está escrevendo estas linhas fala isso, é porque vive esse momento também. Participa de certames no mundo acadêmico com a elaboração de artigos publicados em anais e periódicos científicos e técnicos, que circulam no mundo universitário e no meio empresarial. Quem não vive intensamente as atividades da ESG e da ADESG, ouvindo distorções ou então se contentando com “leituras na diagonal”, permanecendo na superficialidade das questões, mas, por estar em função de decisão, acha que pode desmantelar obras intangíveis, como as produzidas pela Escola, junto às nossas elites.

      Outra parceria que a ESG tem é com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), cujos beneficiários são os estagiários dos Cursos de Gestão de Recursos de Defesa (CGERD), Logística e Mobilização Nacional (CLMN) e Altos Estudos de Política e Estratégia (CAEPE). Afora isso, existe forte relacionamento com escolas congêneres à nossa, através de protocolos de intenções e de cooperações, com países como China, África do Sul, Angola, Chile, Estados Unidos, Colômbia, Namíbia, Peru, Portugal, Uruguai e Espanha, além de receber comitivas de nações como França, Inglaterra, Singapura, Coréia do Sul e tantas outras e lá também comparecendo com as nossas, travando intensa troca de experiências com o mundo, de uma maneira geral, em assuntos de estudos relacionados a geoestratégia, defesa, segurança, economia e outros. Então, não vejo onde estar-se deslocado em relação aos demais Institutos de Altos Estudos espalhados pelo mundo.

      Por fim, é vergonhoso quando ouço falar que o nosso Método de Planejamento Estratégico está ultrapassado. Cabe aqui mencionar, como algo interessante nesta discussão, que não se faz qualquer tipo de crítica quanto ao Estudo de Estado-Maior ou ao Exame de Situação, ambos ministrados nas três Escolas de Altos Estudos das nossas Forças Singulares.

      Mas quanto ao nosso Método não. Este é antiquado. Ora, além do Estudo de Estado-Maior e o Exame de Situação, tive a oportunidade de estudar outros, quando fiz o Mestrado em Gestão e Tecnologia. A análise SWOT (Strengths-Força; Weaknesses-Fraqueza; Opportunities-Oportunidade; Threats-Ameaças), o método Analytic Hierarchy Process (AHP), a Pesquisa Operacional (PO), a Decision Support System (DSS), o Jogo de Empresa, a Análise Multicritério, utilizando, em alguns casos, o aplicativo informatizado “promoden”, como uma ferramenta de simulação, indicando soluções ótimas, tudo em cima de autores como Michael Pidd, Tamio Shimizu, Max H. Bazerman, Luiz Flávio Autran Monteiro Gomes e outros expoentes do estudo da Propedêutica e da Heurística. Em nenhum momento, percebi inferioridade no Método de Planejamento Estratégico da ESG. Pelo contrário, o nosso Método, com o auxílio da ferramenta PUMA, é, sobremaneira, objetivo, elucidativo e amigável diante das incertezas do decisor e superior aos mencionados acima, na configuração de cenários prospectivos.

      Logo, são inconcebíveis determinadas afirmações, em relação à nossa ESG, cujo teor ainda não percebi a qual fim se quer chegar.

      Diante da inverdade maldosa, produzi um documento ao Comando, sendo imediatamente tomadas providências, como por exemplo, a designação de um Grupo de Trabalho (GT), utilizando-se das inteligências de alguns membros do Corpo Permanente, com o objetivo de demonstrar o quanto custará de negativo, para o País, essa medida unilateral.

      Esse GT produziu um documento de abordagem profunda, a partir da pluralidade de reflexões de seus componentes, afastando decisões unilaterais e autoritárias, nefastas às soluções sensatas e efetivas.

      A transferência da ESG para Brasília, perdoe-me, não pode se concretizar sem uma prévia análise das Linhas de Ações Preliminares (LAP) estabelecidas por esse GT. Se isso acontecer, a decisão não será  técnica, mas levará a concluir que estará eivada de um viés dúbio.  

      Nesta contextualização, o Curso de Logística e Mobilização Nacional (CLMN) está também com os seus dias contados. Existe um documento, sem qualquer estudo prévio, tentando levá-lo para Brasília, como ocorreu há 15 (quinze) anos, sem resultado satisfatório, o que fê-lo retornar à ESG em 1993, no Comando do Tenente-Brigadeiro-do-Ar Pedro Ivo Seixas.

      Esse Curso é um dos mais elogiados, gozando de elevado nível de excelência, principalmente agora com a participação da COPPEAD, que ministra dentro  do mesmo um módulo especializado em Logística Empresarial.

      A ESG, para salvaguardar a continuidade do CLMN em suas instalações, também instituiu um Grupo de Trabalho, cuja conclusão foi a manutenção do mesmo no Rio de Janeiro, com a reativação dos Estágios Intensivos de Mobilização Nacional (EIMN), com duração de uma ou duas semanas, trazendo frutos alvissareiros, em termos de recursos humanos voltados à Mobilização Nacional, no período de 2004 a 2007, mas que, infelizmente, sofreu interrupção por determinação do Ministério da Defesa.

      O que se percebe é que os atores, com expertises no assunto, que deveriam estar sendo consultados para assessoramentos sobre mudanças de políticas de ensino de responsabilidade da ESG, não o são, mas passam a compor grupos de trabalho designados pelo Comando, com o fim de justificar o óbvio, diante de tentativas de usurpação de uma competência acadêmica desta Escola, já consagrada há mais de meio século. Está-se diante do dilema de que “o verdadeiro cego é o que vê, mas não enxerga, porém o surdo calculista é aquele que ouve e finge, maliciosamente, não escutar”. É por isso que a conquista dos objetivos de “cegos” e “surdos”, por conveniência, pisoteiam as mais sensatas respostas, diante de iminentes absurdos a serem instalados. A História da humanidade está repleta de registros desta natureza.

      Com a divulgação da Estratégia Nacional de Defesa, no dia 07 de setembro, tendo no seu bojo, em um de seus parágrafos, a transferência da ESG para Brasília, bem como o pronunciamento do Exm. Sr. Ministro da Defesa, no VIII Encontro Nacional de Estudos Estratégicos (ENEE), no dia 07 de novembro, na Universidade da Força Aérea (UNIFA) e a conseqüente publicação de suas palavras no jornal O Dia, de 08 de novembro, elucidou-se a   incógnita da equação, fazendo-nos entender que a “cantilena” do demérito e a inversão dos fatos sobre a ESG, previamente tão enfatizada, visa sensibilizar o Congresso Nacional a aprovar a Estratégia Nacional de Defesa, com a transferência da ESG para Brasília.

      Percebe-se um arranjo velado e o que está em jogo é a manutenção ou não de um centro que estuda desenvolvimento, defesa e segurança, mas, muito mais do que isso, discutem-se os valores morais de uma nação, diante das crises nacionais dos últimos tempos, principalmente junto às nossas elites, “estraçalhando” o que é mais relevante na contextualização de um povo: a justiça.

      Eu me pergunto: Por que essa investida contra a ESG? Será  que prevalece ainda o mito fantasioso e revanchista de que a Revolução de 1964 nasceu no interior de suas instalações? Qual o motivo de tentar-se acabar com a ESG, nos anos de 2004 e 2005, não indo à frente, e agora surgir uma nova proposta traduzida na sua transferência para Brasília? O que a Escola cometeu de errado, em termos de cumprimento da sua missão-fim, para ser assediada subliminarmente? Não seria mais sensato apontar, com embasamento, as possíveis falhas e solicitar e/ou conjuntamente executar as devidas correções? Será que é proposital a notícia-surpresa, objetivando impactar nefastamente, em termos psicológicos, a todos da Escola e, com isso, obstruir a difusão do nosso Pensamento Estratégico à Sociedade Brasileira? 

      Essas questões geradoras de controvérsias fazem-me insistir, portanto, que “o País não vive o instante de se transferir escolas, mas sim o instante de se construir escolas”. O sentimento de Defesa só se amalgamará em nossa gente com multiplicação de centros de estudos análogos à ESG  e não transferindo-a para uma Cidade sem vocação ao culto do Nacionalismo, descaracterizando, portanto, o único Centro de Altos Estudos que reúne civis e militares, em torno de projetos desenvolvimentistas de interesses para o Brasil.            

      Olho para trás e vejo aqueles que deixaram o legado da ESG às Elites Brasileiras, envolverem-se nas questões nacionais do passado, posicionando-se contra desmandos de oportunistas que queriam desestabilizar a Pátria. Nunca passaram, pelas cabeças daqueles líderes, nas situações difíceis que vivenciaram, até onde eu sei, interferência onde deveria ficar aquele ou este estabelecimento de ensino. Suas preocupações corajosas eram visando à ordem social, traduzida nos objetivos fundamentais constantes na nossa Constituição.

      Ao invés de retirar a Escola do Rio, por que não identificar as dificuldades existentes no sistema ESG/ADESG? Será que os mentores dessa idéia sabem como funciona o fluxo da informação pedagógica ESG/ADESG?

      Talvez a ADESG tenha sido a primeira organização em rede, hoje tão comum nas cadeias empresariais. Nos anos 50, quando a comunicação era através de telefonia à manivela, a ADESG levava a todos os rincões do País a palavra da ESG, funcionando como uma malha processual planificada, tudo porque havia vontade política por parte daqueles homens de visão que conceberam o sistema.

      Nas atuais megas empresas, que possuem conexão informatizada, tecnologia de rastreamento e telefonia celular, isso é comum.

      Por que então não investir neste sistema tão carente nos dias de hoje? O atual Diretor-Presidente da ADESG Nacional, sem querer desmerecer, mas, pelo contrário, enaltecendo a sua dedicação pela causa, está de “pires nas mãos” pedindo computadores à Receita Federal, a fim de mobiliar as delegacias mais carentes. Todos os meses, nos almoços de confraternização, no Clube de Aeronáutica, aquele nobre Presidente convida alguém da mídia, visando o bom relacionamento e a conseqüente divulgação dos trabalhos da ADESG nos meios de comunicações, já que a instituição não possui recursos para pagar uma propaganda produzida.

      Por que os custos que advirão com a transferência da ESG para Brasília não podem ser aplicados na aquisição de computadores e na divulgação da ADESG na mídia? Estudo criterioso constante do já citado GT da ESG, considerando o preço do metro quadrado da construção civil, fornecido pela Diretoria de Obras Civis da Marinha (DOCM), aponta, em uma das Linhas de Ações Preliminares (LAP), o custo superior a 43 milhões de reais para a transferência da ESG para Brasília. Acho que a Nação, diante de orçamentos cada vez mais restritos, não pode ser onerada, simplesmente, para atender vontades que querem mexer em algo que funciona bem. A Sociedade Brasileira tem que saber os bastidores desses números.   

      Ao iniciar este artigo, encontrava-me “enfurnado” em um hotel, em Londrina, em um belo domingo ensolarado, deixando para trás, no Rio de Janeiro, a minha família, com o meu neto adoentado, tudo para manter a presença da ESG na Delegacia e Representações da ADESG do Paraná. Na minha frente, ia um Professor, cujo sogro estava em um leito de um hospital no Rio de Janeiro, em fase terminal, vindo, logo a seguir, a falecer. Atrás de mim, vinha outro Professor que, depois, seguiria para outras localidades do País. Cada Membro do Corpo Permanente tem a sua história no cumprimento da missão, porém o denodo é o mesmo, cuja meta é levar o Pensamento da ESG aos diversos pontos do Território Nacional. A Assessoria de Assuntos Externos da ESG, setor que apóia a ADESG com instrutores e professores, desdobra-se na efetivação do planejamento e designação dos palestrantes, já que o efetivo de docentes é mínimo, tudo para que não haja ruptura no sistema de ensino da ADESG e, o mais importante, sem custos de diárias.

      Por outro lado, nessas mesmas delegacias e representações o que se percebe é a demonstração de altruísmo por parte dos delegados e representantes, com os membros de suas respectivas equipes que, anonimamente, oferecendo tudo de si, colocando, muitas vezes, recursos financeiros seus, para que o sistema ESG/ADESG não entre em colapso e haja paralisação dos ciclos de estudos.

      Atitude como essas são emblemáticas e trazem à tona o desprendimento de brasileiros, homens e mulheres, orgulhando-nos, mas que passa despercebida por aqueles que ocupam posições tão distanciadas. Por desconhecê-las, desejam fazer mudanças radicais e onerosas, ao invés de traçarem um plano na distribuição de pequenos recursos financeiros, a fim de corrigir possíveis distorções.

      Por fim, por que os “teóricos de gabinetes” não iniciam uma campanha, junto ao Ministério da Educação, com o apoio do Ministério da Defesa  e a Secretaria de Assuntos Estratégicos, visando a reintrodução das disciplinas de Moral e Cívica, Organização Social e Política Brasileira (OSPB) e Estudos de Problemas Brasileiros (EPB), respectivamente nos currículos dos Ensinos Fundamental, Médio e Superior? Proposta como essa talvez vá transparecer uma mentalidade retrógrada e militarista, já que se desconhece que a disciplina de Moral e Cívica foi introduzida no Ensino Público e Privado nos anos vinte, no Governo do Presidente Rodrigues Alves e não, como a maioria pensa, nos Governos Militares. Somente com o sentimento exacerbado de cidadania é que se inicia o processo de solidificação de Defesa. Isso só pode ser feito através da difusão das autênticas regras de conduta, costume e cultura consagradas na ESG. 

      É, portanto, com tristeza e desconfiança que percebo um movimento maldoso e mentiroso em relação ao relevante papel da ESG no contexto nacional.

      Parece que a técnica subliminar de Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda do Terceiro Riche, está se concretizando, naquilo que foi denominado “a grande mentira”. Afirmava, enfaticamente, aquela autoridade que “quanto maior a mentira e quanto mais fosse repetida, como é o caso da construção de que a ESG parou no tempo e no espaço, mais facilmente será aceita pelas autoridades constituídas e pelas elites pensantes do País”.

      Não se quer aqui cultuar um passado improdutivo. O que se propõe  é fidelidade para com a causa dos que nos antecederam. A Ordem Maçônica tem um ditado muito sábio, “tradição com evolução”. É isso que se deve buscar e é isso, com todo o ardor do meu coração que posso afirmar o que Corpo Permanente da ESG persegue.

      Indignado percebo todo um movimento ardiloso contra a ESG, não podendo, desta feita, como membro do Corpo Permanente e agora sendo guindado, no Instituto de Geografia e História Militar Brasileira (IGHMB), a tomar acento na cadeira de nº 61, cujo patrono é o Padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão, silenciar-me e permitir que com uma “canetada”, em recinto fechado, sem um prévio e sério estudo, estabeleça o destino de uma causa que muito custou a verdadeiros idealistas. Estes jamais podem ser traídos por tudo que fizeram em prol de um “Santuário do Saber” que se chama Escola Superior de Guerra.

      Encerro essas minhas considerações externando que a pior coisa que pode acontecer à criatura envolta numa causa nacional “não é ser punida pela justiça dos homens, mas condenada, eternamente, pelo Tribunal da História”.

      Logo, em nossas mãos, está o destino desta Escola que muito tem feito pela Pátria. 
 

ANTONIO CELENTE VIDEIRA – Cel. Int. R1 Aer 

NESTA CASA, ESTUDA-SE O DESTINO DO BRASIL,

PARA MELHOR SERVI-LO.

(Mal. Humberto de Alencar Castelo Branco)

e-mail: acelente...
 

ITEM 34

acelente para chrisfontell,
mostrar detalhes 22/11/2008

SrªChritina:
 
Gostaria de saber se a senhora reebeu o meu artigo em "Defesa da ESG"? Eu lhe enviei na semana passada.

O meu forte abraço

ANTONIO CELENTE VIDEIRA
 

ITEM 35

R. SAN. para acelente
mostrar detalhes 26/11/2008

Caro Coronel,

Somente volto hoje a começar a ler meus e-mails (já se acumulam uns 2000!!!!) e a tentar colocar as coisas em dia. Estive sem poder trabalhar com o PC por quase um mês - tudo por causa de um ataque de vírus que abrangeu inclusive os meus sites e blogs. Estes já estão quase todos corrigidos e prontos para reusar; mas, o PC, ainda vai demorar um pouco - embora já possa começa a trabalhar. Por isso, seu artigo deve estar aqui e vou procurá-lo agora.

Estive reunida, há duas semanas, mais ou menos, com um conhecido seu do Exército (ele está na ativa). Não citarei nomes, mas vou repassar seu e-mail para ele, pois ele disse que, há muito, precisa falar com o senhor. Quando ele escrever, saberá quem é. Gostaria de tratar um assunto sobre a ESG com o senhor, mas, vou escrever melhor depois sobre isso. O assunto é particular.

Um grande abraço,

Christina

Enviado às...
Para R. SAN.
...
@gmail.com

Data 26 de novembro de 2008
Assunto Fwd: ESG
Enviado porgmail.com
Ocultar detalhes 26/11/2008

Bom dia, amiga. Segue a mensagem que enviei ao Cel Celente. Quanto ao site, esperava um patrocínio do Manoel Vigas (Márcio), que ficou de conseguir junto a empresários de Curitiba, mas não deu certo. O valor é R$ 1.400,00 e continuo em busca de patrocínio. Caso queira conversar com o profissional, posso tentar marcar uma reunião com ele, mas julgo que seja melhor com o dinheiro na mão. Ok? Abraço

---------- Forwarded message ----------

From: C. C. …@gmail.com
Date
: 2008/11/26
Subject: ESG
To: acelente ….@terra.com.br

Bom dia, Coronel. Meu nome é XXXXXXX e sou XXXXXXXX, tendo realizado o EIMN aqui em Brasília em 2006, tendo tido o senhor como Instrutor. Não sei se o senhor recorda, mas fiquei de lhe conseguir alguma coisa sobre a XXXXXXXXXXXXXX e confesso que não lhe dei o devido retorno, até porque não obtive o êxito necessário na pesquisa.

Coronel, o que me traz a lhe perturbar por intermédio desta mensagem é que gostaria de lhe propagandear o blog que produzo e que num intervalo de 8 meses já recebeu mais de 35 mil visitantes. É o XXXXXXXXX, que procura ser uma fonte de conscientização ao brasileiro desinformado que ainda desconhece o mal que representa o PT e o foro de SP para nossa soberania e nossos destinos.

Tenho a confiança XXXXXXXXXX no senhor em me apresentar como produtor do blog, XXXXXXXXXXX. Falo isso porque XXXXXXXXX. Creio que devo incomodar a trupe petista. O endereço do blog é XXXXXXXXXXXXX e talvez o senhor já deva ter tomado contato com ele, pois nas pesquisas que faço, tenho sempre uma boa participação de militares da reserva e da ativa.

Coronel, outro objetivo desta mensagem é solicitar a possibilidade de lhe pedir a possibilidade da indicação da jornalista Cristina Fontenele, que também desenvolve um serviço muito importante de conscientização de nosso povo, a um dos cursos ofertados pela ESG ao público civil. Ela XXXXXXXXXXX é gente nossa e sua presença em tão importante cenário de projeção cultural, como são os cursos esguianos só nos abrilhantaria e abriria horizontes junto à sociedade ainda coletivamente enganada pelos interesses escusos da camarilha lulo-petista.

Sei que ela mantém bons contatos com o senhor, visto que trocamos impressões a respeito de matérias que veiculamos em nossos respectivos blogs e vez por outra comentamos sobre o cidadão que o senhor é. Por favor, me dê um retorno, mesmo que negativo, para que possamos planejar novos passos. Fique com Deus e que o Pai Maior nos apresente sempre um caminho para ajudar nosso país a encontrar uma solução. 

Atenciosamente.

Responder

Mostrar detalhes 27/11/2008

---------- Forwarded message ----------

From: acelente ...@terra.com.br
Date: 2008/11/27
Subject: Re:ESG
To: C. C. ….@gmail.com

Querido amigo XXXXXXXX:

Devo dizer que você me passou sim informações e elas foram importantes na confecção da XXXXXXXXXXXX (apostila) sobre XXXXXXXXXXXXX. Quanto ao seu pedido, não entendi bem, mas a princípio vou lhe apoiar. Estou em Brasília a serviço, mas amanhã volto para o Rio. Se você não for explicito na quilo que você quer, por favor, ligue-me. Meus telefones são: XXXXXXXXX ou XXXXXXXXX e XXXXXXXXX. Aguardo o seu contato para eu poder entender em que lhe posso ser útil.

Quanto a jornalista Christina Fontenelle, será um prazer tê-la em nossos Cursos. Acredito que o melhor para ela seria o Curso em que sou Adjunto, Curso de Logística e Mobilização (CLMN). Ela poderá fazer o próximo que irá iniciar-se no início de agosto de 2009. Aliás, seria um prazer tê-lo também como nosso estagiário. Vamos ver se conseguimos para o próximo CLMN. 

Deixo o meu forte abraço

ANTONIO CELENTE VIDEIRA

Enviado às...
Para R. SAN. …@gmail.com
Data
27 de novembro de 2008
Assunto Re: ESG
Enviado porgmail.com
Ocultar detalhes 27/11/2008

Caro Coronel, boa noite. Agradeço pela receptividade na resposta, o que confirma mais uma vez sua predisposição de ser parceiro de nossas causas e de nossas humildes pretensões.

Quanto à jornalista, eu a orientarei a entrar em contado com o senhor. Quanto ao outro assunto que o senhor não entendeu, é que estou produzindo um blog (página na internet) visando ao combate contra à prática política atualmente vigente em nossa nação.

O endereço do blog é XXXXXXXXXXXXXXXX e eu comentei que talvez o senhor já tenha visitado ele, visto que recebo muitos visitantes militares, tanto da reserva, quanto da ativa. E ficaria muito feliz se o senhor se tornasse um leitor daquilo que produzo na busca de um Brasil melhor para meus filhos e netos.

Muito obrigado pela sua atenção e desde já ratifico minha consideração pelo amigo e a certeza que estou de pé e a ordem aqui em Brasília a seu dispor. Grande e fraternal abraço. XXXXXXXX

2008/11/27 C. C. ...@gmail.com
 

ITEM 36

acelente para mim
mostrar detalhes 27/11/2008

Prezada Srª Chistina Fontenelle: 

Informo que já recebo o e-mail do XXXXXXXXX e já lhe respondi. Quanto ao seu interesse em fazer os nossos cursos e em especial, como sugestão minha, o curso em que sou Adjunto, para mim é um prazer e farei tudo para a senhora ser indicada. Poderemos depois conversar melhor.

Quanto ao meu artigo, caso a senhora não o resgate, posso lhe enviar de novo. Cheguei em Brasília na última 3ª feira, mas estarei retornando amanhã para o Rio.

Deixo o meu abraço respeitoso.

ANTONIO CELENTE VIDEIRA 
 

ITEM 37

R. SAN. para acelente
Mostrar detalhes 28/11/2008

Que pena que não deu para nos encontrarmos - NOVAMENTE. Se o XXXXXXX tivesse me ligado para dizer que o senhor estava aqui, poderíamos ter nos encontrado. Quanto ao curso, eu estarei o ano que vem inteiro no RJ. Por isso, gostaria muito de fazer o curso, nem que fosse como convidada, mesmo sem poder tirar nota e essas coisas. Gostaria até de só poder acompanhar as aulas e, se desse, participar dos trabalhos em grupo. Somente isso, sem incomodar ninguém e sem dar despesas. Acho que eu poderia aprender muito uma porção de coisas e que seria uma ótima experiência. Era sobre isso que eu gostaria de falar. Mas, sei que os militares são todos certinhos e que não bobeiam em nada com essas coisas de papel e de burocracia (acredito que têm fortes razões para isso, inclusive) e, por isso, não sei se seria possível eu assistir ao curso nessas condições. Mas, como dizem que 'quem não chora não mama', eu resolvi pedir para o senhor ver se isso seria possível assim mesmo. Sei também que eles, COM TODA A RAZÃO, diga-se de passagem, não gostam de jornalistas e tem sérias prevenções contra os mesmos - essa poderia ser outra razão para que eu não pudesse fazer o curso, uma vez que poderia constranger as pessoas e prejudicar o ambiente (eu compreenderia isso... ficaria triste, mas compreenderia...).

Fico por aqui, esperando as suas observações. Se precisar falar comigo, estou no telefone celular XXXXXXXXXX, direto. Quando chegar ao RJ, em janeiro, mando outro telefone. Um grande abraço, Christina.

PS: mande outra vez o artigo porque será mais fácil do que eu ficar procurando - coisa que já estou fazendo.
 

ITEM 38

acelente para mim
mostrar detalhes 28/11/2008

Sr. Christina;

A senhora está enganada. Nós militares nos desdobramos em ter profissionais da mídia em nossas classes, principalmente pessoas sérias como a senhora. Este curso que terminou, tivemos em nossa classe a jornalista Vívian, pessoa que já está nos ajudando muito. Semana que vem eu ligo para asenhor.

Vou enviar de novo o artigo.

O meu abraço respeitoso.

ANTONIO CELENTE VIDEIRA
 

ITEM 39

De: "R. SAN." …@gmail.com
Para: "acelente" ...@terra.com.br
Data: Fri, 28 Nov 2008
Assunto: Re: Pergunta
 
Que bom que estava enganada. Já achei o artigo e já publiquei no site, mas somente hoje ou amanhã vou mandar os links para os assinantes e correspondentes. Está na parte da VOZ DOS GUERREIROS e tem comentários meus. Veja lá - ficou bacana!!!!!
 

ITEM 40

acelente para mim
mostrar detalhes 28/11/2008

Srª christina:

Agradeço e semana que vem, ligo para a senhora. Um bom fim-de-semana.
 

ITEM 41

acelente para mim
mostrar detalhes 28/11/2008

Srª chistina Fontenelle:

Acabei de ver o site "Guerreiros Imortais". O "desing" está lindo, mas o seu comentário muito mais. O peso do seu comentário é muito mais forte do que a opinião de qualquer militar. Em nome da causa "esguiana", eu agradeço.

O meu forte abraço

ANTONIO CELENTE VIDEIRA
 

ITEM 42

De R. SAN. ...@gmail.com
Para C. C. ...@gmail.com
Data 4 de dezembro de 2008
Assunto Re: ESG
Enviado porgmail.com
Ocultar detalhes 04/12/2008
Adorei as mensagens e o Cel. Celente já falou comigo. Acho que vai dar certo para o curso em agosto. Obrigada pelo seu apoio. Você vai na feijoada do XXXXXXX no sábado? Estou querendo ir... Avise se vai... Vamos ver se conseguimos as doações para fazer este site que será útil para todos. Mas, precisamos definir um modelo e um projeto antes, para podermos fazer as exigências das ferramentas e para podermos ter 'boas e prontas' respostas aos possíveis patrocinadores e/ou leitores apoiadores. Por isso, precisamos montar um projeto (vc monta um e eu outro) e, depois, nos reunir para fazer comparações e decidir o projeto final. Detalhe: precisamos fazer isso JÁ, pois vou embora pro RJ já em janeiro (talvez até lá pro final de dezembro). Avise-me se acha assim bom. Um abraço, Christina
 

ITEM 43

De:"R. San." …o2@gmail.com
Para:
Data: Wed, 24 Dec 2008 02:35:53 -0200
Assunto: IMORTAIS GUERREIROS - AVISO IMPORTANTE E MENSAGEM DE FIM DE ANO

23 de Dezembro de 2008

Caros Amigos, Leitores, Correspondentes,

Este final de ano não foi nada fácil para mim, principalmente para o exercício de minhas atividades profissionais. Como vocês já devem saber, tivemos problemas por causa de ataques de vírus nos computadores e também em nosso site. O site IMORTAIS GUERREIROS e os blogs (são 5) já estão sanados, porém ainda faltam muitas atualizações. Ficaremos devendo algumas importantes matérias que deveriam ter sido divulgadas este ano. Tamanho trabalho com a recuperação destes espaços cibernéticos tirou o tempo para escrever bons artigos e para configurar outros tantos de tanta gente boa para publicar. Já os computadores ainda não estão funcionando completamente bem e ainda sofrem ataques diários que precisam ser combatidos. Isso sempre ocasiona alguma perda de tempo e, é lógico, desconcentração.

É desanimador a gente trabalhar com tanto sacrifício, gosto e afinco para levar às pessoas a verdade e informações diversificadas da 'mesmolândia' que infesta nossa mídia de massas, e se ver impedido de realizar esse trabalho por causa de nada democráticos e covardes ataques de gente má, desonesta e amante da escravidão ideológica. É triste a gente se ver obrigado a gastar o que não tem para levar um sonho, um ideal, à frente, diante de tantos percalços provocados por inimigos covardes. Eu acredito no meu trabalho, acredito que é importante levar informações verídicas e/ou, ao menos, não estigmatizadas, para o maior número de pessoas possível.

Além desses problemas técnicos QUE JÁ DEIXARAM O SITE E OS BLOGS COM PROBLEMAS DE ATUALIZAÇÃO POR QUASE DOIS MESES, eu sou mãe e esposa. Portanto, nessa época de final do ano, está toda a 'tropa' em casa, exigindo mais atenção ainda do que durante o ano. E, não sei se vocês sabem, eu sinto que devo ser, ainda neste momento de desenvolvimento de meus filhos, primeiro a mãe e, depois, a profissional. Sei que há quem não concorde com isso, mas, paciência, é assim que eu sinto que deva ser, pelo menos no meu caso.

Por tudo isso, e por ainda não ter aprendido a fazer a mágica de prolongar o tempo, bem como a de fabricar dinheiro, termino esse ano devendo algumas coisas para todos vocês - principalmente boas e esclarecedoras matérias.

Eu sei, por exemplo, que o STF praticamente já decretou a falência do Estado de Roraima, entregando boa parte de seu território nordeste a quem nunca pertenceu, desprezando todos os alertas que foram dados, em todos os meios de comunicação, principalmente através da internet. Oito dos ministros foram nomeados pelo governo Lula. Portanto, não é preciso ser gênio para entender o porquê de seus votos terem sido favoráveis à demarcação contínua das terras da reserva Raposa-Serra do Sol e à retirada dos chamados não-índios daquela região.

Sei disso, e não pude, ainda, escrever artigo sobre esse lastimável último episódio. Digo, somente e por hora, entretanto, que nenhum brasileiro elegeu um único ministro sequer do STF. Quem deveria, assim, decidir sobre essa grave questão, já que o Executivo, em sua maioria, age contra os interesses da nação, seria o povo brasileiro, em plebiscito, através de votos, ainda que eletrônicos, porém, necessariamente impressos - para possível conferência - e sob propaganda rigorosamente controlada em termos de paridade de tempo (e com rigorosa proibição de 'merchandising' em novelas e programas televisivos, como aconteceu, aliás, e em favor do SIM, no caso da campanha pelo desarmamento da população, antes do inútil plebiscito - já que a vontade popular acabou não sendo respeitada, uma vez que o acesso do cidadão comum e honesto às armas e à munição é cada vez mais difícil, para não dizer impossível, por causa do Estatuto do Desarmamento em si, cujo teor não foi o objeto consultado).

Esse é apenas um dos exemplos de como tem sido conduzida a nossa falsificada democracia. Primeiro, o Executivo governa à base de canetadas, compõe com o chamado Congresso, e aprova leis absurdas, principalmente sob o ponto de vista prático e cultural da maioria dos brasileiros. Depois, vêm as contestações judiciais que, como se estivéssemos em plena vigência da independência dos Poderes, vão à julgamento pelos tribunais superiores. Então, estes, por sua vez, aprovam aquilo que o Executivo sempre quis que fosse aprovado. Uma farsa de processo democrático engana trouxa.

Assim tem sido e, dessa forma, aprova-se, a despeito da vontade da maioria dos brasileiros, por exemplo, considerar um embrião como ser, ou não-ser, desprovido de direito à vida; a lei seca radical (que já provocou a demissão de centenas de milhares de pessoas); a entrega de terras e mais terras particulares a sem-terras, quilombolas e indígenas; a prorrogação infindável do julgamento dos envolvidos no escândalo do mensalão (bem como o de tantos envolvidos em vários outros escândalos - uma quantidade infinita deles); a divisão racial dos brasileiros e tantas outras coisas.

Sei, também, e sobre isso já tive oportunidade de falar em outras ocasiões, que a imprensa insiste em mostrar os brasileiros comprando e comprando neste Natal. Mostra o que? Mostra os centros de comércio popular. Há dez anos, mostrava os shoppings e as lojas de rua tradicionais. Ou seja, o comércio de produtos brasileiros, de produtos de qualidade se reduz a cada dia, a cada ano, e a imprensa continua a dizer que está tudo normal e maravilhoso, quando milhões de brasileiros vão às ruas comprar quinquilharias 'made in países que escravizam mão-de-obra'.

O que dizem? Dizem que as vendas crescem a cada ano. E crescem mesmo. Mas, crescem como? Crescem porque as pessoas, não podendo mais comprar uma boa camisa, por exemplo, feita por indústrias sérias e comprometidas com os direitos dos trabalhadores (e que gerariam renda e mais empregos bons para mais brasileiros, e mais produtividade - o que baratearia os preços), passam a ter que comprar 10 quinquilharias vagabundas importadas de indústrias de países sem compromisso nenhum com os direitos trabalhistas, por preços inacreditavelmente baratos, para compensarem o bom produto que não puderam comprar. Assim, em termos quantitativos, é claro que as vendas cresceram. Mas, e o resto?

E tantos outros assuntos que estou devendo...

Continuarei a publicar uma ou outra coisa, até o começo de janeiro, quando novamente me mudarei de cidade, deixando a bela Brasília. Voltarei, se tudo der certo, no princípio do mês de Fevereiro. Voltaremos com novidades e com novos projetos, prontos para mais um ano de lutas. A inutilidade e a mediocridade são motivos reais, no meu ponto de vista, para que se desista de um objetivo. Mas, as dificuldades, não - essas servem de estímulo.

Sei que devo ainda respostas as mais diversas a muitos que me têm escrito. Desculpem. Espero que essas respostas cheguem a cada um de vocês, ainda que aos poucos, ao longo do mês de janeiro e de fevereiro. Peço paciência e compreensão a todos. Durante o período de mudança, o e-mail ficará com resposta automática, esclarecendo os motivos da pausa e o dia de nossa volta.

Obrigada a todos vocês, pelos comentários, pela participação, pelas críticas, pelo apoio e pela amizade - muitas delas as quais, inclusive já tendo deixado de estar apenas no plano virtual. Fiz amigos muito especiais nesses já quase 5 anos de trabalho na 'rede'.

Desejo a todos aqueles que me acompanharam um Natal com muita paz e um 2009 de renovação de forças.

Um grande abraço a todos
 

OBSERVAÇÃO

Os e-mails dos itens 43 e 44 são importantes para os argumentos que utilizarei para defender os motivos pelos quais, na viagem do curso do CLMN, eu não pude seguir no ônibus com a turma, no dia da partida. Meus compromissos com a família e com a coerência que procuro manter entre o que digo e o que faço são sagrados. Compromisso e coerência custam muito caro às vezes. Mas, para as pessoas que nos rodeiam, jamais as palavras terão o poder de substituir o exemplo prático do sacrifício para mantê-los. Exemplos educam mais que palavras, seja para o bem ou para o mal. Sabia que não poderia falhar. E não falhei. Assim, como forma de reconhecimento e de recompensa, consegui, às minhas custas, sacrifício, consciência limpa e peito reconfortado, encontrar o grupo do CLMN, em São Paulo, capital, ao fim do segundo dia da viagem. Perdi somente duas visitas. Nada que eu não pudesse repor com estudos e com a gravação das palestras assistidas. Mas, o que para mim representava uma vitória, um exemplo de força de vontade, do sacrifício que mulheres com filhos e marido precisam fazer para preservar a harmonia familiar e, ao mesmo tempo, trabalhar com amor para fazer ‘a diferença’ no turbulento mundo de hoje, para os dirigentes do curso e para muitos alunos não passava de um ‘erro imperdoável’ que merecesse comentários maldosos pelas costas, punição implacável, e até humilhação ‘pública’ – da qual fui vítima, por parte do Cel. Celente, quando da visita ao centro de aviação do exército e por parte do Cel. Solemar, ao adentrar em nosso ônibus, ao fim desta mesma visita. Sobre estas humilhações falarei em momento oportuno.
 

ITEM 44

De acelente ...@terra.com.br
Para reb. San. …@gmail.com
Data 24 de dezembro de 2008
Assunto Re: IMORTAIS GUERREIROS - AVISO IMPORTANTE E MENSAGEM DE FIM DE ANO

Srª Christina;

Lindo!!! Vá em frente. Não se reprove. Quem dera se a décima parte dos brasileiros pensassem assim como a senhora. Desejo sucesso no novo desfio. Espero nos procura na ESG, para ornar o nosso CLMN/2009. Fique com Deus. Que sua famíla nunca se prive dessa dedicação.

fraternalmente e respeitosamente

ANTONIO CELENTE VIDEIRA E FAMÍLIA
 

OBSERVAÇÃO

Ou seja, o Cel. Celente, em suas palavras, deseja que minha família sempre possa contar com a minha dedicação. Mas, na prática, quando tive que trabalhar esta priorização (e isso não havia sido planejado por mim) para depois conseguir partir para os compromissos de trabalho (no caso, do curso), ele se esqueceu do que usava falar e parecer valorizar, demonstrando ser, ao contrário, incapaz de reconhecer meu esforço e minha coerência. Reagiu como as pessoas que acham que palavras sejam coisas vãs, sem compromisso com os atos que realmente se pratiquem. Sempre que ele precisara de mim, eu estivera lá... Quando eu mais precisei dele, não só não pude contar com seu apoio, como também fui vítima de incompreensão e de humilhação.
 

ITEM 45

Enviado às...  
Para reb. San. ...@gmail.com
Data 13 de janeiro de 2009
Assunto Re:contato - telefone
Enviado por terra.com.br
Ocultar detalhes 13/01/2009

Srª Christina:

Desejo boa chegada ao Rio e assim que se instalar, or favor, nos procure na ESG, a fim de fazermos a sua matrícula no CLMN. Provavelmente, não estarei aqui, pois vou tirar férias e devo viajar.

Os meus cumprimentos respeitosos
 

ITEM 46

De acelente ...@terra.com.br
Enviado às...
Data 20 de abril de 2009
Assunto Curso de Logítica e Mobilzação Nacional na ESG

Prezada Srª Crhistina:

Informo que as inscrições para o nosso Curso de Logística e Mobilzação Nacional (CLMN) já estão abertas e o site para pesquisa é o www.esg.br. Todavia, encontro-me à sua disposição aqui na ESG, telefones XXXXXXXXX ou XXXXXXXXX ou ainda o celular XXXXXXXXX. Parece-me que as inscrições vão até final de abril. O Curso inicia no dia 10 de agosto e vai até o dia 06 de novembro. Aguardo o seu contato.

Respeitosamente.

ANTONIO CELENTE VIDEIRA
 

ITEM 47

De: "Reb. San." …@gmail.com
Para:
Data: Thu, 7 May 2009
Assunto: ARTIGO: FORÇA E CORAGEM - QUANDO A REALIDADE BATE À NOSSA PORTA...

FORÇA E CORAGEM – QUANDO A REALIDADE BATE À NOSSA PORTA... 

Por Rebecca Santoro

7 de maio de 2009

Não tenho escrito muito e nem publicado os artigos de terceiros - tão importantes - que tenho vindo sempre divulgando. Parei um tempo para refletir sobre a realidade. É, chega uma hora em que ela é implacável e finalmente bate à nossa porta cobrando decisões inadiáveis. Chegou a minha. Pedi um tempo. A Realidade está parada em frente à minha porta, de braços cruzados, porém sem muita paciência, esperando para ouvir o que tenho a dizer sobre as decisões que terei que tomar. Encostei a porta e, neste momento, atrás dessa porta, olho para minha casa, para meus familiares, para minhas coisas. Filmes da vida inteira me vêm à mente. Rezo, peço sabedoria. Confronto-me com o que sou e com o que, talvez, terei que extirpar de dentro de mim, a um custo altíssimo, diga-se de passagem, para continuar minha caminhada pela vida.

Certo estava Jesus (que grande novidade!) que, ainda que muito mal interpretado até hoje sobre sua atitude neste episódio, disse para um homem que lhe perguntara o que deveria fazer para lhe seguir, que este deveria vender tudo o que tivesse e deixar sua família para trás. O homem, entristecido, se foi, pois não teria como fazer aquilo que o mestre lhe dissera, para lhe acompanhar em suas peregrinações. Tem gente, até hoje, que pensa que Jesus estivesse dizendo que só poderia estar a seu lado aquele que se dispusesse a não possuir bens terrenos e nem apegos familiares, porque estas coisas seriam de importância pequena, sem valor espiritual elevado. Errado. Sabiamente, Jesus estava a dizer, em poucas palavras, que, para estar a seu lado, fisicamente, no combate que estava a travar, o homem cujos bens e familiares dele dependessem para sobreviver, física e espiritualmente, não poderia estar inteiro no ‘combate’ e nem livre para fazer o que tivesse que ser feito. Isso, entretanto, jamais significou dizer que não se pudesse estar espiritualmente a seu lado, seguindo os ensinamentos do Mestre, mas na missão que possam e que devam cumprir os homens com bens e com famílias. Se fosse hoje, talvez, Jesus dissesse ao homem: ‘cada um no seu quadrado’, cada um fazendo com presteza a parte que lhe cabe.

Também me lembrei de uma pregação do Padre Fábio de Melo (assista vídeo abaixo), no programa semanal DIREÇÃO ESPIRITUAL, na qual ele contava uma parte de sua própria estória de vida. Falava, então, a respeito de exorcizarmos certas memórias do passado que nos fazem sofrer, tendo a coragem de falar sobre elas. Contava o Padre Fábio sobre uma passagem em que, atravessando um momento de grande pobreza, ele e sua família – pai, mãe e sete filhos – haviam ido morar numa cidade nova, para tentar a vida. Mais uma dessas cidades pequenas, como tantas das que tínhamos e que hoje ainda temos por este Brasil a fora.

Não tendo quase nada para comer em casa e não podendo ir aos mercadinhos da cidade, ele, então com uns 14/15 anos, e sua mãe, foram procurar um sítio onde houvesse máquinas de arroz, que vendia o produto, exposto em sacas, em porções avulsas. Na casa de venda, havia várias sacas, cada uma com um tipo de arroz. Talvez nem o mais barato desse para comprar em quantidade suficiente para levar para casa e alimentar toda a família. Entretanto, numa daquelas sacas, havia um tipo de arroz com grãos muito pequenos, talvez porque estivessem quebrados e esfarelados, cujo preço a mãe do Padre poderia pagar para levar para casa pelo menos uns 5 kg do produto – era muita gente para alimentar. Ela olhou para o vendedor que lhe atendia e a ele pediu que embrulhasse a quantidade que desejava. O homem, inocentemente, perguntou: “É para alimentar os porcos?”. Padre Fábio disse que, na ocasião, morreu de vergonha da própria condição de sua família e da atitude de sua mãe, que, olhando o homem nos olhos, lhe disse: “Não. É para nós comermos mesmo”. De tão sem graça e comovido com a situação, bem como com a sinceridade daquela até então desconhecida senhora, o vendedor lhe deu o que pedira, mas também lhe ofertou, gratuitamente, um saco com um punhado de um arroz de boa qualidade.

Padre Fábio levou mais de 20 anos para conseguir contar esta estória para alguém e o fez durante uma missa que rezava em sua cidade natal – Formiga (MG). Durante muito tempo, confessou, lembrou daquele acontecimento com imensa tristeza, até que pôde perceber a lição daquele momento: como é que a coragem pode fazer a diferença em determinadas ocasiões e o quanto podemos perder se não a tivermos.

Quanta diferença pode haver em dizer a verdade, de cabeça erguida, deixando a vergonha (quando realmente não há motivo real para que ela se apodere de nós) de lado. O quanto pode ser possível usar os meios certos para se conseguir aquilo que se deseja e/ou aquilo que é preciso. Há tantos que usam a frase “os fins justificam os meios” para se livrar de culpa por algo de errado que se tenha feito ou para dar “nobreza” a práticas atrozes...

Lembrei da minha trajetória de vida. Das dificuldades. Das conquistas. Dos sonhos. Lembrei dos que me deram oportunidade – todas, Graças a Deus, aproveitadas. Recordei daqueles cujas vidas pude ajudar, de um jeito ou de outro.

Lembrei de muitas coisas. Mas, a Realidade ainda está lá fora, apressada, esperando minhas respostas...

Tenho tido tanto apreço pela verdade em tudo o que publico, em tudo o que produzo, em tudo o que tento passar adiante para as novas gerações, conversando com os jovens estudantes de hoje. Eles são muito mais espertos e inteligentes do que possa parecer. Têm sede de verdade. Já perceberam o mundo de mentiras e de incongruências que lhes tentam empurrar goela abaixo.

Voltando... Por que tenho tanta dificuldade em dizer a verdade sobre mim, sobre minhas condições de trabalho e do quanto preciso de ajuda para continuar?

Lá no meu site, já há bastante tempo, há um link na barra lateral – FAÇA A SUA PARTE – que leva a uma página dentro da qual eu redigi um texto completo falando sobre a necessidade da ajuda e da união de todos aqueles que pretendam ver o Brasil liberto da esquerdização internacionalista, liberto da esquerda corrupta que nos governa. Portanto, não vou repetir o que gostaria que todos fizessem a gentileza e tivessem a paciência de ler ou de reler AQUI. Mas, leiam tudo, até o fim.

Não. Eu não sou miserável e, devo reconhecer, tive e ainda tenho condições de vida muito melhores do que a maioria dos brasileiros. Mas, o fato é que não tenho mais condições de manter meu trabalho sozinha e sem nenhuma ajuda financeira. Minha luta, assim como a de tantos outros brasileiros, pela nossa liberdade e pelo nosso pleno desenvolvimento como país e como nação, não pode ser genuinamente travada se continuar a ser encarada por tantas testemunhas como se um hobby fosse. Nunca o foi, pelo menos para mim.

Muitos, eu sei (talvez a maioria), dos que travam a mesma batalha possuem outras fontes de renda e/ou vivem o mesmo dilema que eu, tendo que dedicar grande parte do tempo a outras atividades remuneradas. Apesar de não possuir nenhuma outra fonte renda além da que vem do salário de meu marido – que há muito já não é suficiente para sustentar a família com padrão de classe-média (média mesmo, sem grandes luxos) – e de poder contar com alguma ajuda de meus pais e de meus sogros, insisti no ‘chamado interior’ de continuar lutando para levar a verdade a todos a quem ela pudesse chegar. Porém, agora, estou no limite do suportável.

Não dá mais para continuar a não conseguir colocar nenhuma contribuição financeira dentro de casa, nem mesmo a que já seria necessária para sanear as despesas que tenho com o trabalho que venho fazendo já há alguns anos. Não me arrependo de nada. Gostaria de continuar nesta luta, de muitos a ela agregar e de muito poder expandi-la. Por isso, enquanto a Realidade espera lá fora, impaciente, minhas respostas, resolvi tomar coragem para expor a situação, publicamente, a todos, e para pedir a ajuda daqueles que quiserem e que puderem, fazendo doações, colocando anúncios no site, etc. (instruções AQUI - Lembro que é importante ler tudo o que lá está escrito).

Não. Eu não sumirei do ‘mapa’ e nem deixarei de continuar escrevendo aqui e ali, publicando o que der, e quando der, se a ajuda não chegar (e ela precisa ser permanente, é bom lembrar). Continuarei recebendo e lendo e-mails (e respondendo, na medida do possível, ainda que com atraso, a todos os que a mim se dirigem, com questões, com pedidos, com denúncias, etc.). Porém, nem ao site IMORTAIS GUERREIROS e nem ao livro público, de Christina Fontenelle (que já está no oitavo capítulo, há séculos, por falta de tempo e de dinheiro) poderá haver a dedicação necessária para que se trate de um trabalho atualizado e realmente engajado na luta pela verdade e pela liberdade neste país.

Assim, calando, um por um, a todos nós, covardemente, com chantagem financeira, a esquerdalha corrupta tomará conta de tudo e de todos, até que testemunhemos, no futuro de nossos filhos e de nossos netos, as conseqüências de termos tratado como ‘hobby’ uma luta que deveria ser encarada com a maior seriedade – HOJE, AGORA.

LINK PARA O FILME:

http://www.youtube.com/watch?v=2J2uEG9QajU&feature=player_embedded

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ITEM 48

De acelente ...@terra.com.br
Para reb. San. ...@gmail.com
Data 7 de maio de 2009
Assunto Re: ARTIGO: FORÇA E CORAGEM - QUANDO A REALIDADE BATE À NOSSA PORTA...

Prezada Srª Christina:

É lamentável. Talvez seja por isso que a senhora não respondeu os meus e-mail sobre o Curso de Logística e Mobilização. De qualquer forma, torço para que a luta continue talvez com outro manto. Deixo o meu abraço respeitoso e informo que as incrições do CLMN ainda estão abertas.

ANTONIO CELENTE VIDEIRA
 

OBSERVAÇÃO

Depois desta troca de e-mails acima, houve um TELEFONEMA. Neste, o Cel. Celente recebeu algumas explicações superficiais sobre a minha situação pessoal/particular, mas, insistiu em que eu devesse tentar uma maneira de fazer o curso, porque, segundo ele, seria importante para que eu tivesse um contato mais próximo com militares – com o que pensavam, de verdade -, para obter mais informações sobre determinados assuntos em particular, referentes aos problemas nacionais, e, principalmente, para que eu, lá dentro da ESG, pudesse encontrar uma forma mais eficiente de ajudar a Escola nessa luta de permanecer no RJ. A insistência sempre foi no sentido de apelar por ajuda junto à mídia. Pensei durante alguns dias... Por isso, como poderá ser constatado na troca de e-mails abaixo, eu acabei consultando o site da ESG e, nas duas partes que se seguem à palavra “Repito” (em negrito), pode-se denotar, muito bem, que se trata de referência a uma espécie da COMBINAÇÃO PRÉVIA entre as partes em relação A METAS E A PROPÓSITOS A SEREM CUMPRIDOS – como se fosse um ‘acordo de cavalheiros’, do tipo daqueles em que a assinatura é a PALAVRA DE HONRA entre os contratantes.
 

ITEM 49

De REB. SAN. ...@gmail.com
Enviado às...
Para acelente ...@terra.com.br
Data 24 de maio de 2009... (DOMINGO)
Assunto Re: ARTIGO: FORÇA E CORAGEM - QUANDO A REALIDADE BATE À NOSSA PORTA...

Caro Coronel,

Fui ao site da ESG para ver informações sobre o curso. Gostaria muito de fazê-lo. Espero que ainda dê tempo. O que preciso providenciar? Tenho que pagar alguma coisa? E, nas viagens, como farei para pagar os custos, já que não há órgão oficial nenhum por trás do meu trabalho? Preciso também saber da carga horária, pois tenho que tomar as providências necessárias aqui em casa para ajeitar as coisas. Estou em processo de ressurreição espiritual, pois, aconteceu um milagre maravilhoso em minha vida (conto pessoalmente). Repito: quero MUIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIITO fazer o seu curso. Espero que dê para conseguir. Desculpe a demora em responder, mas estava em processo de reflexão profunda sobre escolhas de vida, sobre fé, etc. Sou, realmente, uma guerreira. Não desisto quase nunca daquilo que desejo. Às vezes, porém, tenho que parar para pensar se o que estou fazendo é aquilo que realmente seja o que deva ser feito. Já cheguei às minhas conclusões e não vou desistir. Repito, outra vez: espero que dê para eu fazer o curso. Costumo ser uma boa aluna. Muito obrigada por sua atenção de sempre. Aguardo resposta.

Um grande abraço,

Christina
 

ITEM 50

De acelente ...@terra.com.br
Enviado às...
Para reb. San. ...@gmail.com
Data 24 de maio de 2009 ... (DOMINGO)
Assunto Re: ARTIGO: FORÇA E CORAGEM - QUANDO A REALIDADE BATE À NOSSA PORTA...

Prezada Srª Christina:
 
Lamentavelmente, 5ª feira passada o Setor de Avaliação terminou o processo de avaliação. Custo não vai haver, apenas o da viagem a são Paulo, que será de uma semana e aí os custos de hospedagem ficaria por conta da senhora. Amanhã, vamos ver se nos conversamos. Não sei o que lhe aconteceu, mas caso fosse algo justificável, eu tentaria ainda conversar com a Psicóloga Jussara, a fim de ver como poderíamos lhe incluir. Acho que agora será difícil, mas não custa tentar.

Deixo o meu abraço, extensivo à família.

ANTONIO CELENTE VIDEIRA
 

OBSERVAÇÃO

Reparem nos tempos verbais utilizados pelo Cel. Celente no e-mail acima. Primeiro: “TERMINOU o processo”... (pretérito perfeito – ‘It’s done’ – acabado, passado, ‘já era...’). Segundo: “não VAI HAVER”... “SERÁ de uma semana”... “Amanhã, VAMOS VER se conversamos”... (futuro do presente – algo que irá acontecer, ou algo que se pretenda que vá acontecer – esperança... Chance...). Terceiro: “hospedagem FICARIA por conta”... “TENTARIA ainda conversar”... “Como PODERÍAMOS lhe incluir”... (futuro do pretérito – algo que está condicionado ao futuro, dependendo do que possa acontecer num tempo presente, mas que já será passado, quando se vier a falar sobre; e/ou uma suposição de que, se uma das hipóteses que tivesse sido considerada, realmente tivesse vindo a acontecer, num tempo futuro de um presente qualquer em que estivéssemos vivendo e considerando algumas hipóteses. Português é ‘complicadozinho’ mesmo... Mas, por que falar sobre isso? Simplesmente porque o Cel. Celente, apesar de tudo e das regras, AINDA DEMONSTRA INTERESSE EM QUE EU POSSA VIR A FAZER O CURSO, POR TODOS OS MOTIVOS JÁ CITADOS ACIMA, NOS E-MAILS ANTERIORES! SE NÃO, POR QUE NAQUELE MOMENTO? NÃO SE PODERIA ESPERAR O PRÓXIMO CURSO? AFINAL, A MATÉRIA DO CURSO NÃO ERA LÁ A ‘MINHA PRAIA’... QUAL A NECESSIDADE EXTREMA DE QUE EU CURSASSE NAQUELE MOMENTO E, ESPECIALMENTE O CURSO QUE ERA DIRIGIDO POR ELE? QUEM PARECIA SER O MAIS INTERESSADO, EU OU O CORONEL? POR ACASO HAVIA EU PEDIDO PARA QUE ELE QUEBRASSE REGRAS DE INSCRIÇÃO PARA ENTRAR NO CURSO?
 

OBSERVAÇÃO

OUTRO TELEFONEMA (quinta-feira - 28/05/2009):
 

ITEM 51

De Christina Fontenelle ...@gmail.com
Enviado às...
Para "A. CELENTE" ...@terra.com.br
Data 30 de maio de 2009 ... (SÁBADO)
Assunto MATERIAL SOLICITADO

Caro Coronel, boas as notícias que me deu na quinta-feira (28/05/2009 - Conversa travada pelo telefone). Esperemos que seja feito conforme os desígnios de Deus. O que tiver que ser, será. Obrigada por seu empenho. Seguem os anexos necessários, conforme combinamos.

Um grande abraço,

Christina

5 anexos

Christina Fontenelle.doc
Ficha_CLMN_2009.doc
diploma frente.docx
diploma atrás.docx
ident. e cpf.docx
 
acelente para chrisfontell
mostrar detalhes 30 mai

Prezada Srª Christina;

Acuso o recbimento. segunda-Feira, eu imprimo e levo para a Psicóloga Jussara.

Aguarde o meu contato.

Respeitosamente.

ANTONIO CELENTE VIDEIRA
 

 

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